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Curso de Mineração é o único à distância disponibilizado no país


O processo de inscrição para os cursos técnicos da Satc está aberto. Restam algumas vagas para a sede em Criciúma e as unidades da escola em Orleans, Turvo e Laguna. Uma formação técnica pode ajudar quem deseja melhorar sua atuação na empresa ou até ingressar em uma nova carreira.

“Somente em Criciúma, são 11 possibilidades de cursos técnicos no período noturno a disposição de quem busca uma nova qualificação”, ressalta a coordenadora do ensino técnico da Satc, Izes Machado Beloli. As aulas iniciam dia 1º de agosto, com a abertura do segundo semestre de 2016.

Confira os cursos em cada cidade

Criciúma: Administração, Design de Interiores, Eletromecânica, Eletrotécnica, Fabricação Mecânica, Informática, Manutenção Automotiva, Mecânica, Metalurgia, Química e Segurança do Trabalho.

Orleans: Administração, Manutenção Automotiva, Informática, Mecânica e Segurança do Trabalho.

Laguna: Administração, Design de Interiores, Eletromecânica, Eletrotécnica, Informática e Segurança do Trabalho.

Turvo: Administração, Design de Interiores, Eletromecânica, Eletrotécnica e Manutenção Automotiva.

Formação à distância é opção

Além dos cursos presenciais, a Satc também oferece cursos técnicos à distância. As vagas são para Eletrotécnica, Meio Ambiente, Informática, Mineração, Design de Interiores, Segurança do Trabalho, Fabricação Mecânica e Eletrônica. “É uma oportunidade para quem deseja se aperfeiçoar em uma área que já atua ou ainda que quer uma nova profissão”, informa a coordenadora.

Os cursos têm duração de cinco semestres, já contando com o último, que pode ser estágio ou produção do Trabalho de Conclusão (TCC). As inscrições podem ser feitas no Portal Satc até dia 26 de julho. Atualmente, o EaD da Satc conta com 16 turmas abertas, somando mais de 520 alunos. O curso de Mineração é o único à distância disponibilizado no país.

Fonte: Engeplus

ArcelorMittal Mineração recebe Prêmio Excelência Indústria Minero-Metalúrgica



Pelo quarto ano consecutivo, a ArcelorMittal Mineração Brasil é agraciada com o Prêmio de Excelência da Indústria Minero-Metalúrgica Brasileira, promovido pela Revista Minérios & Minerales, destacando-se entre as principais empresas do setor. A iniciativa tem como objetivo principal reconhecer práticas que tornem os segmentos de mineração e metalurgia mais modernos e competitivos, divulgando as melhores tecnologias, processos e conceitos aplicados em mineradoras de todo o Brasil.

O projeto intitulado Sistema de co-disposição dos rejeitos gerados na Mina de Serra Azul foi o vencedor na categoria Processos e Meio Ambiente. Ele é resultado da busca constante por alternativas que tornem a rotina de trabalho e os processos mais seguros. Há três anos, a disposição de rejeitos na Barragem da Mina de Serra Azul foi suspensa e todo o material resultante da produção, sem valor econômico, passou a ser depositado sob a forma de pilha.

Nesse processo, os riscos são minimizados, em função de um sistema de drenagem interno que retira a água antes mesmo do empilhamento. Isso significa que, em caso de rompimento de uma pilha, o escoamento de rejeito se daria por uma distância mínima, sendo contido pelo próprio dique de contenção de sedimentos.

Relembre os projetos já premiados, em anos anteriores:

2013 – A importância da revegetação na estabilidade de taludes na mineração: estudo de caso e alternativas para a Mina do Andrade
2014 – Programa Anjo da Guarda
2015 – Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente

Fonte: ArcerlorMittal

Setor de mineração em debate

B-G
2014. Presidente do Lide Infraestrutura, Roberto Giannetti, e o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão


O novo Código da Mineração, os desafios do setor, o cenário econômico atual, as tendências do mercado estrangeiro, entre outros temas, serão alvo do 2º Fórum Brasileiro de Mineração, que acontecerá amanhã, a partir das 14h, no auditório da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), localizado na avenida do Contorno, 4.456, em Belo Horizonte.

Promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o evento é um dos mais importantes do país e vai contar com a presença de cerca de 400 grandes nomes relacionados ao segmento. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, o presidente da Fiemg, Olavo Carvalho, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Antônio Castello Branco, o presidente do Lide Infraestrutura, Roberto Giannetti, o presidente do Lide Minas Gerais, Paulo Cesar de Oliveira, e o presidente do Comitê Executivo do Lide, João Doria, estarão entre os presentes.

O encontro tem como objetivo debater assuntos que são de extrema relevância para o segmento e que contribuem para o desenvolvimento sustentável, além de focar as oportunidades e também os desafios e problemas das cadeias de metais ferrosos e não ferrosos, metais preciosos e minérios para fertilizantes. O Fórum gera, ainda, integração no que diz respeito às relações socioeconômicas das organizações, do poder público e de entidades privadas.

Destaques. O deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) será o responsável por comandar o tema “O Novo Código da Mineração”, cujo projeto de lei, desde o ano de 2013, está sendo avaliado no Congresso Nacional. Wilson Brumer, presidente da Vicenza Mineração, é quem participará do debate.

Já o presidente da Vale, Murilo Ferreira, apresentará o tema “A mineração e os desafios da infraestrutura brasileira” e contará com a presença dos seguintes debatedores: o diretor de Negócios de Mineração e Fertilização do Grupo Promon, Álvaro Bragança, o presidente da MRS Logística, Guilherme Melo, e o presidente da Anglo American, Paulo Castellari.

Números. A indústria de mineração, atualmente, reúne 8.000 companhias, que são responsáveis pelo emprego direto de 214 mil pessoas. Já no que diz respeito aos empregos indiretos, esse número chega a 2,7 milhões. Só para se ter uma ideia acerca do potencial desse segmento, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Mineração, a produção de minério foi capaz de gerar US$ 40 bilhões em 2014.

