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Receita da Usiminas (USIM3, USIM5 e USIM6) cai 13,8% no segundo trimestre de 2015

Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2015 – A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A, uma das maiores empresas do setor de siderurgia brasileiro, registrou uma receita operacional líquida de R$ 2,677 bilhões no segundo trimestre de 2015. Esse valor representa uma diminuição de 13,8% sobre o resultado obtido no segundo trimestre de 2014, quando a empresa faturou R$ 3,106 bilhões.


Comparando o resultado obtido no segundo trimestre deste ano com os três meses anteriores, a receita operacional líquida da Usiminas diminuiu parcos 0,1%. Entre janeiro e março de 2015, a multinacional brasileira registrou receita operacional líquida de R$ 2,680 bilhões.

No período entre janeiro e junho deste ano, a receita operacional líquida acumulada pela empresa foi de R$ 5,357 bilhões, valor 14,3% menor que a receita operacional líquida registrada durante o primeiro semestre de 2014 (R$ 6,249 bilhões).

Já nos últimos doze meses, a receita operacional líquida acumulada pela empresa foi de R$ 10,850 bilhões, valor 7,6% menor que a receita operacional líquida registrada durante o ano exercício de 2014 (R$ 11,742 bilhões).

A receita operacional líquida é o mais importante indicador de crescimento de uma empresa, pois é fácil de calcular e não sofre influências de fatores atípicos e não recorrentes nas demonstrações financeiras da companhia. O cálculo da receita operacional líquida é realizado através da dedução de todos as contas redutoras da receita bruta obtida pela companhia. As contas redutoras são: devoluções de vendas, descontos comerciais e impostos incidentes sobre vendas (PIS, COFINS, ISS e ICMS).

Através da Ferramenta Método Sempre desenvolvida pela ADVFN, o maior portal virtual brasileiro de cotações de bolsas de valores nacionais e internacionais, o investidor tem acesso à evolução do patrimônio líquido consolidado da Usiminas nos últimos cinco anos, assim como à taxa de crescimento do patrimônio líquido consolidado entre os períodos avaliados, à taxa média de crescimento do patrimônio líquido consolidado anual e à atualização trimestral do patrimônio líquido consolidado.

Essas são informações essenciais para o investimento consciente em ações, pois um investidor de sucesso não investe em empresas que não apresentam um crescimento histórico consistente, assim como não deixa de avaliar, a cada divulgação de resultado trimestral, os fundamentos da empresa cujas ações decidiu investir.

Setor de Mineração da Usiminas no 2° Trimestre de 2015

A redução da demanda chinesa e a abundante oferta de minério de ferro continuaram a pressionar negativamente os preços PLATTS, que alcançaram, na média, US$ 58,4/t no segundo trimestre de 2015, contra US$ 62,4/t no primeiro trimestre de 2015 (62% Fe, CFR China), queda de 6,3%. Segundo o CRU Metals, alguns movimentos de saídas de players menores do mercado foram registrados, entretanto ainda há uma grande incógnita quanto à permanência no mercado para os demais que estão registrando perdas.

No segundo trimestre de 2015, o volume de produção totalizou 1,0 milhão de toneladas, 30,9% inferior ao do primeiro trimestre de 2015, em linha com o objetivo de controle de capital de giro e redução de estoques. O volume de vendas registrado foi de 1,2 milhão de toneladas, contra 1,1 milhão de toneladas no primeiro trimestre de 2015, um acréscimo de 5,9%, principalmente devido ao aumento de vendas para produtores locais de gusa.

Desde o início de 2015 evidenciou-se queda significativa dos preços de minério de ferro, em função da diminuição das expectativas com relação ao crescimento global do PIB, decorrente da menor atividade do setor de construção na China, aliado ao aumento significativo da capacidade de produção de minério de ferro, principalmente vindos da Austrália. Após um ano de redução de preços, no 1o semestre de 2015, houve uma queda adicional de 17% nos preços de minério de ferro (62% Fe, CFR China). Diante da piora das expectativas quanto ao preço futuro do minério de ferro, a companhia reconheceu redução de R$ 985,0 milhões no valor dos seus direitos minerários (R$ 868,0 milhões na Mineração Usiminas S.A. e R$ 117,0 milhões na Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A.). O valor em uso da Unidade de Mineração foi atualizado para refletir as melhores estimativas da Administração sobre o preço futuro do minério, com base em projeções de mercado. Tal avaliação mantém-se sensível à volatilidade dos preços da commodity e eventuais alterações nas expectativas de longo prazo poderão levar a futuros ajustes no valor reconhecido.

