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Votorantim teve queda de 77% no lucro em 2015

Recuo na demanda por cimento, aço e alumínio piorou resultado do grupo, que viu operações no exterior ganharem importância


O grupo Votorantim, conglomerado da família Ermírio de Moraes que atua nas áreas de cimento, metais, mineração e energia, entre outras, registrou lucro de R$ 382 milhões em 2015, um recuo de 77% em relação ao ano anterior. A queda na demanda brasileira por cimento, aço e alumínio, que levou a companhia a desativar temporariamente algumas de suas atividades, contribuiu para o desempenho, que só não foi pior em razão dos resultados favoráveis nas unidades fora do País.
Do total de R$ 31,5 bilhões obtidos em receita líquida, valor anual recorde, R$ 15 bilhões vieram das filiais espalhadas por 15 países. Também ajudaram no resultado positivo o recebimento de dividendos da Fibria (fabricante de celulose da qual a Votorantim tem 29,4% de participação) e da venda de imóveis rurais no interior de São Paulo.

O diretor-presidente da Votorantim, João Miranda, afirma que a diversificação dos negócios e o conservadorismo na gestão financeira ajudam a enfrentar o período de crise econômica. “O ambiente volátil, não só no Brasil, requer cautelas, mas a Votorantim fará cem anos em 2018 e já passou por montanhas russas de todo tipo”, diz. A situação atual, acrescenta ele, “incomoda, mas não assusta, e o que temos de fazer é buscar sermos mais eficientes e produtivos”.

Miranda ressalta que a queda no lucro se deve, também, à reversão em 2015 de impostos diferidos relacionados à operação de níquel e a um ganho extraordinário em 2014 com a venda de energia excedente. O Ebitda (indicador de geração de caixa) atingiu R$ 7 bilhões, recuo de 2% em relação a 2014.

Para Pedro Galdi, da Galdi Investimentos, as áreas de cimento e siderurgia, em especial, passam por período de paralisação principalmente por causa do congelamento de projetos diante da operação Lava Jato. “A maioria das empresas sofre porque a economia está parada.” Muitos grupos, diz ele, aguardam o que vai ocorrer no campo político para tomar decisões.

Venda de ativos. O presidente da Votorantim espera um 2016 difícil, mas diz que o grupo deve investir mais do que os R$ 3,3 bilhões do ano passado, que já foram 32% superiores aos do exercício anterior. Metade do valor será utilizada em manutenção e metade em expansão. Miranda afirma ainda que não há planos, no momento, de entrar em novos negócios nem de aquisições ou venda de ativos.

Fontes do mercado, contudo, insistem que há movimentos por parte da empresa para concentrar investimentos em áreas prioritárias. Ao longo dos próximos anos, a intenção seria se desfazer de negócios como a Citrosuco – produtora de suco de laranja que tem 50% nas mãos da Votorantim – e do Banco Votorantim. Também foi cogitada a venda da participação na Fibria, opção que perdeu força pelo bom resultado da empresa, que gerou receita líquida recorde de R$ 10 bilhões em 2015.

“Rumores de venda de qualquer ativo não têm respaldo factual. Não temos ativos em negociação hoje”, afirma Miranda. Segundo ele, o grupo tem índice de alavancagem entre dívida e geração de caixa de 2,78 vezes, disciplina operacional, todas as dívidas estão pagas até 2018 e há mais de R$ 10 bilhões em caixa. “Isso nos coloca em situação financeira privilegiada e não deveríamos dispor de ativos por nenhuma razão se não fosse interesse de fazê-lo”, diz. “Não devemos ser confundidos com quem está sendo forçado a se desfazer de ativos.”

Apesar das perspectivas para 2016, a Votorantim não tem prazo para retomar as operações de níquel em Niquelândia (GO) e no bairro de São Miguel Paulista (São Paulo), suspensas em janeiro, nem da divisão de cimentos de Ribeirão Grande (SP). Na aciaria da usina de Barra Mansa (RJ), funcionários que estão em lay-off retornam nas próximas semanas, mas ainda não há data definida para a retomada da produção. “Vamos retomar quando o mercado exigir”, informa Miranda. “Uma hora a economia vai voltar, pois há grande carência de moradias e obras de infraestrutura.”

Fonte:

Aço Brasil prevê queda 1% na produção de aço bruto em 2016

O Instituto Aço Brasil estima que a produção de aço bruto no País em 2016 terá uma queda de 1% em relação a 2015, atingindo um volume de 32,920 milhões de toneladas


David Alves/Palácio Piratini
Aço Brasil prevê queda 1% na produção de aço bruto em 2016


O Instituto Aço Brasil estima que a produção de aço bruto no País em 2016 terá uma queda de 1% em relação a 2015, atingindo um volume de 32,920 milhões de toneladas. Será uma nova redução na produção, após o encolhimento de 1,9% no ano passado. "Vivemos a pior crise da história da siderurgia brasileira", disse o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes.

O Aço Brasil espera que as vendas de aço no mercado doméstico recuem 4,1% ante 2015, para 17,418 milhões de toneladas. "Se levarmos em conta os dados desde 2014 teremos uma queda acumulada de 31%", afirma Lopes. Já para o consumo aparente de aço, a estimativa é de uma retração de 8,8%, para 19,407 milhões de toneladas.

A expectativa é de que as exportações de aço terminem o ano de 2016 com um crescimento de 2,3% em volume, somando 14,046 milhões de toneladas. Se confirmadas, a receita obtida com as vendas ao mercado externo deve somar US$ 6,8 bilhões, alta de 3% na comparação com 2015.

O instituto estima, ainda, que as importações terão queda expressiva, de 38% em volume e de 38,7% em valor, em 2016. As siderúrgicas vêm sendo afetadas pela crise da indústria e de setores consumidores de aço, como o automotivo e o de construção civil.

Além disso, enfrentam um cenário marcado pelo excesso de aço no mundo - em torno de 720 milhões de toneladas - e pesada concorrência da siderurgia chinesa, que é acusada de vender seu aço a preços abaixo de mercado e receber subsídio do governo. As empresas do setor pedem aumento do imposto de importação de aço e medidas para facilitar o acesso ao mercado internacional.

Fonte: Fato Online

Ação dispara 50% em dois dias com rumor de novo aporte


As ações da empresa de logística Log-in (LOGN3) tem um dia agitado e subiam 26,45% no pregão desta segunda-feira (04). Com a alta os papéis eram cotados a 1,53 real. No último pregão de 2015 as ações da companhia também dispararam e fecharam com alta de 24,74%. A euforia acontece em meio a rumores de que a empresa de mineração e logística Manabi Holding propôs injetar cerca de 400 milhões de reais na Log-In em troca de uma participação entre 60 e 70% da companhia.

Segundo a agência de notícias Reuters, a Manabi opera minas de minério de ferro em Minas Gerais, e está tentando construir um mineroduto de 511 quilômetros e um terminal portuário privado no Espírito Santo. A notícia da proposta ocorre após a Log-In ter contratado o banco de investimentos Moeis & Co para assessorar sobre o refinanciamento de 1,9 bilhão de reais em empréstimos bancários, disseram fontes à Reuters.