Fique por dentro da programação e dos temas do evento

Painel 1, às 15h30: “O Novo Código da Mineração”
Palestrante: Leonardo Quintão, deputado federal

Painel 2, às 16h30: “A mineração e os desafios da infraestrutura brasileira”
Palestrante: Murilo Ferreira, presidente da Vale.

Painel 3, às 17h30: “Tendências do mercado internacional de produtos minerais nos anos de 2015-2016”
Palestrante: Juan Luis Kruger, presidente da Minsur

Carta de Minas e o legado do Fórum de Mineração, às 18h45. Com Fernando Pimentel, governador de Minas, Roberto Giannetti, do Lide Infraestrutura, e João Doria, presidente do Comitê Executivo do Lide.

Fonte: OTEMPO

Semana de Inovação Suécia-Brasil começa hoje

O denominador comum entre a Suécia e o Brasil é a assinatura do contrato para o projeto Gripen NG


Semana de Inovação Suécia-Brasil começa hoje (3/11)

A 4ª Semana de Inovação Suécia-Brasil, evento que vai reunir governo e indústria para discutir a cooperação entre os dois países em mineração, digitalização, aeronáutica e sustentabilidade, começa no próximo dia 3 de novembro. O objetivo é fortalecer e ampliar a parceria estratégica iniciada em 2009.

Promovida pela Embaixada da Suécia em parceria com o Business Sweden e o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro, a 4ª Semana de Inovação Suécia-Brasil terá atividades entre 3 e 6 de novembro em Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (BH) e de 9 a 13 de novembro em São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e São José dos Campos (SP).

Segundo a Embaixada da Suécia, a Semana de Inovação ratifica a importância do Brasil como o parceiro latino-americano mais importante para a indústria sueca e seu maior mercado exportador na região. O marco para essa nova fase de relações bilaterais é o recente contrato assinado entre a Força Aérea Brasileira e a empresa Saab, que abrange o desenvolvimento e produção dos caças Gripen NG.

“O contrato do Gripen é um projeto estratégico conjunto, envolvendo uma parte significativa de transferência de tecnologia ao Brasil. Esse fato colabora para o aprofundamento e ampliação da colaboração entre esses países em vários segmentos como mineração, produção de biomassa, energia, infraestrutura, transporte e tecnologias limpas”, ressalta o embaixador da Suécia no Brasil, Per-Arne Hjelmborn.

Para mais informações, clique aqui. (http://inovacaosueciabrasil.com/ )


Fonte: MCTI

Ajude na construção do Guia Boas Práticas Ambientais na Mineração em Áreas Cársticas


Visita da Cooperação Técnica à Fábrica da Votorantim Cimentos em Xambioá/TO (2012)


A Votorantim Cimentos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Espeleologia e a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica está elaborando o “Guia de Boas Práticas Ambientais na Mineração em Áreas Cársticas”, que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015.

O Guia terá um caráter inovador e pioneiro, e conta com a colaboração de profissionais e pesquisadores com larga experiência. A iniciativa parte do princípio de que o manejo adequado do carste e de seus recursos deve ser baseado no conhecimento prático e em estudos técnico-científicos.

O carste em rochas carbonáticas, de forma resumida, é um terreno resultante de processos de dissolução de rochas que leva ao aparecimento de diversas feições naturais, como as cavernas. Essas rochas são utilizadas na indústria do cimento, portanto há a necessidade de orientar seu uso e manejo, para também garantir a conservação do ambiente, de sua biodiversidade e de seus recursos naturais.

A aplicação das melhores práticas no campo da mineração em áreas cársticas possibilitará a construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, e deve ser encarado como um compromisso de toda a cadeia de produção. Além disso, o Guia contará com experiências reais de diversas cimenteiras que demonstram a aplicação das melhores práticas no dia a dia da empresa.

A Votorantim Cimentos está contribuindo com sua experiência na área, e gostaria de convidar a sua empresa a se engajar nessa iniciativa com o envio de suas boas práticas. Esse material deve conter no máximo uma página, contendo: apresentação do projeto, desenvolvimento e resultados obtidos. Para envio do material ou mais informações, entre em contato com:stefanie.palma@vcimentos.com ou (11) 4572-4738.

O material poderá ser enviado até o dia 16/10/2015.

Fonte: Votorantim Cimentos

Glencore pretende vender minas de cobre na Austrália e Chile



Glencore copper mineFoto: Getty Images


A Glencore planeja vender minas de cobre na Austrália e no Chile no momento em que a gigante de commodities e mineração planeja reduzir sua dívida. A venda de ativos é um elemento de um plano maior de cortar cerca de um terço da dívida líquida de 30 bilhões de dólares da Glencore e retomar a confiança de investidores depois que suas ações tiveram baixa recorde este ano em meio aos fracos preços globais das commodities.

A Glencore disse que iria vender sua minas de cobre Cobar, na Austrália, e Lomas Bayas, no Chile, depois de ter recebido interesse de potenciais compradores. A Cobar produz cerca de 50 mil toneladas de cobre concentrado, enquanto a produção anual de Lomas Bayas é de cerca de 75 mil toneladas de catodo de cobre.

A Glencore também se comprometeu a reduzir despesas de capital, suspender o pagamento de dividendos e levantar 2,5 bilhões de dólares em novas ações, com a emissão concluída no mês passado. A Glencore se negou a dizer quem se aproximou com interesse nas minas de cobre.

http://www.bbc.com/news/business-34502412

Fonte: Reuters

“Minério verde” será parte do futuro da mineração no Brasil

Quando se fala em recuperar a economia, uma palavra de ordem é incrementar o comércio exterior. Na atual conjuntura pela qual passa o Brasil, nada mais urgente e necessário, especialmente tendo-se em vista a escorchante carga tributária que nos vitimiza. Será tanto melhor, se por meio da inovação tecnológica e dos incentivos fiscais se puder estimular o surgimento e/ou crescimento das empresas brasileiras, comprometidas com a sustentabilidade ambiental e, máxime, com a diminuição de impactos ambientais severos, infelizmente tão comuns nos quatro cantos de nosso país.