A taxa de desconto aplicada nas projeções de fluxos de caixa futuros representa uma estimativa da taxa que o mercado utilizaria para atender aos riscos do ativo sob avaliação. A taxa nominal em Real utilizada foi de 11,9% ao ano. A companhia considerou fontes de mercado para definição das taxas de inflação e câmbio utilizadas nas projeções dos fluxos futuros. A taxa de inflação brasileira estimada de longo prazo foi de 4,5% ao ano. Para a projeção das taxas anuais de câmbio (real brasileiro/dólar norte-americano), foram consideradas as taxas de inflação norte americana e brasileira de longo prazo. Os preços projetados para o minério de ferro (62% Fe, CFR China) foram entre US$ 57/t e US$ 74/t. Os preços utilizados no cálculo dos fluxos de caixa futuros encontram-se dentro do intervalo das estimativas publicadas pelos analistas de mercado.

A receita líquida totalizou R$ 109,2 milhões no segundo trimestre de 2015, contra R$ 117,9 milhões no primeiro trimestre de 2015, inferior em 7,4%. Embora tenha havido uma desvalorização cambial média de 7,1% no período, houve queda de 15,5% no preço PLATTS médio do minério de ferro (62% Fe, CFR China), ajustado para o período de formação de preços de venda da Mineração Usiminas. Adicionalmente, houve maiores deduções da receita bruta relativas a contratos de frete doméstico com condições take or pay, que passaram de R$ 1,2 milhão no primeiro trimestre de 2015 para R$ 11,6 milhões no segundo trimestre de 2015.

Setor de Siderurgia da Usiminas no 2° Trimestre de 2015

O World Steel Association – WSA prevê que o consumo aparente de aços atinja 1.544 milhões de toneladas em 2015, com alta de 0,5% em comparação a 2014. Para as economias desenvolvidas, o destaque é a expectativa de recuperação com crescimento de 2,1% do consumo na União Europeia e a manutenção do consumo nos EUA, mesmo após o forte crescimento de 11,7% em 2014. Para as economias emergentes, a expectativa é de alta de 2,8%, impulsionada pela Índia, cujo consumo deve crescer 6,2%. A China, maior consumidor mundial com 707,2 milhões de toneladas, deve reduzir seu consumo em 0,5%, a primeira redução desde 1995. O Brasil terá o pior desempenho dentre os emergentes. O Instituto Aço Brasil – IABr prevê queda do consumo aparente no Brasil de 12,8% em 2015, com recuo de 14,0% para aços planos.

O mercado brasileiro consumiu 3,3 milhões de toneladas de aços planos no segundo trimestre de 2015, sendo 81% do volume fornecido pelas usinas locais e 19% por importações. Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, o consumo recuou 17,5%, principalmente por causa da retração de 21,1% das vendas das usinas locais, enquanto as importações se elevaram em 1,6%.

A forte queda no consumo brasileiro ocorreu de forma generalizada em todos os segmentos consumidores em decorrência da forte desaceleração da atividade industrial no período. A falta de visibilidade no cenário econômico e os prognósticos menos otimistas acerca da recuperação da economia no curto prazo levaram os clientes a reduzirem compras, ajustarem estoques e postergarem investimentos.

Setor de Transformação do Aço da Usiminas no 2° Trimestre de 2015

A Soluções Usiminas atua nos mercados de distribuição, serviços e tubos de pequeno diâmetro em todo o país, oferecendo a seus clientes produtos de alto valor agregado. A empresa atende diversos setores econômicos, tais como automobilístico, autopeças, construção civil, distribuição, eletroeletrônico, máquinas e equipamentos, utilidades domésticas, dentre outros.