Fonte: Exame

Glencore pretende vender minas de cobre na Austrália e Chile



Glencore copper mineFoto: Getty Images


A Glencore planeja vender minas de cobre na Austrália e no Chile no momento em que a gigante de commodities e mineração planeja reduzir sua dívida. A venda de ativos é um elemento de um plano maior de cortar cerca de um terço da dívida líquida de 30 bilhões de dólares da Glencore e retomar a confiança de investidores depois que suas ações tiveram baixa recorde este ano em meio aos fracos preços globais das commodities.

A Glencore disse que iria vender sua minas de cobre Cobar, na Austrália, e Lomas Bayas, no Chile, depois de ter recebido interesse de potenciais compradores. A Cobar produz cerca de 50 mil toneladas de cobre concentrado, enquanto a produção anual de Lomas Bayas é de cerca de 75 mil toneladas de catodo de cobre.

A Glencore também se comprometeu a reduzir despesas de capital, suspender o pagamento de dividendos e levantar 2,5 bilhões de dólares em novas ações, com a emissão concluída no mês passado. A Glencore se negou a dizer quem se aproximou com interesse nas minas de cobre.

http://www.bbc.com/news/business-34502412

Fonte: Reuters

Cobre atinge mínima em duas semanas com temores sobre demanda da China




Os futuros de cobre operam em forte baixa em Londres e Nova York, após dados positivos de comércio da China não terem sido suficientes para abafar temores sobre a demanda futura do maior consumidor mundial do metal, em meio a um quadro econômico global turbulento.

Por volta das 8h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 2,8%, a US$ 5.120,00 por tonelada, depois de atingir a mínima em duas semanas de US$ 5.106,00 por tonelada mais cedo na sessão. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha queda de 2,49%, a US$ 2,3290 por libra-peso, às 8h57 (de Brasília).

Ontem, os preços do metal avançaram após a China anunciar que suas importações de cobre refinado tiveram alta anual de 12% em agosto, a 262.691 toneladas. O suporte ao cobre, porém, teve vida curta. ”Trata-se de mais do mesmo pessimismo com a China e a percepção de que não há muita resposta do lado da oferta ao que é visto como um quadro de demanda em deterioração”, comentou Stephen Briggs, analista de metais básicos do BNP Paribas.

A China consume cerca de 45% da oferta mundial de cobre. Recentemente, uma onda de liquidação nas bolsas chinesas abalou os mercados locais, apesar de uma série de medidas de intervenção do governo chinês. O cobre, que chegou a ser cotado a menos de US$ 5.000,00 por tonelada no mês passado, tem mostrado dificuldades de se recuperar de forma decisiva, embora alguns analistas acreditem que o metal já tenha atingido o fundo do poço.

Entre outros metais na LME, a tendência de queda era generalizada: enquanto o alumínio para três meses recuava 1,7%, a US$ 1.588,00 por tonelada, o zinco perdia 1,3%, a US$ 1.636,00 por tonelada, o níquel caía 1,4%, a US$ 9.725,00 por tonelada, o chumbo tinha baixa de 1,5%, a US$ 1.680,00 por tonelada, e o pouco negociado estanho cedia 1,8%, a US$ 14.880,00 por tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Yahoo Notícias

Empresas investem na inovação para aumentar competitividade


A mineração ocupa lugar de destaque entre as principais atividades de exportação na economia brasileira. Entre as 25 empresas que mais venderam produtos para outros países no primeiro semestre de 2015, cinco estão ligadas ao setor. Em comparação com o mesmo período do ano passado, as maiores companhias nacionais venderam entre janeiro e junho cerca de 14% a menos, resultado que reflete o mau momento da economia. A retomada do crescimento nacional e dos investimentos em infraestrutura passa diretamente pela mineração. Entidades e empresas se movimentam para acelerar essa retomada e apostam na inovação como gatilho para aumentar a eficiência e a competitividade das mineradoras brasileiras no mercado internacional.

Entre as técnicas que se espalham de norte a sul do país está o reaproveitamento de rejeitos minerários. Por meio de técnicas mais refinadas de separação, materiais que antes eram descartados passam a ser explorados, reduzindo o montante inutilizado nas minas. “O setor investe alto para dominar novas tecnologias que permitam a atividade de forma mais eficiente e sustentável. Há 20 anos, uma grande parte do material que era considerado rejeito ficava depositada em pilhas e mais pilhas que eram descartadas. Hoje, podemos separar melhor os minerais, por isso temos máquinas trabalhando nessas pilhas e transformando esse material em algo utilizável”, explica Rinaldo Mancin, diretor de Assuntos Ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

As atenções de engenheiros e pesquisadores se voltam também para tecnologia robótica para a sondagem de terrenos e para o uso de câmeras em 3D para o mapeamento dos solos, o que permite projeções precisas sobre as riquezas minerais de cada região. “É com a tecnologia que vamos competir. Estamos passando por um momento cíclico, com queda geral nos preços das commodities, mas não houve redução de volumes produzidos. A produção do setor continua alta e o potencial geológico do Brasil é imenso. Nossa cultura minerária vem de mais de três séculos e toda a mineração brasileira foi desenvolvida com tecnologia nacional”, ressalta José Fernando Coura, presidente do Ibram.

QUALIDADE Nos últimos anos, a mão de obra qualificada para o setor de extração mineral deu um salto significativo no mercado de trabalho brasileiro graças a parcerias com as federações das indústrias em vários estados. O aumento do número de profissionais na área representou um acréscimo na qualidade dos estudos sobre territórios minerados no Brasil. Mapeamentos completos sobre solos têm permitido a otimização do processo minerário.

“Há algumas décadas, ao fazer um mapeamento profundo de um solo as equipes conseguiam poucos atributos sobre o que iríamos encontrar nas extrações. Hoje temos um conhecimento cada vez mais detalhado em relação ao tipo de solo, quais rochas estão presentes, as propriedades físicas, quantidade de enxofre ou outras composições nos mínimos detalhes. Temos o DNA completo do minério”, conta o presidente da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb), Marcos André Gonçalves.

Para superar a estiagem

A preocupação com a falta de água, que se tornou recorrente nos últimos anos devido aos longos períodos de estiagem, desperta a criatividade das empresas. Entre as técnicas mais recentes e inovadoras está o processo de beneficiamento a seco do minério de ferro, que já vem sendo adotado no projeto da Vale, em Canaã dos Carajás, no Pará. A tecnologia, que usa a umidade natural do minério, dispensa a construção de barragens de rejeitos e reduz o impacto no meio ambiente, reutilizando 85% da água captada nas instalações do projeto e reduz em 93% o consumo de água em relação aos processos convencionais.

“A falta de chuvas nos últimos anos e as reduções nos reservatórios geram uma preocupação de forma geral para todos os setores. E o panorama climático ainda é preocupante. Na mineração, a questão da água vem sendo discutida há anos e as entidades buscam soluções e avanços para seu uso de forma racional. O beneficiamento a seco é um dos avanços que vêm sendo discutidos e a primeira implantação está em andamento em um projeto da Vale, no Pará”, diz Rinaldo Mancin.

Usada nos principais projetos de exploração em território brasileiro, o uso dos circuitos fechados de água tem sido uma das maneiras de evitar o desperdício. A água passou a ser usada em vários processos da lavra e no resfriamento da produção, reduzindo a quantidade usada no processo. Outro método difundido entre as mineradoras brasileiras é a captação e armazenamento de água de chuva para diminuir a retirada da água superficial e reduzir a energia gasta com o bombeamento de água de outras fontes. “Cada vez mais a água é um ativo caro e por isso as empresas buscam novas formas de reutilizar esse recurso. Hoje, 85% da água usada é reutilizada. O que era disperso em um rio passou a ser usado em circuitos fechados, evitando que a água escape”, avalia Mancin.