Lembre-se que incentivo fiscal é política econômica que gera aumento de investimentos em certo setor, por meio da não cobrança ou da diminuição de impostos, sendo sua forma mais usual a isenção fiscal. Por outro lado, uma boa conceituação de inovação tecnológica foi dada no parágrafo 1º do artigo 17 da Lei 11.196/2005 (conhecida popularmente como “Lei do bem”, pois cria a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizarem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica): “concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado”.

Apesar da diversificação dos produtos exportados pelo Brasil, o papel do metal na economia brasileira foi e continua sendo de grande importância. Esse fato chama-me a atenção de longa data[1] e constituiu-se em boa surpresa ter tomado conhecimento da tecnologia a seco de concentração de rejeitos, estéreis e de minérios de baixo teor provenientes da mineração de ferro, com externalidades altamente positivas. Mais especificamente, trata-se da possibilidade de produzir minério de ferro e outros minerais a partir da remediação ambiental de bota-foras de resíduos e estéreis, áreas com potencial de causar impacto e acidentes ambientais, com danos à população. Os materiais recuperados das barragens, mormente minério de ferro, são transformados em metal, gerando renda, fomentando a atividade econômica, e promovendo o equilíbrio de locais ambientalmente deteriorados. Ressalte-se que o pioneiro processo a seco (hoje de importância ímpar, pela recente conscientização, no Brasil, de que água é insumo crítico)[2], foi elaborado por empresa privada em cooperação com a tradicionalíssima Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto. Por encontrar-se patenteada, a tecnologia pode ser objeto de futuro licenciamento, para sua utilização mais ampla, incluindo terceiros.

Sob variados prismas, pode-se observar os benefícios do “minério verde” no aumento da sustentabilidade: economia de recursos, visto tratar-se de matéria-prima do processo siderúrgico; economia de água, por ser processo a seco; diminuição do risco de contaminação da água; economia de energia no processo e frete, em virtude de não dispender energia na manipulação e combustível no transporte até as siderúrgicas e por não haver consumo de coque na evaporação de águas dos fornos; diminuição de riscos e passivos ambientais; e por prescindir da construção de barragens.

Por outro lado, o “minério verde” impacta beneficamente sobre a produção, o emprego e os salários do setor econômico em questão. Por via de consequência, aumenta a receita do Estado, via impostos, o que afasta o temor de perda de tributos em razão da renúncia fiscal. Se o setor da mineração é altamente empregador e tende ao crescimento, a fabricação de “minérios verdes” necessita duas vezes mais trabalhadores. Por sua natureza, a indústria respectiva tende a contratar trabalhadores locais, facultando-lhes o treinamento necessário; bem como remuneração superior ao da simples lavra, devido à utilização de maquinário sofisticados, e, por conseguinte, de trabalhadores especializados.

Por meio de processo a seco, transformam-se materiais destituídos de valor econômico em produtos equivalentes e até superior em termos de qualidade aos minérios comercializados, ou seja, obtém-se o mesmo produto por meio de processo produtivo diferente. O produto obtido foi denominado “minério verde”, em virtude de recuperar rejeitos deixados pela mineração convencional e de utilizar menos água e menos energia, se comparado com o processo ordinário “a úmido”. Tais ganhos ambientais são altamente relevantes!

Se, de um lado, é óbvio que a estrutura de custos de produção do “minério verde” é mais elevada do que a produção mineira nos moldes usuais, por envolver atividade transformadora (custos operacionais — OPEX — por volta de 100% maior que o da mineração tradicional); por outro, os ganhos — externalidades positivas — da produção dos citados minérios para o meio ambiente e para toda a sociedade saltam aos olhos.

Obviamente, são altos os investimentos para se implantar e manter uma unidade de recuperação, pois as respectivas estruturas de custo são superiores. Em razão dos custos substancialmente maiores do setor de fabricação de “minérios verdes”, esse setor, atualmente incipiente no estado de Minas Gerais, não prosperará se a ele continuar sendo aplicada a mesma estrutura tributária da mineração em geral, o que representa inibição e desestímulo. Impõe-se, portanto, caso se queira usufruir das externalidades já apontadas que esse setor gerará, tratamento diferenciado no que respeita à política pública, tanto em geral, quanto na tributária, com seu enquadramento em regime fiscal alternativo.

Várias são as possibilidades, que vem sendo aventadas, de enquadramento fiscal, que possibilitem ao setor competir mais equanimemente com a mineração tradicional. Se os “minérios verdes” forem classificados em um regime cumulativo, poderá haver abatimento de imposto anteriormente recolhido na cadeia produtiva. Poder-se-ia aplicar o “lucro presumido” na tributação do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Poderia haver redução nas alíquotas de ICMS, referentemente às operações internas e interestaduais. Mimetizando-se políticas em voga na Sudam e na Sudene, seria possível, ainda, isenção de imposto de renda sobre lucros de exploração, em razão de fomentar atividade em prol do bem comum. Há que se estudar a melhor solução e implementá-la sem tardança.

É impositivo concluir que o futuro viável da mineração brasileira depende do aumento da produção de “minérios verdes”, que significa aumento de 25% das reservas viáveis economicamente de minério de ferro, pois permite aproveitamento de rejeitos com somente 19% de óxido de ferro, enquanto que a mineração convencional necessita de um teor mínimo de 38%. Ademais, os benefícios com externalidades e o impacto positivo sobre produção, empregos e salários são extremamente positivos e indispensáveis, principalmente nos tempos difíceis em que vivemos e continuaremos a viver, caso medidas inovadoras tecnológica, econômica e legalmente deixarem de ser tomadas.