As vendas das unidades de negócios Distribuição, Serviços/Just In Time e Tubos foram responsáveis por respectivos 51%, 41% e 8% do volume total de vendas do segundo trimestre de 2015.

O contexto da distribuição continua sendo de grande concorrência com o aço importado. Com a queda dos preços internacionais do aço, as importações no Brasil cresceram ao longo do segundo trimestre de 2015, principalmente provenientes da China.

No segundo trimestre de 2015, a receita líquida foi de R$ 475,8 milhões contra R$ 539,7 milhões no primeiro trimestre de 2015, 11,8% inferior, devido ao menor volume de vendas e serviços.

Setor de Bens de Capital da Usiminas no 2° Trimestre de 2015

A Usiminas Mecânica é uma empresa de bens de capital no Brasil que atua em estruturas metálicas, naval e offshore, óleo e gás, montagens e equipamentos industriais e fundição e vagões ferroviários.

Foram assinados aditivos de contratos para serviços adicionais para a Vale e Anglo American permitindo que sua carteira de pedidos totalizasse R$ 700,0 milhões, mesmo diante do cenário recorrente de falta de investimentos no país.

No segundo trimestre de 2015, a receita líquida foi de R$ 229,7 milhões, contra R$ 210,8 milhões no primeiro trimestre de 2015, uma elevação de 9,0%, devido ao maior volume fornecido pelas áreas de montagens e equipamentos.

Usiminas

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas S/A, uma das maiores indústrias de siderurgia do Brasil.

A Usiminas atua em quatro áreas de negócio: mineração e logística, siderurgia, transformação do aço e bens de capital. A empresa também opera uma unidade especial de vendas, onde alguns produtos especiais gerados durante o processo da fabricação do aço são colocados à venda.

De um modo geral, a Usiminas extrai o minério de ferro e o transforma em aço. Também processa o produto de acordo com as solicitações do cliente, oferece serviços de transporte rodoviário, ferroviário ou marítimo e entrega produtos acabados, como equipamentos e estruturas metálicas.

Seus produtos são fornecidos para os segmentos da construção civil e de eletrônicos, assim como também para os segmentos de construção naval, tubos, eletrodomésticos, embalagens, máquinas e equipamentos, automóveis e peças para automóveis. Produz chapas grossas, tiras a frio, tiras a quente, revestidos e outros produtos relacionados. A empresa exporta seus produtos para a China, Colômbia, Chile, Tailândia, Estados Unidos e Argentina.

Ferramenta Método Sempre

Através da Ferramenta Método Sempre desenvolvida pela ADVFN, o maior portal virtual brasileiro de cotações de bolsas de valores nacionais e internacionais, o investidor tem acesso à evolução do patrimônio líquido consolidado da Usiminas (USIM3, USIM5 e USIM6) nos últimos cinco anos, assim como à taxa de crescimento do patrimônio líquido consolidado entre os períodos avaliados, à taxa média de crescimento do patrimônio líquido consolidado anual e à atualização trimestral do patrimônio líquido consolidado.

A Ferramenta Método Sempre também disponibiliza essas mesmas informações para outros indicadores fundamentais, essenciais para o investidor que deseja selecionar conscientemente as ações de empresas que comporão seu portfólio de investimento: receita operacional líquida, ativo total, patrimônio líquido consolidado, dividendos e juros sobre capital próprio, valor de mercado atual, último valor de mercado anual, valor de mercado mínimo anual, valor de mercado máximo anual, diferença média entre as cotações das ações ordinárias e preferenciais, índice preço/valor patrimonial (P/VP), dividend yield (DY), endividamento simples (passível exigível/ativo total), payout (dividendos/lucro líquido), índice preço/lucro (P/L) atual, índice preço/lucro (P/L) anual, índice preço/lucro (P/L) mínimo e índice preço/lucro (P/L) máximo.

Além disso, o investidor tem acesso à projeção do valor de mercado da companhia nos próximos cinco anos, caso a empresa consiga, ao menos, replicar a rentabilidade média obtida nos cinco anos anteriores. A ferramenta também calcula automaticamente qual será o ganho médio patrimonial do investidor nos próximos cinco anos, caso ele opte por comprar hoje as ações da companhia, caso a companhia mantenha o mesmo ritmo de geração de receita e caso o investidor reinvista todos os dividendos e juros sobre capital próprio pago pela companhia na compra de novas ações.