Fonte: EM


Segundo Mancin, a preocupação com o meio ambiente se tornou critério de competitividade internacional entre as empresas mineradoras. Dessa forma, os investimentos em inovações voltadas para a sustentabilidade ganharam força no setor. “Existe uma competição mundial e as empresas querem estar bem colocadas nos rankings de sustentabilidade. Estão no Brasil as empresas mais bem colocadas nos critérios de responsabilidade ambiental”, afirma o diretor

Procuram- se compradores


Empresas põem à venda ativos avaliados em US$ 22 bi ou quase duas Belo Montes


Está aberta a temporada de vendas das empresas ligadas a commodities. Com preços de petróleo, minério de ferro e metais despencando no mercado internacional, as companhias vêm apertando o passo de seus planos de desinvestimento, com o objetivo de fazer caixa para atravessar o período de vacas magras e, assim, tocar projetos essenciais. Estão nessa onda gigantes como Petrobras, Vale e CSN. A expectativa de analistas e das próprias empresas é que as vendas e parcerias somem ao menos US$ 22 bilhões neste e no próximo ano. O montante equivale a pouco mais de duas hidrelétricas de Belo Monte, uma das usinas mais caras já construídas no Brasil.

Commodities são matérias- primas cotadas em bolsa, cujo preço flutua ao sabor do mercado internacional. São dois os principais fatores que influenciam as cotações. No aspecto da chamada economia real, pesa a relação entre procura e oferta do produto. Mas há ainda um componente financeiro na determinação dos preços. Elas funcionam como investimento, para as quais muitos especuladores correm quando os juros americanos e de outros países estão baixos.

- Desde meados dos anos 2000, o crescimento chinês inflou os preços das matérias primas, ao promover um salto na demanda por esses produtos. Com a crise de 2008, os Estados Unidos injetaram dinheiro na economia e reduziram os juros, levando muitos a investirem em commodities, o que contribuiu ainda mais para a alta dos preços - explica o economista Fábio Silveira, da GO Associados.

`TRAVESSIA DO DESERTO´

Nos tempos de bonança, petrolíferas, mineradoras e siderúrgicas se verticalizaram - passaram a atuar em todas as etapas da cadeia produtiva - e diversificaram seu portfólio, entrando em segmentos em que não tinham tradição de atuar. Esse ciclo de alta das commodities chegou ao fim no ano passado, com a desaceleração da China e a expectativa de alta de juros nos EUA. Com preços em baixa, muitas empresas revisaram investimentos e estão colocando ativos na prateleira. - Elas surfaram na onda das commodities. Agora, têm que fazer a travessia do deserto - diz Silveira.

O nível de endividamento das companhias é o que vem ditando o ritmo das negociações. Na avaliação de analistas, a Petrobras é a que mais tem pressa. A estatal planeja vender US$ 15 bilhões em ativos até ano que vem. Para isso, estuda se desfazer de até 49% da BR Distribuidora, além de ativos na Argentina e no pré- sal, como 10% da área de Libra. Subsidiárias como Gaspetro e TAG, de gasodutos, igualmente devem entrar na lista de venda.

A empresa corre contra o tempo na tentativa de reduzir seu endividamento, que era de R$ 332,5 bilhões em março. A relação entre a dívida líquida ( dívida total menos o que a empresa tem em caixa) e a geração de caixa operacional medida pelo Ebitda era de 3,86 vezes ao fim do primeiro trimestre. Ou seja, a empresa precisava de 3,86 anos para zerar sua dívida apenas com as receitas oriundas de sua operação. Qualquer número acima de três faz acender a luz amarela na cabeça de analistas e investidores.

- Vender esses ativos é um desafio, ainda mais em um momento de queda no preço do petróleo no mercado internacional, que passou de US$ 110 para US$ 50 por barril em um ano. Hoje, todas as petroleiras estão cancelando seus projetos. E a Petrobras precisa se desfazer de ativos para fortalecer seu caixa nesse momento - afirma Haroldo Lima, ex- diretor- geral da Agência Nacional do Petróleo ( ANP).

Os desafios da Petrobras, no entanto, vão além. Em meio a uma crise de confiança, devido ao esquema de corrupção revelado pela Operação Lava- Jato da Polícia Federal, a estatal procura parceiros para alguns projetos importantes, como o Comperj, que está com as obras paradas e sem previsão de conclusão.
- A ordem na Petrobras é vender o que pode. Na Argentina, por exemplo, é para zerar posição. Até no pré- sal, onde há mais rentabilidade, a estatal quer vender parte das áreas para ajudar na geração de caixa. A questão principal é que a empresa ainda precisa obter recursos no mercado financeiro para seguir investindo. Em 2015, buscou quase R$ 30 bilhões e essa é a mesma necessidade para 2016 - diz uma fonte do setor.

Em nota, a Petrobras explicou que "não informa sobre hipotéticas negociações ou acordos envolvendo ativos".

A Vale também vem enfrentando um momento de maré baixa nos preços do minério de ferro. Em 2013, a cotação média nos portos chineses estava em US$ 136 a tonelada do minério. Este ano, a previsão é que fique em torno de US$ 55, caia ainda mais em 2016, para US$ 50, e só comece a ensaiar uma recuperação em 2017, com apostas para uma cotação média de cerca de US$ 60. A combinação de demanda mais fraca da China e maior oferta do produto, com projetos de expansão entrando em operação, explica a queda nos preços.

- A Vale supriu 25% da demanda mundial de minério de ferro ano passado. Logo, um desaquecimento nessa demanda impacta diretamente a empresa - diz Aldo Moniz, da Um Investimentos.

A expectativa da própria empresa é levantar entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões em caixa com desinvestimentos e parcerias este ano. No rol dos ativos que foram para a prateleira estão participações no corredor logístico de Nacala e a mina de carvão em Moçambique. Na conta também estão US$ 900 milhões obtidos com a venda, em março, de 25% do fluxo de ouro da mina de cobre de Salobo ( PA).

CSN JÁ CONVERSA COM BANCOS

Analistas apostam na venda de uma fatia da MRN, que marcaria a saída da Vale do segmento de alumínio, minas de carvão na Austrália, mais navios e ativos na área de fertilizantes. A avaliação no mercado é que a Vale pode se dar ao luxo de aguardar o melhor momento para vender alguns ativos, pois tem endividamento confortável. Analistas avaliam, por exemplo, que a companhia deve adiar sua intenção de fazer um IPO ( oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) da área de negócios de metais básicos ( cobre e níquel). A mineradora diz que a operação "depende das condições de mercado".

O setor siderúrgico igualmente vive um momento difícil. Além da sobreoferta mundial de aço, a demanda por produtos siderúrgicos vem caindo no Brasil, com a desaceleração econômica. Os segmentos de bens de capital, automóveis e construção civil, que respondem por 80% do consumo de aço no mercado doméstico, estão em crise. As siderúrgicas enfrentam ainda a concorrência da China, que se tornou exportadora de aço.