1 Rodas, João Grandino, Os Metais na Economia Brasileira, s.c.p., São Paulo, 1965. (Monografia ganhadora do Prêmio Gastão Vidigal de Economia Política, da Faculdade de Direito da USP).
2 Além de a mineração ser atividade potencialmente poluidora, é alta consumidora de água. Quanto menor for a taxa de água no minério, maior será a taxa de carregamento do forno e menor a do consumo de energia.
Fonte: Consultor Jurídico

Mina de vanádio descoberta pela CBPM produz mais de 600 toneladas/mês

A companhia canadense Largo Resources produziu 607 toneladas de pentóxido de vanádio no mês de julho na mina Maracás Menchen no sudoeste baiano. O volume superou em 25% o recorde mensal anterior registrado em maio deste ano com a marca de 487 toneladas.

Segundo o comunicado, as taxas globais de produção melhoraram significativamente com uma média diária de 19,6 toneladas do produto durante o mês de julho, cerca de 74% da capacidade do empreendimento. A planta demonstrou também a capacidade de produzir a taxas mais elevadas de forma consistente. A produção ficou acima de 20 ton/dia durante 18 dias do mês, dos quais em 11 ultrapassou 23 toneladas diárias, aproximadamente 87% da capacidade do empreendimento. O recorde diário foi registrado no dia 14 de julho, quando atingiu 25 toneladas de pentóxido de vanádio.

A Largo informou também que acredita na melhoria das taxas de produção, à medida que avança nos esforços de otimização para atingir o ramp-up em curso, incluindo melhorias operacionais e de engenharia. Como a planta já demonstrou capacidade de produção igual ou superior a 90% em períodos significativos, o foco agora é estabilizar em níveis mais elevados.

Fonte: Semae/Gerid

Mineração gaúcha estará presente na Construsul e busca expansão nos negócios





















A Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) e o Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do RS (Sindibritas) apoiam e participam da 18ª edição da Feira Construsul – Feira Internacional da Construção. Para as empresas do segmento da mineração, é um espaço para a busca de novos negócios e novas possibilidades dentro do setor da construção civil.

Considerada um dos maiores eventos voltados à construção civil do país, a Construsul ocorre entre os dias 5 e 8 de agosto na Fenac, em Novo Hamburgo, RS. De acordo com o presidente da Agabritas e do Sindibritas, Pedro Reginato, a feira cumpre um importante papel na divulgação de produtos e máquinas usadas no processo de retirada da matéria prima. A Fenac está localizada na Avenida Nações Unidas, n°3825 – Novo Hamburgo, RS.

Fonte: Mining

IBRAM promove 3º Congresso Internacional de Direito Minerário


A terceira edição do Congresso Internacional de Direito Minerário será promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM (www.ibram.org.br) entre os dias 3 e 5 de novembro de 2015. O evento, que é realizado em parceria com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e com a Escola da Advocacia-Geral da União (EAGU), ocorrerá no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

O objetivo principal do Congresso é traçar um panorama atual do setor de mineração, assim como proporcionar aos presentes uma visão ampla da mineração internacional e de temas jurídicos que envolvem a atividade no Brasil e nos demais países do mundo. Durante o evento, serão debatidos ainda conceitos legais e avaliadas interpretações e posicionamentos da justiça brasileira, além dos entraves para o desenvolvimento das atividades relacionadas ao setor. Terão destaque assuntos que têm gerado repercussão no Poder Judiciário e que precisam de uma rápida solução.

De acordo com os organizadores, o Congresso é, também, mais uma ocasião para que os profissionais do Direito e tantos outros que se relacionam com a área de mineração conheçam ou aprofundem seus conhecimentos sobre os aspectos específicos de atuação desse importante segmento produtivo no País.

Para o Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura, a realização desse tipo de evento é de extrema importância para fomentar discussões centrais para o setor mineral brasileiro. “O Congresso traz a oportunidade de debate de assuntos como o Código de Mineração, recursos hídricos, Responsabilidade Civil, Licenciamento Ambiental e questões trabalhistas. São temas que refletem e consolidam os objetivos do IBRAM e propiciam terreno favorável ao encontro de soluções inovadoras para velhos entraves do setor”, frisou ele. Ainda de acordo com o Diretor-Presidente, “o evento promove grande interação entre as carreiras jurídicas e aquelas ligadas ao setor mineral, o que auxilia na determinação de caminhos conjuntos e dá mais celeridade à prestação dos serviços e uma maior segurança jurídica às relações”, completa.

Conheça a programação

Os principais temas da programação já estão definidos. O evento terá início na terça-feira (3/11), às 18 horas, com a cerimônia de abertura, seguida pela Palestra Magna e Coquetel de Boas-Vindas.

Na quarta-feira (4/11), o Congresso terá início às 9h com o painel “Responsabilidade Civil da Mineração no Âmbito dos Tribunais Superiores”, seguido por “Uso de Recursos Hídricos e Crise Energética”. No período da tarde serão realizadas quatro oficinas de trabalho, com os seguintes temas: “Água Mineral (consumo humano, terapêutico, balneário)”; “Rochas Betuminosas/ Xisto”; “Incentivos e Desoneração à Mineração (pequenas empresas, junior companies, exportação)” e “Propriedade e Gestão do Produto da Lavra”.

Já na quinta-feira (5/11), a programação começa com o painel “Licenciamento Ambiental e Cavernas”, seguido por “Novo Marco Regulatório da Mineração”. No período da tarde serão promovidas as seguintes oficinas: “Gestão de Resíduos na Mineração”, “Questões Trabalhistas na Mineração”, “Reserva Legal / Cadastro Ambiental Rural (CAR)/Servidão Mineral” e “Conflito de Atividades e Bloqueio de Áreas”.