Como investir em commodities

Ao investir em commodities você pode diversificar suas possibilidades e sustentar os investimentos durante a crise.



Se você acompanha o mercado de ação e seu sobe e desce, você já deve ter notado com facilidade a influência das commodities na performance dos pregões por todo o mundo. Ao investir em commodities você pode diversificar suas possibilidades e sustentar os investimentos durante a crise.

Mas o que significa commodities?

Basicamente, o termo significa mercadorias na tradução do inglês para o português, mas no âmbito financeiro, trata-se de transações de matéria-prima, mineral ou agrícola, de grande relevância para a economia internacional.

Existem várias commodities em que você pode investir, como petróleo, cobre, minério de ferro, soja, café, entre outras. Os preços de cada matéria-prima é cotado em dólar, por exemplo. Além disso, a negociação dos contratos de compra e venda é feita em bolsas internacionais. Portanto, as commodities são importantes para a produção industrial e para o consumo de qualquer economia.

Os contratos são negociados na Bolsa de Valores Mercadorias e Futuros no Brasil, também conhecida como BM&F Bovespa. Em função da forte influência da oscilação de preços das commodities nas economias, criou-se um jeito de proteger os produtores e compradores, que não são afetados por tais variações. É o caso dos contratos futuros de compra e venda, que se baseiam em expectativas de preços futuros, podendo acontecer a liquidação física do produto, em determinadas situações.
Dicas para investir em commodities
- Investimento em ouro

O ouro sofre influência da oferta e procura, bem como da estabilidade política e econômica, além da taxa de câmbio. O cenário econômico global também é um fator importante, tendo em vista que boa parte do ouro é usada no setor de joalheria. Se as taxas ficam elevadas, a tendência é que as pessoas invistam mais em ativos como ações, já que os índices com ouro não geram tanto retorno, causando pressão sobre o preço de tal matéria-prima.
- Investimento em cobre

O valor do cobre é influenciado pela oferta e procura, pois o preço aumenta na medida em que a procura também sobe. Em contrapartida, o preço cai quando a oferta é maior. Além disso, o cobre é afetado pelo dólar americano, então, se essa moeda está baixa, outras moedas ganham espaço, como a chinesa, o que fortalece a China, por exemplo.
- Investimento em prata

A prata tem influência da oferta e procura também, além de grandes traders e aqueles que realizam grandes compras e vendas. No caso de negociações de opções binárias, os traders precisam ficar informados em relação às notícias financeiras e aos comentários nos mercados bolsistas, para entender se a estratégia em questão é usada.

Voltando aos contratos futuros, é bom você saber que eles funcionam assim: os investidores determinam um preço atual em um contrato, mas a liquidação financeira acontece em uma data futura pré-programada no contrato. Ainda há a possibilidade de liquidação antecipada, com o objetivo de assegurar o preço no dia do fechamento do contrato em vez de fazer isso no dia do vencimento. Isto é, mesmo que a cotação suba ou desça, o comprador pagará o valor definido na data da assinatura do contrato. Assim, não só os produtores, mas também a indústria pode diminuir os riscos gerados pela oscilação do preço, permitindo o planejamento de atividades com maior eficácia.

Por fim, vale ressaltar que os investidores de contratos futuros costumam ser produtores agrícolas, indústrias de extração mineral ou empresas consumidoras de produtos, como exportadores e importadores.

Além disso, existem inúmeros investidores que não entram nesse ciclo produtivo, participando somente para a obtenção de ganhos financeiros com a compra e venda dos contratos.

Fonte: Indústria Hoje

FI-FGTS emprestará R$ 1,2 bilhão para a CSN



Pressionado pela paralisia há quase um ano nas decisões de novos aportes, o comitê de investimento do FI-FGTS aprovou nesta quarta-feira, 20, o pedido de financiamento de R$ 1,2 bilhão para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O jornal O Estado de S. Paulo apurou que os recursos serão aplicados na expansão do porto em Itaguaí (RJ), usado para o embarque e desembarque de minério de ferro e carvão.