Com dívida líquida de R$ 20 bilhões no fim do primeiro trimestre, a CSN também está pisando no acelerador para montar uma estratégia de venda de ativos. Segundo fontes, a empresa vem conversando com bancos. Entre os ativos apontados por analistas que devem entrar na lista estão o terminal de contêineres em Sepetiba ( RJ) - avaliado em cerca de R$ 1 bilhão -, sua participação na Usiminas e uma parte da fatia de 27% na MRS, ferrovia que liga Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Há rumores ainda de que a empresa esteja buscando um parceiro para seu negócio de mineração. A CSN não comenta.

A relação dívida líquida/ Ebtida da CSN era de 4,8 em março. Por isso, qualquer movimento da empresa para reduzir o endividamento é bem visto pelo mercado. Pesa a favor da siderúrgica o perfil de sua dívida: mais de 70% dela têm vencimento a partir de 2018.

- Nos próximos dois anos, a CSN tem relativa folga para negociar os ativos. A Petrobras é a que tem maior urgência em vender. Os ativos da petrolífera são excelentes, mas o problema será o preço. O momento não é dos melhores para isso - avalia Luiz Caetano, analista da corretora Planner.

A pergunta que os analistas se fazem é justamente se haverá compradores para essa montanha de ativos à venda. E se as companhias estão dispostas a vendê- los por preços não tão atraentes.

A Usiminas também planeja focar nos ativos principais e se desfazer de negócios periféricos. A unidade de bens de capital, a Usiminas Mecânica, está na lista de vendas. Mas fontes ligadas à empresa admitem que há dificuldade de encontrar compradores, já que o segmento de máquinas e equipamentos está patinando.

Outras siderúrgicas têm feito vendas pontuais, aproveitando oportunidades para se desfazer de negócios que não são seu o core business ( negócios principais). Caso da Gerdau, que vendeu sua fatia de 50% na Gallatin, em Kentucky ( EUA). A unidade derrete sucata para a produção de aços laminados planos. A decisão de venda, anunciada ano passado, "foi feita para que a Gerdau possa se concentrar em seus principais ativos na América do Norte", ressaltou a companhia. Como resultado, a empresa reforçou seu caixa em R$ 937,8 milhões.

Fonte: O Globo

Sem perspectivas profissionais da mineração abandonam o Brasil




A crise que afeta a mineração e a pesquisa mineral está fazendo com que profissionais do setor abandonem o Brasil. Uma matéria que o Portal do Geólogo publicou em junho teve uma repercussão inesperada. Em poucos dias recebemos centenas de contatos de profissionais das áreas de geologia e das Ciências da Terra interessados nas oportunidades de emprego no Canadá.

A desesperança é geral. Os principais motivos que levaram essas centenas de profissionais, altamente qualificados, a cogitar uma mudança tão dramática, gravitam em torno de: falta de oportunidades no Brasil, violência urbana, corrupção e ausência de perspectivas no curto médio prazo.

A maioria está decepcionada com este Governo que abandonou a mineração e a pesquisa mineral há muito tempo. O que nós do Portal do Geólogo experimentamos foi uma pequena amostra do que está ocorrendo, silenciosamente, no Brasil.

Segundo dados obtidos pela Globo junto à Receita Federal, o número de pessoas que está emigrando aumentou em 67% nos últimos quatro anos. Uma delegação canadense, que visitou o Brasil em março, com oferta de empregos em Quebec, para brasileiros fluentes em Francês, foi surpreendida com o número de profissionais interessados. Em uma semana o site do órgão de imigração foi inundado por 140.000 brasileiros em busca dos empregos oferecidos pelos canadenses.

A maioria dos profissionais que buscam na emigração a solução para os seus problemas faz parte de uma elite cultural que busca a Receita Federal para regularizar a sua situação antes de abandonar o Brasil.

Mas o número real é muito maior. Somente em 2014 o número oficial de declarações de saída do Brasil totalizou 13.288. Espera-se um aumento exponencial para 2015 e 2016 quando a crise político-econômica que atinge o Brasil deve atingir o seu pico.

Enquanto o Brasil perde profissionais altamente qualificados por uma porta, em outra ele recebe, a cada dia que passa, um grande número de imigrantes com pouca ou nenhuma qualificação. É o empobrecimento cultural de um país cuja riqueza mineral é condenada, por um governo inepto, a permanecer escondida no subsolo. Um prejuízo que será sentido por gerações…

Fonte: www.geologo.com.br

Alcoa anuncia fechamento de unidade de fundição de alumínio em Minas Gerais




A produtora norte-americana de alumínio Alcoa disse nesta terça-feira que fechará permanentemente sua unidade de fundição de alumínio primário em Poços de Caldas (MG) em 30 de junho. A unidade de fundição já vinha tendo sua produção reduzida desde maio de 2014, e as condições de mercado que levaram a essa redução não melhoraram, segundo a empresa.

Fonte: Reuters

A hora de prudência

Gestores buscam ações de empresas bem geridas e que sofrem pouco com a desaceleração econômica


Pedro Sales, gestor de ações Brasil da Verde Asset Management

Se 2014 não foi um ano nada fácil para a renda variável, dada uma eleição presidencial concorrida, neste ano novamente não há muito refresco. Com uma economia enfraquecida, é preciso esforçar-se para encontrar ações que consigam sair ilesas desse cenário. Esta é a fórmula dos gestores dos melhores fundos de ações, que estão apostando em empresas com boa gestão, ganhos de produtividade e pouco correlacionadas com a atividade econômica.

"Não acredito numa melhora da economia antes do segundo semestre de 2016. Isso sem contar que essa recuperação deve ser lenta, muito lenta" , diz Pedro Sales, gestor de ações Brasil da Verde Asset Management. "Portanto, com esse cenário interno pessimista, é hora mais do que nunca de buscar investimentos que tenham boa performance e uma boa história para contar, independentemente de como estará a economia brasileira", completa.

Itaú e Equatorial Energia são dois nomes bastante citados pelos gestores dentro dessa estratégia de boa gestão e menor correlação com a economia. "O Itaú tem uma relação muito mais baixa com a economia do que se imagina", afirma Sales.

Ele lembra que mais da metade do resultado do banco vem de serviços como cartão de crédito, seguros e taxas, todos com uma resiliência maior à desaceleração econômica, e que nem mesmo os empréstimos devem sofrer tanto, uma vez que a piora vem ocorrendo de forma lenta, dando tempo suficiente para o banco se pre parar para uma retração no crédito e aumento na inadimplência.

A Equatorial Energia também é um caso que combina gestão competente com um perfil mais defensivo, considera Sales. A companhia comprou duas empresas quebradas - a Cemar e a Celpa -, que foram reestruturadas e agora dão resultados. Sales lembra que, por ser uma distribuidora de energia, a Equatorial está protegida pela
regulação: a cada quatro anos, a revisão tarifária compensa perdas resultantes do cenário macroeconômico.

Ganhos também vieram de ações de companhias estrangeiras. Para gestores, a tendência da economia americana era melhorar, enquanto a brasileira deveria piorar com reversão do ciclo de alta das commodities

Bons casos de gestão e que estão protegidos do risco governamental também têm sido a estratégia da gestora BRZ no fundo Equity Fundamental. Alguns exemplos estão nos setores bancário, de tecnologia, embalagens e algumas exportadoras, como os frigoríficos. Na ponta contrária, o setor de educação é um exemplo de perda de atratividade por conta das mudanças de regras no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), explica o sócio-gestor da BRZ Investimentos, Tiago Cunha.