Mais informações: http://www.direitominerario.org.br/

Fonte: IBRAM

Fusões recuam nas áreas de petróleo, energia e mineração




As fusões e aquisições de empresas dos setores de petróleo, energia e mineração diminuíram no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, segundo a KPMG, de consultoria e auditoria.

A queda mais forte (73%) foi observada no segmento de óleo e gás, cujos negócios passaram de 15 nos primeiros seis meses do ano passado para apenas quatro de janeiro a junho de 2015.

Além do cenário econômico, os problemas envolvendo a Petrobras, a baixa no preço do petróleo e a diminuição da demanda pelo insumo na China e na Rússia estão entre as causas da retração, de acordo com a consultoria.

Na área de mineração, as operações recuaram 37,5% no primeiro semestre, impactadas principalmente pela indefinição sobre o novo marco legal do setor.

A falta de clareza dificulta as estimativas para a arrecadação de royalties e o planejamento de gastos, segundo a análise da KPMG.

As transações de empresas de energia caíram quase 30%.

Fonte: Folha de S. Paulo

4° EXPLOMIN ocorrerá no Espírito Santo




Tanto na mineração quando em obras civis, em muitos casos, a prática do desmonte de rochas com explosivos é imprescindível para a fragmentação correta do maciço rochoso. Além disso, em empreendimentos que fazem uso desta prática dentro ou próximos a zonas urbanas, é necessário realizar o correto plano de fogo, levando em consideração vários parâmetros técnicos e naturais, para que não haja sobrecarga e, com isso, os impactos ambientais (negativos) sejam maximizados, como a sobrepressão atmosférica, ultralançamento de fragmentos rochosos, vibrações excessivas do terreno, entre outros, gerando problemas para a empresa e insegurança e revolta na população circunvizinha.

A 4ª edição do Curso sobre os Avanços Tecnológicos no Desmonte de Rochas com Explosivos, 4º EXPLOMIN, busca fornecer ou atualizar conhecimentos para se realizar um correto plano de fogo, levando sem consideração a legislação vigente, correlacionando às questões ambientais inerentes ao processo de desmonte de rochas com explosivos.

O Curso ocorrerá no auditório do Instituto Federal do Espírito Santo – IFES – Campus Cachoeiro de Itapemirim.

OBJETIVOS DO CURSO

O Curso destina-se essencialmente a fornecer e/ou atualizar os conhecimentos necessários de alto nível ao correto dimensionamento e utilização de explosivos em escavações de minas a céu -aberto, subterrânea e obras civis, em conformidade com os novos requisitos legais vigentes, tendo em vista a especialização de profissionais ligados ao setor mineiro e às obras de infraestrutura.

PÚBLICO -ALVO

Profissionais que se encontrem ligados com a aplicação de produtos explosivos civis e todos os que ocupam, ou pretendem ocupar, cargos de responsabilidade técnica em minas, pedreiras e ou obras de escavação, nomeadamente das áreas de Engenharia de Minas e Civil, assim como Técnicos em Mineração.

INVESTIMENTO E VAGAS

As vagas são limitadas em 100 inscrições. O valor da inscrição será de R$ 1.000,00 para profissionais e R$ 400,00 para estudantes, destinado para o autofinanciamento do Curso. O material didático está incluso. Serão outorgados diplomas de APROVEITAMENTO (a ser emitido pela UFMG).

PROFESSORES QUE DARÃO O CURSO

Prof. Dr. Carlos López Jimeno Escola Técnica Superior de Engenheiros de Minas, Universidad Politécnica de Madrid – ESPANHA

Prof. Dr. Vidal Félix Navarro Torres Lavra e Geomecânica de Minas Instituto Tecnológico Vale ITV -MI – BRASIL

Prof. Dr. Pedro Alexandre Bernardo Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa — Diretor Técnico e Comercial Orica Mining Services — PORTUGAL

Prof. Dr. Valdir Costa e Silva Departamento de Engenharia de Minas – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto – BRASIL
LOCAL E DATA

O Curso acontecerá no Auditório do IFES – Campus Cachoeiro de Itapemirim, no período de 10 a 13 de novembro de 2015.
INFORMAÇÕES E PROGRAMAÇÃO

Inscrições e Informações: Fundação Christiano Ottoni

Programação: Programação 4° EXPLOMIN

Fonte: Técnico e Mineração
Bônus Exclusivo: Faça o → Download ← do ebook e descubra como conseguir um emprego na mineração e continuar nele mesmo em tempos de crise.

Sem perspectivas profissionais da mineração abandonam o Brasil




A crise que afeta a mineração e a pesquisa mineral está fazendo com que profissionais do setor abandonem o Brasil. Uma matéria que o Portal do Geólogo publicou em junho teve uma repercussão inesperada. Em poucos dias recebemos centenas de contatos de profissionais das áreas de geologia e das Ciências da Terra interessados nas oportunidades de emprego no Canadá.

A desesperança é geral. Os principais motivos que levaram essas centenas de profissionais, altamente qualificados, a cogitar uma mudança tão dramática, gravitam em torno de: falta de oportunidades no Brasil, violência urbana, corrupção e ausência de perspectivas no curto médio prazo.

A maioria está decepcionada com este Governo que abandonou a mineração e a pesquisa mineral há muito tempo. O que nós do Portal do Geólogo experimentamos foi uma pequena amostra do que está ocorrendo, silenciosamente, no Brasil.

Segundo dados obtidos pela Globo junto à Receita Federal, o número de pessoas que está emigrando aumentou em 67% nos últimos quatro anos. Uma delegação canadense, que visitou o Brasil em março, com oferta de empregos em Quebec, para brasileiros fluentes em Francês, foi surpreendida com o número de profissionais interessados. Em uma semana o site do órgão de imigração foi inundado por 140.000 brasileiros em busca dos empregos oferecidos pelos canadenses.