Na última reunião do comitê de investimento em que houve deliberação, em outubro do ano passado, o projeto foi retirado de pauta a pedido de dois membros do órgão que aprova os aportes do bilionário fundo administrado pela Caixa. Mesmo não estando na pauta de ontem, o projeto foi incluído pelo presidente do comitê de investimento do FI-FGTS, Carlos Eduardo Abijaodi, representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Abijaodi, que assumiu a presidência neste ano, disse que o projeto estava na pauta da reunião do mês passado e havia uma pressão para que se votassem novos investimentos.

Pelo plano de negócios, além do financiamento do FI-FGTS, a CSN se comprometeu a aportar R$ 527 milhões de capital próprio. O objetivo da CSN é usar os recursos para ampliar em 34% a capacidade de descarga, armazenagem e embarque de minério de ferro do terminal de 45 para 60 milhões de toneladas por ano. A siderúrgica opera o porto desde 1997. A concessão pública vence em 2022, mas pode ser renovada por mais 25 anos.

Investimento alto

Os membros do comitê consideravam alto o investimento e queriam detalhes de como seria o impacto na geração de emprego e renda e em questões socioambientais. Para a aprovação do financiamento ontem, a CSN informou que a expansão da capacidade do terminal entre 2008 e 2014 – de 30 para 45 milhões de toneladas por ano – fez com que triplicasse a quantidade de trabalhadores próprios da empresa. As obras da expansão devem demorar dois anos, com geração de 1,7 mil empregos diretos e mais de 5 mil indiretos. Com capacidade ampliada, o porto deve abrir mais 400 vagas diretas e 800 indiretas.

A CSN também estimou que o projeto vai aumentar bastante a arrecadação de impostos. Desde março, o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Caffarelli ocupa o cargo de diretor executivo da CSN. O Estado apurou que a operação tinha o apoio do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Procurada, a CSN não quis se pronunciar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Yahoo Notícias

Fundos têm perdas bilionárias




A desaceleração da economia da China, que tem provocado forte queda das cotações do minério de ferro no mercado internacional, pode acarretar grandes perdas aos fundos de pensão dos empregados da Caixa, da Petrobras e do Banco do Brasil. A Funcef, a Petros e a Previ, entidades de previdência complementar mantidas, respectivamente, pelas três estatais, fazem parte do bloco de controle e possuem participações expressivas no capital da Vale, maior exportadora de minério do mundo. Com isso, as oscilações no valor das ações da companhia têm influência no patrimônio das fundações. Pelo acordo de acionistas da mineradora, as fundações estão obrigadas a manter os investimentos até 2017.

Com a ritmo mais lento da economia da China, a demanda por minério de ferro está encolhendo, o que tem impacto significativo sobre os lucros e a cotação das ações da Vale. Entre 2000 e 2014, as importações chinesas da commodity cresceram a uma taxa média de 20,4%, mas o arrefecimento da produção de aço no país asiático reduzirá o volume de compra da matéria-prima. Pelas contas de analistas que acompanham esse mercado, a tendência é de que a taxa média de crescimento das aquisições de minério encolha para 1,2% entre 2015 e 2019.

A situação adversa já provocou forte desvalorização das ações da mineradora entre 2014 e a última sexta-feira, 15 de maio, data do último pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&Fbovespa). Os papéis preferenciais, que eram cotados a R$ 29,36 em 2 de janeiro de 2014, caíram para R$ 17,79, uma retração de 39,41%. No mesmo período, as ordinárias passaram de R$ 32,59 para R$ 21,28, uma queda de 34,71%. A retração dos preços já provocou redução importante no valor do patrimônio dos fundos. Somente na Funcef, as perdas chegam a R$ 3,7 bilhões nos últimos dois anos.

A redução na demanda da China influencia de forma decisiva o mercado internacional de minério de ferro, uma vez que o país responde por 58% das necessidades mundiais da commodity. Desde 2014, os investimentos no setor imobiliário na China começaram a desacelerar em razão da contração nas vendas, levando à formação de estoques e à redução nas compras de minério para a produção do aço usado nos canteiros de obras.