O cenário macroeconômico conturbado, aliado à rápida valorização de uma série de ações, tem feito alguns gestores colocarem o pé no freio e manterem percentuais maiores dos fundos em caixa. O Bogari Value tem hoje entre 25% e 30% do patrimônio em caixa (muito próximo dos 33%, que é o máximo permitido nos fundos de ações), acima da sua média histórica (entre 15% e 20%). "A bolsa está dividida de uma forma complicada neste momento. Há os papéis que têm fundamento para subir, e já subiram e, portanto, ficaram caros. E os papéis depreciados, de empresas com poucos fundamentos, e que, portanto, não têm motivo nenhum para subir", diz o sócio-gestor da Bogari Capital, Érico Argolo.

A fórmula do sucesso da Bogari em 2014 foi resistir à tentação dos ganhos rápidos com ações cujo desempenho estivesse correlacionado com o resultado das eleições. Entre os papéis mais importantes do Bogari Value estão Itaú, Cielo, BB Seguridade, Abril Educação e Suzano Papel e Celulose. Mas os ganhos com renda variável não vieram apenas de ações brasileiras. Assim como o nome já diz, os resultados do Teorema Investimento no Exterior vieram de companhias americanas. "Em 2010, quando criamos o fundo, os múltiplos das bolsas brasileira e americana estavam muito próximos, o que não nos parecia fazer sentido", diz o sócio-gestor da Teorema Investimentos, Guilherme Affonso Ferreira. Para ele, o ciclo de alta das commodities importantes para o Brasil estava perto do fim, enquanto a economia americana devia estar no seu pior momento, e a tendência era melhorar. Portanto, era hora de comprar ações americanas e não brasileiras.

A carteira ainda ganhou com o movimento de alta do dólar sobre o real. Os papéis americanos foram de multinacionais como Caterpillar, Citibank e Johnson&Johnson, da Berkshire Hathaway (do megainvestidor Warren Buffett) e cotas de fundos de índices de ações. Para este ano, Ferreira ainda acredita numa valorização da bolsa americana e do dólar sobre o real.

os melhores da renda variável

Fonte: Valor

Bovespa fecha em alta acompanhando otimismo na Europa

Pregão subiu 0,21%, aos 53.863 pontos; volume foi baixo em virtude do cenário interno



A Bovespa fechou ontem em leve alta, acompanhando bolsas no exterior por expectativas ligadas à Grécia, mas o giro financeiro ficou abaixo da média, reflexo da cautela com o noticiário político e a deterioração da economia.

O Ibovespa, avançou 0,21%, a 53.863 pontos. O giro financeiro somou R$ 5 bilhões, abaixo da média diária do ano, de aproximadamente R$ 7 bilhões. Na cena corporativa, Marfrig chegou a disparar quase 15%, após acordo para vender a unidade de frangos e alimentos processados europeia Moy Park para a JBS.

Em Wall Street, o índice S&P 500 avançou 0,61% e o Nasdaq renovou recorde. Apesar da ausência de um acordo sobre a Grécia, a apresentação de propostas por Atenas alimentou esperanças de uma solução de última hora.

Segundo profissionais do mercado, a cena global proporcionou algum suporte, mas a nova fase da operação Lava Jato e seus potenciais desdobramentos adicionam incertezas nas esferas política e econômica.

Pesquisa Focus do Banco Central ainda mostrou economistas ajustando expectativas para o lado negativo, com as projeções para o IPCA subindo a 8,97% e para a retração do PIB aumentando a 1,45% em 2015.

A Marfrig fechou em alta de 9,7%, após acertar no domingo a venda da unidade de frangos e alimentos processados europeia Moy Park para a JBS por cerca de US$ 1,5 bilhão. JBS subiu 1,15%.

Já a Cemig subiu 3,98%, guiando as altas de elétricas no Ibovespa, com o índice do setor subindo 0,9%. Estrategistas do JPMorgan disseram em relatório que o setor oferece oportunidades num cenário de alta de preços mais forte que o esperado, argumentando que as tarifas são ajustadas pela inflação e que a demanda é pouco elástica.

A Petrobras teve um dia volátil, diante das expectativas pela divulgação do plano de negócios. A ação preferencial subiu 0,23% e a ordinária avançou 0,28%.

A Vale terminou a sessão em queda ao redor de 3%, ante novo declínio nos preços do minério à vista nos portos chineses.

Fonte: Reuters / Brasil Econômico

Câmbio e crise dão força para fusões e aquisições



País já soma 23 operações ao longo deste ano, contra 19 registradas no primeiro semestre completo do ano passado, com investidores de olho no preço da energia


O Brasil já registra mais fusões e aquisições no setor elétrico neste ano, uma tendência que deve se repetir ao longo do segundo semestre, com grandes com grandes grupos internacionais e fundos de private equity aproveitando oportunidades no País em um momento de real desvalorizado e crise de oferta de energia, segundo especialistas.

O País somou 23 operações de fusões e aquisições de janeiro ao início de junho, contra 19 registradas no primeiro semestre completo do ano passado, apontou levantamento da PricewaterhouseCoopers (PwC), com investidores de olho no preço da energia, que tem se mantido mais alto tanto no mercado de curto prazo quanto nos leilões realizados pelo governo, para entrega nos próximos anos.

A presença estrangeira tem crescido nos negócios, com participação em 44% dos acordos fechados em 2015, contra 26% em 2014, disse o sócio da PwC Brasil André Castelo.

"As operações envolvendo energia eólica são o carro-chefe, respondendo por cerca de 30% do total", ressaltou ele, referindo-se ao maior interesse de estrangeiros nesses ativos de energia renovável. Castelo apontou o segmento de geração como o que mais atrai investidores, seguido por transmissão e distribuição.

Já o sócio da consultoria EY Marcos Quintanilha acredita que a retomada dos acordos é puxada por esses motivos pontuais do setor no País, e não está associada a um fluxo de maior otimismo com a economia do Brasil.

"O ano de 2014 foi muito fraco em termos de volume de transações, provavelmente por receio dos investidores em relação à estabilidade das regras e da regulação depois da Medida Provisória 579/12 e suas consequências", analisou.

Chineses

Analistas e advogados especializados em fusões e aquisições ouvidos pela Reuters acreditam que empresas chinesas com presença no País podem fechar em breve novas aquisições nas áreas de geração e transmissão. Nesse segundo segmento, há também empresas espanholas de olho em negócios.

Outras companhias que anunciaram investimentos recentes no país, como a norteamericana SunEdison e a gestora canadense de recursos Brookfield, são apontadas como agentes que devem manter o interesse em ativos brasileiros.

Também é esperado que empresas investigadas pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, partam para a venda de ativos para fazer caixa, em meio às dificuldades criadas pelas investigações sobre suas atividades, o que pode impulsionar acordos de fusões e aquisições.

A Petrobras tem um plano de desinvestimentos de até US$ 13,7 bilhões em 2015 e 2016, no qual 40% devem ser obtidos pela área de Gás & Energia.

A Eletrobras, que anunciou recentemente a contratação de um escritório de advocacia para investigar eventuais irregularidades em seus empreendimentos, também deverá ir ao mercado, oferecendo empresas de distribuição e participações minoritárias em Sociedades de Propósito Específico (SPEs).