A maioria dos profissionais que buscam na emigração a solução para os seus problemas faz parte de uma elite cultural que busca a Receita Federal para regularizar a sua situação antes de abandonar o Brasil.

Mas o número real é muito maior. Somente em 2014 o número oficial de declarações de saída do Brasil totalizou 13.288. Espera-se um aumento exponencial para 2015 e 2016 quando a crise político-econômica que atinge o Brasil deve atingir o seu pico.

Enquanto o Brasil perde profissionais altamente qualificados por uma porta, em outra ele recebe, a cada dia que passa, um grande número de imigrantes com pouca ou nenhuma qualificação. É o empobrecimento cultural de um país cuja riqueza mineral é condenada, por um governo inepto, a permanecer escondida no subsolo. Um prejuízo que será sentido por gerações…

Fonte: www.geologo.com.br

Europa quer criar “aldeia lunar” para astronautas, turismo, mineração e robôs



O novo diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), o alemão Johann-Dietrich Wörner, pretende instalar um laboratório permanente para o trabalho de astronautas e robôs na Lua e que sirva de base para eventuais missões a Marte, como centro de mineração ou complexo turístico.

“Proponho ir à Lua e criar uma ‘aldeia lunar’, o que não significa que vai ter casas, prefeitura e igreja, mas um lugar onde os diferentes países possam aplicar suas competências através de astronautas e robôs”, declarou em entrevista à Agência Efe o comandante da ESA para os próximos quatro anos, que assumiu o cargo no dia 1º de julho.

Engenheiro civil, de 60 anos, e até então representante da delegação alemã na ESA, Wörner explicou seu projeto na sede central da agência, em Paris.

“Um laboratório na própria Lua onde seja possível construir um telescópio que, aproveitando a sombra, permita uma melhor observação do que da Terra. Um lugar onde também se possa levar humanos, como ponto de ligação para chegar a Marte, além da possibilidade de se desenvolver a mineração lunar, o turismo, diversas atividades que deveríamos começar a discutir agora”, analisou.

O lugar sonhado por Wörner, uma ideia que está nos planos da Nasa há anos, substituiria a Estação Espacial Internacional, laboratório que orbita ao redor da Terra desde 1998 e que representou um marco na colaboração internacional no espaço, mas cuja vida útil terminará entre 2024 e 2028.

Por enquanto, a Europa só se comprometeu a participar dessa aventura científica até 2020, então o primeiro objetivo de Wörner começa por prolongar a contribuição europeia à ISS para depois envolver a ESA na construção de uma “aldeia lunar”.

“Se alguém vier com uma ideia melhor, ótimo. Mas pelo menos temos um ponto de partida”, comentou Wörner, que dirige uma organização com um orçamento de 4,433 bilhões de euros para 2015, consideravelmente inferior aos 14 bilhões de euros anuais da Nasa ou aos 8,8 bilhões da russa Roscosmos.

O futuro das atividades espaciais após a ISS é apenas um dos muitos desafios de Wörner em uma área onde os projetos são muito ambiciosos, inovadores e se desenvolvem a muito longo prazo.

Um claro exemplo é a sonda Rosetta, que começou a ser projetada nos anos 80, foi aprovada em 1993, lançada em 2004 e, após dez anos viajando pelo espaço, conseguiu pousar seu módulo Philae em um cometa em novembro para colocar “a ESA nos livros de história do espaço”.

“A Rosetta é um exemplo perfeito que alguns se equivocavam pensando que os cidadãos só se interessavam pelo retorno direto do investimento financeiro. As pessoas estão muito mais interessadas na ciência e na exploração espacial”, disse.

Segundo o diretor-geral da agência, o entusiasmo pelo desconhecido é o que incentiva a exploração científica, com objetivos aparentemente impossíveis, mas tecnológicamente viáveis, como já foram um dia o descobrimento da América e das profundezas marinhas, ou como no futuro será a conquista do planeta vermelho.

“Tenho certeza de que nós iremos a Marte, mas não posso dizer quando. Não é como ir à Lua, onde se houver um problema, como com o Apollo 13, em dois dias você está de volta. Demora dois anos para voltar de Marte com os sistemas de propulsão utilizados hoje”, comparou Wörner, que ficaria “muito contente se fosse uma mulher” a primeira a pisar no planeta vizinho.

No primeiro dia de trabalho, Wörner postou em seu blog uma mensagem aos funcionários da ESA com uma referência à ficção científica ao citar o mestre Yoda, de “Star Wars”, quando o pequeno jedi verde dizia ao jovem Luke Skywalker: “Não tente. Faça, ou não faça”.

“Estamos falando de um futuro muito distante. É melhor focarmos no futuro próximo, não em ir a Marte, mas em voltar à Lua”, disse o engenheiro, que acredita que o ser humano não está apenas no cosmos.

Há tantos sistemas no universo que a probabilidade de estarmos sós é muito pequena, argumentou. Segundo ele, “o problema são as distâncias, por exemplo, de bilhões de anos para que um sinal de rádio chegue a um ponto. Talvez no futuro tenhamos tecnologias melhores, como a nave Enterprise de Star Trek”, brincou.

“A possibilidade de haver vida é muito evidente, mas nós não a conheceremos”, concluiu o sucessor do ex-astronauta francês Jean-Jacques Dordain no comando geral da ESA.

Fonte: Inf

Brasil bloqueia esmeralda gigante de US$ 370 milhões nos EUA

esmeralda Bahia, pedra gigante avaliada em - US$ 370 milhões Foto: Reuters

O Brasil conseguiu bloquear em Washington (EUA) a esmeralda Bahia, pedra gigante avaliada em US$ 370 milhões, extraída clandestinamente no Nordeste e exportada ilegalmente para os Estados Unidos. Com cerca de 380 quilos, a esmeralda Bahia é considerada a maior do mundo e ficará sob a guarda do xerife de Los Angeles até conclusão da ação penal em curso no Brasil.