Segundo analistas, o preço do mineral caiu 37% de 2011 até 1º de abril passado. Neste ano, a Vale pretende fazer investimentos de US$ 10 bilhões, mas as incertezas em relação ao preço da commodity podem trazer problemas. Para superar as adversidades, a companhia busca simplificar a estrutura corporativa, aumentar a produtividade, adequar custos e projetos, além de concluir desinvestimentos e parcerias em curso, como por exemplo, em operações de carvão.

Em exposição feita a dirigentes dos fundos, executivos da Vale mencionaram ainda possibilidade de, para angariar recursos, realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de um participação minoritária do negócio de metais básicos. Ainda não há uma definição da companhia sobre o assunto, mas estudos estão em curso.

Impactos

A desvalorização das ações da Vale nos últimos meses atingiu em cheio a Funcef. O fundo dos empregados da Caixa tem 10,35% do patrimônio investido na mineradora, cerca de R$ 5,6 bilhões. Com a queda no valor dos papéis entre 2012 e 2014, a perda foi de R$ 3,7 bilhões. Esse movimento influenciou o deficit atuarial de R$ 5,6 bilhões acumulado pela entidade fechada de previdência complementar, pois 67% do prejuízo decorre da queda no valor do investimento.

Apesar do cenário adverso, a Funcef tem expectativas positivas a longo prazo. A entidade avalia, contudo, que, entre 2015 e 2016, não há previsão de que o preço do minério de ferro volte aos patamares de meados de 2011, quando alcançou US$ 187 por tonelada. Conforme o fundo de pensão, a Vale vem revisando seus planos de negócios e se desfazendo de ativos que estão desassociados do ramo de mineração, com o objetivo de focar no negócio principal. “Dessa forma, a empresa está se adaptando à nova realidade macroeconômica, em que o seu principal cliente, a China, tem divulgado redução da taxa de crescimento do PIB e, consequentemente, de sua demanda por minério de ferro”, informou a Funcef em nota.

A Previ possui 20% do patrimônio investido na Vale, cerca de R$ 32 bilhões. A entidade de previdência esclareceu que, por se tratar, em sua maioria, de recursos aplicados na Valepar de forma indireta, por meio da Litel, braço de investimentos do BB e da Previ, o ativo é avaliado a valor econômico. Além disso, destacou que os ativos ainda mantém a forte valorização acumulada em anos precedentes. “A título de ilustração, considerando-se as cotações das ações ordinárias da Vale na Bovespa de maio de 1997 a maio de 2015, a valorização dos papéis da companhia foi da ordem de 2.200% no período”, destacou a fundação, em nota.

Apesar dos resultados positivos dos anos anteriores, entre 2013 e 2014, o fundo de pensão dos empregados do Banco Brasil perdeu R$ 5 bilhões do patrimônio com a desvalorização das ações da Vale. A entidade afirmou que, a despeito do cenário desafiador nos mercados interno e externo, com preços do minério de ferro em baixa histórica e desaceleração chinesa, continua confiando plenamente na capacidade de geração de valor e sustentabilidade da Vale ao longo dos próximos anos. O fundo de pensão informou que os gestores da mineradora vêm realizando ajustes no sentido de otimizar custos e melhorar a eficiência operacional da companhia, visando a um novo ciclo de crescimento.

A Petros informou que o aporte na Vale representa 5% do total de investimentos, cerca de R$ 4,03 bilhões. Entretanto, a fundação observou que, como os resultados de 2014 ainda não foram analisados e validados pelos conselhos deliberativo e fiscal, ainda não pode se manifestar ou fazer qualquer comentário sobre as demonstrações contábeis do ano passado Pela legislação vigente, o fundo dos empregados da Petrobras tem até 31 de julho para enviar as informações à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o regulador do sistema.

Fonte: Diário de Pernambuco
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Varlei DisiutaVarlei Disiuta é graduado em Administração de Empresas, com Especialização em Marketing (pós-graduação). Atua na região Sul do Brasil e representa diferentes empresas mundiais, principalmente nos segmentos metalomecânico e plástico.

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