"Com certeza, haverá interessados. Tudo depende de valores, mas haveria, sim, apetite. São ativos que na mão de quem sabe gerenciar podem fazer toda a diferença", afirmou o sócio do escritório de advocacia Pinheiro Neto José Oliva.

Além das estatais, construtoras envolvidas na Lava-Jato também devem engrossar o movimento de aquisições, ao colocar no mercado projetos de suas divisões de energia elétrica. A Engevix, por exemplo, já vendeu a participação em empresas de transmissão e geração neste ano.

De acordo com a PwC, fundos de private equity responderam por 35% das transações de fusões e aquisições de ativos de energia elétrica até junho de 2015, contra 22% ao longo de todo o ano de 2014.

Fundos

"Sem dúvida, agora é o momento dos fundos, tanto locais quanto internacionais. Eles têm feito muitas captações e estão com recursos disponíveis para investimento. Hoje eles têm mais experiência em Brasil e devem ser players interessantes nesse mercado, uma vez que o setor privado institucional está com menos apetite nesse momento", explicou o advogado Robertson Emerenciano, sócio do escritório Emerenciano, Baggio e Associados.

A Positiva, empresa de energia criada por ex-executivos da ex-mMPX (hoje Eneva) que recebeu aporte de um fundo do banco inglês Barclays, considera que essas operações podem ser um mecanismo importante para apoiar as companhias em um momento em que o financiamento está mais escasso.

"Existe um grupo de fundos olhando o Brasil com lupa. A combinação de um real mais barato com o setor elétrico um pouco combalido dá um cenário interessante para a atuação deles, que têm o DNA de entrar em um momento de baixa para recuperar valor", afirmou Leandro Cunha, diretor-financeiro da Positiva.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

Metais básicos operam em queda e cobre atinge menor nível em seis semanas



Os metais básicos operam em queda nesta quinta-feira na London Metal Exchange (LME), em meio a vendas especulativas por fundos de hedge. O contrato de cobre para três meses recuava 1,0%, para US$ 5.952,00 a tonelada, após atingir um pouco antes a mínima de US$ 5.930,00, patamar mais baixo em seis semanas.

“O cobre está caindo está manhã em meio a recomendações de vendas por parte de consultorias”, diz a analista de metais básicos Dee Perera, da Marex Spectron. No médio prazo, as perspectivas para o cobre não são claras. “Os fundamentos de longo prazo são fortes, na nossa visão, mas no curto prazo o cenário é turvo, especialmente ao entramos no verão, quando a atividade industrial na China desacelera”, afirma em nota a gestora Investec.

Os outros metais básicos também operavam em queda. O alumínio recuava 0,9%, para US$ 1.738,50 a tonelada. O zinco perdia 1,0%, a US$ 2.151,00 a tonelada. O níquel tinha baixa de 1,2%, a US$ 12.850,00 a tonelada. O chumbo caía 0,6%, a US$ 1.940,00 a tonelada. E o estanho registrava retração de 0,6%, a US$ 15.500,00 a tonelada.

Na Comex, divisão de metais da Nymex, o cobre para julho recuava 0,79%, a US$ 2,7050 a libra-peso.

Fonte: Dow Jones Newswires

Cobre opera sem direção única após dados sobre o setor industrial da China



Os contratos futuros de cobre operam sem direção única, depois da publicação de dados sobre o setor industrial da China, o principal consumidor do metal básico. Apesar de terem melhorado em maio, os indicadores ainda apontam fraqueza na segunda maior economia do mundo.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial do setor industrial da China subiu para 50,2 em maio, de 50,1 em abril, mas ficou abaixo da previsão de 50,3. O PMI industrial do país medido pelo HSBC, por sua vez, aumentou para 49,2 em maio, de 48,9 em abril, mas permaneceu abaixo de 50 – o que indica contração da atividade – pelo terceiro mês seguido.

Para alguns analistas, os dados sugerem que o governo chinês pode adotar mais medidas de estímulo para a economia, o que seria positivo para os metais básicos. “Graças aos numerosos estímulos anunciados – e alguns já implementados – pelo governo e o banco central recentemente, a economia chinesa deverá ganhar força novamente nos próximos meses”, comentaram analistas do Commerzbank.

No entanto, alguns agentes do mercado continuam prevendo uma queda nos preços dos metais adiante. “Por enquanto, sentimos que os mercados estão bem abastecidos, então não seria uma surpresa ver os preços operarem de lado, com inclinação negativa”, afirmou William Adams, diretor de pesquisa da Fastmarkets.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 0,02%, para US$ 6.016 por tonelada, pouco antes das 8h (de Brasília). Na Comex, o cobre para julho caía 0,29%, para US$ 2,7200 por libra-peso, às 8h18.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio caía 0,2%, para US$ 1.736 por tonelada; o zinco recuava 1,5%, para US$ 2.154,50 por tonelada; o níquel perdia 0,6%, para US$ 12.550 por tonelada; o chumbo declinava 1,1%, para US$ 1.928,50 por tonelada; e o estanho tinha queda de 0,6%, para US$ 15.505 por tonelada.

Fonte: Yahoo Notícias

Alcoa celebra 50 anos no Brasil em cenário adverso


Há 50 anos, a Alcoa, empresa global de tecnologia e engenharia de metais leves, apostava suas fichas no Brasil. A empresa comemora neste mês meio século de operações no País, onde atua na produção de alumínio para diversos setores da indústria, incluindo o automotivo.

“A Alcoa acredita e investe no Brasil e persistirá avançando para ser a melhor parceira de soluções inovadoras, contribuindo com a evolução e o desenvolvimento do país. Temos feito investimentos significativos no Brasil nos últimos dez anos e sempre estamos pensando no futuro, trabalhando desde já para os próximos 50 anos”, declara José A. Drummond, presidente da Alcoa na América Latina.

Recentemente, no fim do primeiro trimestre, a empresa decidiu encerrar a produção de alumínio primário no País devido ao aumento do custo da energia elétrica. Duas de suas fábricas, a de São Luiz (MA) e Poços de Caldas (MG) encerraram suas atividades, decisão alinhada com a estratégia da matriz, nos Estados Unidos, que começou a desenhar novos cortes em 2013. Segundo a empresa, as demais operações no Brasil não serão afetadas e o processamento da bauxita para produção de alumina (que é a matéria prima do alumínio) será mantido na unidade de São Luiz.

A Alcoa ainda mantém operações de refinaria, além de mineração de bauxita em Itapissuma (PE), Juruti e Mineração Rio do Norte (PA), Tubarão (SC), Utinga e Barra Funda (SP), que servem mercados como transporte, construção civil, edificações, petróleo e gás, geração de energia, entre outros.

Fonte: AutomotiveBusiness

Cobre opera em queda, diante de temores sobre excesso de oferta



Os contratos futuros de cobre operavam em queda na London Metal Exchange (LME) nesta sexta-feira, com investidores pesando o atual excesso de oferta do mercado global, ante a expectativa de um aperto no oferta neste ano.

Há pouco, o contrato do cobre para três meses recuava 0,7%, a US$ 6.219,50 a tonelada na LME. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para julho caía 0,72%, a US$ 2,8280 a libra-peso.

O International Copper Study Group (ICSG) divulgou que houve um grande superávit na produção para o mercado global de cobre nos primeiros dois meses do ano, com a oferta superando a demanda em 115 mil toneladas. Segundo o Commerzbank, o superávit é surpreendente – no mesmo período do ano passado houve um déficit na oferta de 193 mil toneladas.