A informação foi divulgada nesta terça-feira, 07, no site do Ministério Público Federal. O bloqueio decretado pela Justiça americana acolhe uma ação conjunta do Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal, da Advocacia Geral da União (AGU) e da Justiça Federal.

A repatriação do mineral dependerá da conclusão da ação penal no Brasil, na qual se discute a lavra de garimpo clandestino e envio ilegal da esmeralda ao exterior, e de decisões da Justiça americana. A esmeralda Bahia foi lavrada em Pindobaçu, na Bahia, e saiu do País por São Paulo, passando pela Louisiana, nos Estados Unidos. Uma declaração falsa às autoridades aduaneiras teria acobertado a exportação ilegal da pedra.

“A esmeralda pertence ao Brasil e tudo será feito para resgatar a pedra e responsabilizar culpados”, afirma a procuradora da República Elaine Ribeiro de Menezes, autora da ação penal perante a 9.ª Vara Federal de Campinas (SP).

Para o secretário de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, procurador Vladimir Aras, “a articulação dos órgãos brasileiros de persecução criminal e de cooperação internacional é fundamental para incrementar as taxas de sucesso na repatriação de ativos”.

“O esforço conjunto do MPF em Campinas, da Polícia Federal, do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), da Advocacia Geral da União e do Ministério da Justiça permitiu esse resultado”, afirma Vladimir Aras.

O secretário Nacional Justiça, Beto Vasconcelos, declarou. “Dois pontos são fundamentais no enfrentamento ao crime transnacional e na recuperação de ativos: a atuação articulada dos órgãos públicos, garantindo a eficiência do processo judicial, e a colaboração próxima com os países com os quais o Brasil vem aperfeiçoando seus instrumentos e práticas de cooperação internacional.”

Segundo Marconi Melo, do Departamento Internacional da AGU, “a decisão, ainda que cautelar, evidencia o empenho do Estado brasileiro em lutar contra a exploração irregular e o envio ilegal de pedras preciosas brasileiras, além da importância da cooperação internacional e da coordenação dos órgãos brasileiros envolvidos para a preservação do patrimônio público.”

Fonte: EM

Setor mineral somou R$ 4,5 bilhões em projetos em 2014



Os projetos do setor mineral, cujas concessões foram outorgadas pelo Ministério de Minas e Energia em 2014, somaram mais de R$ 4,5 bilhões em investimentos. A afirmação foi feita pelo secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério, Carlos Nogueira, durante o VI Encontro de Executivos de Exploração Mineral, em Brasília.

Nogueira explicou que apesar da crise mundial, o setor mineral se manteve estável, permanecendo, em 2014, com o nível de produção próximo aos anos anteriores.

Segundo o secretário, a produção de minério de ferro ficou em torno de 400 milhões de toneladas no ano passado e foi responsável por mais de 10% do valor total das exportações do País.

“É na busca da retomada do crescimento da indústria mineral brasileira, em seus diversos segmentos, que o governo tem trabalhado com medidas de apoio, reduzindo, assim, eventuais impactos decorrentes da dinâmica dos mercados de peculiaridades intrínsecas ao setor”, destacou o secretário.

De acordo com ele, a mineração brasileira tem obtido resultados positivos na busca pela superação desses desafios. “Estamos certos de que em breve o Brasil deverá retomar a sua trajetória de crescimento”, frisou Nogueira.

De acordo com secretário, o governo federal realizou grandes investimentos em levantamentos geológicos e em infraestrutura nos últimos anos, o que propiciou a ampliação do nível de conhecimentos do território brasileiro.

O secretário ressaltou ainda que o MME está aberto ao diálogo com todas as entidades envolvidas. “A parceria e o diálogo franco entre as partes envolvidas, é essencial para a formulação de políticas públicas eficazes e para o fortalecimento da atividade mineral”, finalizou.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

CBMM – pioneira no nióbio e agora também nas terras raras

nióbio

Ostentando a posição de líder mundial no fornecimento de produtos de nióbio, com atuação em mais de 50 países, a CBMM trabalha para consolidar essa posição, ao mesmo tempo em que abre uma nova frente de atuação, também na produção de metais especiais oriundos dos óxidos de terras raras.

Pelo lado do nióbio, a companhia está conduzindo um programa de ampliação da sua capacidade instalada, que deve evoluir de 90 mil para até 150 mil toneladas anuais. Para esse programa, a empresa está realizando um investimento total de R$ 1 bilhão, até o final 2015, quando projeto 40 deverá estar concluído. Somente para o ano de 2014, estavam programados investimentos de US$ 256 milhões.

O que motiva a CBMM a se lançar nesse programa de expansão, segundo seu diretor geral, Tadeu Carneiro, é se preparar atender a uma demanda futura, que acredita será promissora, em função da expansão de segmentos como o de geração de energia eólica, já que o nióbio tem importante aplicação nas torres eólicas.

A CBMM, segundo ele, não quer perder qualquer fatia do mercado de nióbio, no qual já detém 80% de participação. Mesmo porque, não está descartada a entrada de novos players nesse mercado, que hoje está em torno de 80 mil toneladas anuais mas que pode evoluir para 120 mil toneladas ou mais, dependendo dos avanços tecnológicos.

Em 2014, a CBMM produziu 77 mil toneladas de ferronióbio e apresentou um aumento de 3% em suas vendas do produto em relação a 2013, gerando uma receita de aproximadamente R$ 4 bilhões.