Segundo o ICSG, o aumento na oferta e uma demanda menor contribuíram para o excesso de cobre no mercado. A oferta estava em alta de cerca de 5% na comparação com igual período do ano passado, enquanto a demanda havia recuado 3,5%, principalmente devido à desaceleração na China. Para o ano como um todo , o ICSG espera que o mercado global de cobre mostre um excesso de oferta de 364 mil toneladas.

Essa visão sobre o mercado, porém, não é compartilhado pela maioria dos executivos das companhias de mineração de cobre, segundo analistas do Intesa Sanpaolo. A visão de consenso entre os executivos é de que o mercado de cobre está atualmente movendo-se para um déficit, devido a uma demanda forte, segundo o banco italiano.

Entre outros metais básicos, o alumínio recuava 0,5%, a US$ 1.767 a tonelada, o zinco era negociado em queda de 1,3%, a US$ 2.176,50 a tonelada, o níquel caía 1,9%, a US$ 12.785 a tonelada, enquanto o chumbo recuava 0,8%, a US$ 1.962 a tonelada, e o estanho subia 0,4%, a US$ 15.895 a tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires.

Mercado futuro


Acordos entre China e Brasil têm efeito prático em apenas 4 setores; os demais são pouco críveis ou estão mais no campo das intenções

Os acordos assinados entre o Brasil e a China nesta semana têm efeitos práticos nas áreas de aviação, petróleo, mineração e agronegócio.

Para os demais setores em que houve entendimento entre os países, os acordos ainda precisam percorrer um longo caminho para ter efeitos reais, principalmente o que abre linha de crédito de US$ 53 bilhões para obras de infraestrutura no Brasil.

Em 14 dos 35 acordos, o Brasil conseguiu assegurar recursos chineses para a compra de aviões da Embraer e navios da Vale. E também um compromisso mais firme dos asiáticos de abrir seus mercados para a carne brasileira.

Ainda foram abertas linhas de financiamento para a Petrobras e a Vale fazerem investimentos nos próximos anos que somam US$ 11 bilhões. Com esses acordos, a China garante suprimentos de matéria-prima --alimentos, minério e petróleo-- que ela não consegue produzir.

Há um outro grupo de acordos que está mais para o campo das boas intenções. Os chineses estariam dispostos a emprestar US$ 53 bilhões para obras no país. Mas o que foi de fato assinado é um acordo sem valores em que os dois governos se comprometem a criar um comitê para avaliar prioridades em conjunto.

Nesse tipo de acordo, quem empresta exige condições que nem sempre são favoráveis, o que pode levar quem recebe a não pegar o dinheiro.

FERROVIA

Outro acordo pouco crível é o que trata dos primeiros passos para a construção de uma ferrovia ligando o Pacífico ao Atlântico, passando por Brasil e Peru.

O que foi assinado é um acordo para que os países estudem, até maio de 2016, a viabilidade do projeto. Depois disso é que se poderá ter a real ideia de quanto custaria e se isso é viável.

Os dois acordos apontam para uma estratégia chinesa de levar seu antigo modelo de desenvolvimento, o investimento pesado em infraestrutura, para outros países.

Fonte: Folha SP

Analistas já veem equilíbrio no mercado



Os preços das commodities, que vieram ladeira abaixo nos últimos anos, parecem ter atingido o fundo do poço. A despeito dos fatores particulares que regem cada mercado, analistas em geral dizem acreditar que oferta e demanda estão caminhando para o equilíbrio, permitindo que a tendência de baixa fique para trás.

Não se deve, entretanto, esperar uma recuperação extraordinária dos preços. A economia global está em recuperação, mas o crescimento das grandes economias não deve voltar rapidamente para os patamares pré-crise. Além disso, alguns mercados ainda possuem obstáculos específicos que limitam a retomada dos preços.

“Em geral, acreditamos que os preços das commodities como um todo amplamente atingiram o piso”, afirma Nicholas Johnson, gestor de portfólio especializado em commodities da Pimco, que tem cerca de US$ 1,6 trilhão de ativos sob gestão. “Dito isso, não esperamos que uma grande recuperação nos preços a partir daqui”, afirma.

Analistas afirmam que o atual patamar dos preços das commodities já leva em consideração uma desaceleração da China, o que limita quedas adicionais nas cotações caso o país continue crescendo a um ritmo mais fraco. “O mercado já precifica um crescimento da China abaixo de 7%. A menos que haja uma forte desaceleração no crescimento da China, não esperamos impacto negativo nos preços das commodities”, diz Johnson.

Todavia, a estabilização da expansão chinesa em patamares mais baixos também limita uma recuperação mais forte nos preços das commodities. “Ninguém mais espera uma forte recuperação da China”, diz Neil Shearing, economista-chefe de emergentes da Capital Economics.

Se a China desacelerar mais que o esperado atualmente, Johnson, da Pimco, diz que os preços mais afetados seriam os dos metais básicos e minério de ferro. As commodities agrícolas seriam as menos prejudicadas.

Johnson explica que embora a visão geral do mercado seja de estabilização dos preços, interrompendo o longo declínio, há fatores específicos em cada mercado que ditarão o ritmo da recuperação de cada produto. “As perspectivas para as commodities continuam muito diferenciadas, em nossa visão”, diz o especialista da Pimco.

Para o mercado de petróleo, a Pimco projeta uma estabilização dos preços ao redor dos patamares atuais. Os estoques ainda altos da commodity e a possibilidade de o Irã aumentar a produção são fatores que ainda limitam uma alta nos preços, mas não há motivos para que as mínimas sejam reprisadas, explica Johnson.

No mercado do ouro, os preços estão amplamente ligados à variação das taxas de retorno de outros ativos considerados seguros, como os bônus soberanos. “Vimos recentemente um forte movimento de venda nos bônus soberanos e o ouro esteve mais estável, muito porque o metal está relativamente barato em relação a outros ativos de renda fixa”, diz Johnson. Entre os metais, ele vê chances de apreciação da platina. “[O preço da] platina estar abaixo do ouro é uma anomalia e portanto pensamos que ter platina é sensato”, disse ele.

Os preços das commodities agrícolas devem continuar oscilando em torno dos patamares atuais e os do gás natural estão baixos o suficiente para que o crescimento da oferta enfraqueça.

Sem uma retomada de fôlego nos preços das commodities, o impacto da estabilização desse mercado para os países emergentes tende a ser limitado, na opinião de Shearing. “Podemos ver uma pequena aceleração no crescimento dos emergentes no segundo trimestre deste ano, mas será muito modesto”, afirma.

No caso do Brasil, o economista da Capital Economics projeta que o crescimento permanecerá lento mesmo quando os preços das commodities começarem a subir. “O cenário geral do Brasil é de fraqueza em relação aos demais emergentes”, disse.

Fonte: VE

Fundos têm perdas bilionárias




A desaceleração da economia da China, que tem provocado forte queda das cotações do minério de ferro no mercado internacional, pode acarretar grandes perdas aos fundos de pensão dos empregados da Caixa, da Petrobras e do Banco do Brasil. A Funcef, a Petros e a Previ, entidades de previdência complementar mantidas, respectivamente, pelas três estatais, fazem parte do bloco de controle e possuem participações expressivas no capital da Vale, maior exportadora de minério do mundo. Com isso, as oscilações no valor das ações da companhia têm influência no patrimônio das fundações. Pelo acordo de acionistas da mineradora, as fundações estão obrigadas a manter os investimentos até 2017.

Com a ritmo mais lento da economia da China, a demanda por minério de ferro está encolhendo, o que tem impacto significativo sobre os lucros e a cotação das ações da Vale. Entre 2000 e 2014, as importações chinesas da commodity cresceram a uma taxa média de 20,4%, mas o arrefecimento da produção de aço no país asiático reduzirá o volume de compra da matéria-prima. Pelas contas de analistas que acompanham esse mercado, a tendência é de que a taxa média de crescimento das aquisições de minério encolha para 1,2% entre 2015 e 2019.

A situação adversa já provocou forte desvalorização das ações da mineradora entre 2014 e a última sexta-feira, 15 de maio, data do último pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&Fbovespa). Os papéis preferenciais, que eram cotados a R$ 29,36 em 2 de janeiro de 2014, caíram para R$ 17,79, uma retração de 39,41%. No mesmo período, as ordinárias passaram de R$ 32,59 para R$ 21,28, uma queda de 34,71%. A retração dos preços já provocou redução importante no valor do patrimônio dos fundos. Somente na Funcef, as perdas chegam a R$ 3,7 bilhões nos últimos dois anos.

A redução na demanda da China influencia de forma decisiva o mercado internacional de minério de ferro, uma vez que o país responde por 58% das necessidades mundiais da commodity. Desde 2014, os investimentos no setor imobiliário na China começaram a desacelerar em razão da contração nas vendas, levando à formação de estoques e à redução nas compras de minério para a produção do aço usado nos canteiros de obras.

Segundo analistas, o preço do mineral caiu 37% de 2011 até 1º de abril passado. Neste ano, a Vale pretende fazer investimentos de US$ 10 bilhões, mas as incertezas em relação ao preço da commodity podem trazer problemas. Para superar as adversidades, a companhia busca simplificar a estrutura corporativa, aumentar a produtividade, adequar custos e projetos, além de concluir desinvestimentos e parcerias em curso, como por exemplo, em operações de carvão.

Em exposição feita a dirigentes dos fundos, executivos da Vale mencionaram ainda possibilidade de, para angariar recursos, realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de um participação minoritária do negócio de metais básicos. Ainda não há uma definição da companhia sobre o assunto, mas estudos estão em curso.

Impactos

A desvalorização das ações da Vale nos últimos meses atingiu em cheio a Funcef. O fundo dos empregados da Caixa tem 10,35% do patrimônio investido na mineradora, cerca de R$ 5,6 bilhões. Com a queda no valor dos papéis entre 2012 e 2014, a perda foi de R$ 3,7 bilhões. Esse movimento influenciou o deficit atuarial de R$ 5,6 bilhões acumulado pela entidade fechada de previdência complementar, pois 67% do prejuízo decorre da queda no valor do investimento.

Apesar do cenário adverso, a Funcef tem expectativas positivas a longo prazo. A entidade avalia, contudo, que, entre 2015 e 2016, não há previsão de que o preço do minério de ferro volte aos patamares de meados de 2011, quando alcançou US$ 187 por tonelada. Conforme o fundo de pensão, a Vale vem revisando seus planos de negócios e se desfazendo de ativos que estão desassociados do ramo de mineração, com o objetivo de focar no negócio principal. “Dessa forma, a empresa está se adaptando à nova realidade macroeconômica, em que o seu principal cliente, a China, tem divulgado redução da taxa de crescimento do PIB e, consequentemente, de sua demanda por minério de ferro”, informou a Funcef em nota.

A Previ possui 20% do patrimônio investido na Vale, cerca de R$ 32 bilhões. A entidade de previdência esclareceu que, por se tratar, em sua maioria, de recursos aplicados na Valepar de forma indireta, por meio da Litel, braço de investimentos do BB e da Previ, o ativo é avaliado a valor econômico. Além disso, destacou que os ativos ainda mantém a forte valorização acumulada em anos precedentes. “A título de ilustração, considerando-se as cotações das ações ordinárias da Vale na Bovespa de maio de 1997 a maio de 2015, a valorização dos papéis da companhia foi da ordem de 2.200% no período”, destacou a fundação, em nota.

Apesar dos resultados positivos dos anos anteriores, entre 2013 e 2014, o fundo de pensão dos empregados do Banco Brasil perdeu R$ 5 bilhões do patrimônio com a desvalorização das ações da Vale. A entidade afirmou que, a despeito do cenário desafiador nos mercados interno e externo, com preços do minério de ferro em baixa histórica e desaceleração chinesa, continua confiando plenamente na capacidade de geração de valor e sustentabilidade da Vale ao longo dos próximos anos. O fundo de pensão informou que os gestores da mineradora vêm realizando ajustes no sentido de otimizar custos e melhorar a eficiência operacional da companhia, visando a um novo ciclo de crescimento.

A Petros informou que o aporte na Vale representa 5% do total de investimentos, cerca de R$ 4,03 bilhões. Entretanto, a fundação observou que, como os resultados de 2014 ainda não foram analisados e validados pelos conselhos deliberativo e fiscal, ainda não pode se manifestar ou fazer qualquer comentário sobre as demonstrações contábeis do ano passado Pela legislação vigente, o fundo dos empregados da Petrobras tem até 31 de julho para enviar as informações à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o regulador do sistema.

Fonte: Diário de Pernambuco

Cobre opera quase estável, dividido entre dólar fraco e receios com China



Os contratos futuros de cobre operam perto da estabilidade, com o metal negociado na London Metal Exchange (LME) levemente impulsionado pelo dólar mais fraco, especialmente em relação ao euro. No entanto, os metais básicos são pressionados por preocupações com a economia da China.

Como os contratos são denominados em dólar, se tornam mais atrativos para quem opera com outras moedas quando a divisa dos EUA se desvaloriza. Nesta manhã, o euro opera acima de US$ 1,14 pela primeira vez desde o fim de fevereiro. O dólar vem sendo pressionado desde ontem, após a divulgação de dados mais fracos que o esperado sobre vendas no varejo dos EUA.

Por outro lado, a China também divulgou indicadores fracos sobre sua economia ontem, como as vendas no varejo e a produção industrial. A China é o maior consumidor de metais básicos do mundo, por isso sinais de fraqueza econômica no país levantam receios sobre a demanda futura, o que pressiona os preços dos contratos.

Por volta das 7h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME subia 0,1%, para US$ 6.410,50 por tonelada. Na Comex, o cobre para julho caía 0,14%, para US$ 2,9250 por libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,1%, para US$ 1.883,50 por tonelada; o zinco caía 0,3%, para US$ 2.328,50 por tonelada; o níquel recuava 0,8%, para US$ 13.940,00 por tonelada; o chumbo cedia 0,6%, para US$ 2.009,50 por tonelada; e o estanho avançava 0,6%, para US$ 15.800,00 por tonelada.

Fonte: Estadão
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Varlei DisiutaVarlei Disiuta é graduado em Administração de Empresas, com Especialização em Marketing (pós-graduação). Atua na região Sul do Brasil e representa diferentes empresas mundiais, principalmente nos segmentos metalomecânico e plástico.

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