Um projeto de seis décadas

A posição que hoje a CBMM detém levou mais seis décadas para ser conquistada e para isso a empresa teve que investir bastante em tecnologia e desenvolvimento de mercado. Na época em que a empresa começou a lavrar o minério de pirocloro, em Araxá (MG), nos anos 50, o nióbio ainda era praticamente um desconhecido para o mercado e suas aplicações eram restritas ou quase inexistentes. Mas ao longo do tempo, graças às pesquisas, a utilização aumentou, principalmente na fabricação de aços especiais.

Atualmente o ferronióbio, principal produto da CBMM, tem 90% de sua aplicação destinada à fabricação de aço – o nióbio torna o aço mais leve e resistente – e o restante é usado na produção de superligas de níquel utilizadas na fabricação de equipamentos como turbinas de avião e óxidos especiais para lentes óticas.

Já o nióbio metálico, outro produto da empresa, é utilizado em aparelhos médicos e de ressonância magnética, por exemplo. A utilização do nióbio no aço tem uma forte componente ambiental, já que permite, por exemplo, fabricar veículos mais leves, que consomem menos combustível e, consequentemente, poluem menos, pois lançam menos CO2 na atmosfera.

Em sua estratégia para ampliar mercado, a CBMM tem procurado promover o aumento do percentual de nióbio adicionado ao aço. Até há pouco tempo, esse percentual era de cerca de 10% e o grande objetivo da empresa, com o desenvolvimento de tecnologia, é ampliar isso para 30%, o que representaria um importante aumento de demanda.

A companhia informa que continua “intensificando esforços para que usuários finais adotem a tecnologia dos aços contendo nióbio em suas diversas aplicações finais. Para tanto, gerencia mais de duzentos projetos com parceiros e clientes ao redor do globo, investindo cerca de 4% do faturamento em seu programa de tecnologia de desenvolvimento e aplicação do nióbio”.

Para elevar sua capacidade instalada a 150 mil toneladas, o que deverá acontecer a partir de 2016, a CBMM está instalando na unidade de Araxá mais um módulo com capacidade para produzir 60 mil toneladas. Embora num primeiro momento a empresa deva ficar com capacidade maior do que a demanda mundial, foi necessário optar por um módulo de tal capacidade por ser este o menor tamanho viável atualmente, do ponto de vista técnico e econômico. Mas de certa forma isto faz parte da filosofia da empresa, que é de se antecipar ao futuro do mercado. O que vai acontecer é que, como a nova planta será mais eficiente do que a atual, por incorporar mais tecnologia, ela deverá produzir a plena carga, enquanto a instalação mais antiga vai operar em menor ritmo de produção, voltando a plena carga quando o mercado demandar.

Para fundamentar seu otimismo, o dirigente da CBMM diz acreditar que “a próxima revolução da humanidade deverá ser a da eficiência”, o que requer produtos e operações de menor custo, mais produtivos e interativos. Será, em sua visão, uma revolução gerada pela necessidade de se usar os recursos naturais em menor quantidade e de maneira mais eficiente. Nessa linha, segundo seu raciocínio, espera-se que os fornecedores de componentes, produtos e novos elementos industriais optem por matérias primas que contenham o nióbio em sua formulação, já que o mesmo tem capacidade – como já mencionado – de reduzir o peso dos aços, tornando-os mais resistentes, mais flexíveis e adaptados às temperaturas extremas sem apresentar problemas de corrosão (natural ou química).

O projeto de expansão prevê investimentos na mina, na usina de concentração do minério (com instalação de uma nova planta, a ser concluída em 2015), em um novo pátio de homogeneização (já concluído e em operação desde 2014), nova planta de sinterização, instalação de novo processo de aluminotermia, aumento de capacidade na unidade de refino, otimização no processo de fabricação do óxido de nióbio e em projetos de desenvolvimento de novos produtos para aplicação química.

Faz parte ainda do escopo do projeto investimentos na área ambiental, principalmente no que se refere a redução do consumo de energia e na emissão de gases poluentes, otimização da estação de tratamento de efluentes e construção de nova bacia de rejeitos.
Terras raras: um novo desafio

Tadeu Carneiro procura desfazer o mito de que o nióbio é algo raro no mundo. Embora cerca de 98% das reservas conhecidas estejam no Brasil, há ocorrências em países como Canadá, Austrália, Groenlândia, Estados Unidos, Nigéria e Moçambique. Por isto, diz ele, a CBMM procura evitar a postura do “deitar em berço esplêndido?”. E continua investindo em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Foi essa linha de raciocínio que a levou a pensar no aproveitamento dos óxidos de terras raras contidos na monazita, que hoje é um resíduo do processo de produção de nióbio.

Em linhas gerais, o programa envolvendo as terras-raras da CBMM é o que se encontra em estágio mais avançado no Brasil, até o momento. Um ponto altamente positivo e diferencial no projeto é que as reservas de monazita já fazem parte da reserva mineral de Araxá desde que a empresa iniciou suas atividades, embora até Mina de Pirocloro… então fossem consideradas como rejeito e não minério.

“Só o fato de não sermos obrigados a abrir – em todos os sentidos – uma mina para explorar terras-raras, já corresponde a um aspecto importantíssimo para nos lançarmos na exploração desses novos elementos”, comenta Tadeu Carneiro. Ou seja, em seu projeto a empresa está produzindo óxidos de terras raras a partir dos rejeitos do processo de concentração do nióbio, transformando o que era resíduo em insumo.

No minério carbonatítico do complexo Araxá, de onde a CBMM extrai o nióbio, existem vários elementos importantes, como o bariopirocloro (da ordem de 4% do total e fonte do nióbio) e monazita (também 4% e fonte de vários elementos da série terras-raras). Os demais são limonita/goetita (36%), barita (20%), magnetita (16%), gorceixita (6%), ilmenita (5%), quartzo (4%) e outros (5%). Uma vez retirado o nióbio do pirocloro local, todas as demais riquezas minerais vinham sendo acumuladas na bacia de rejeito, por não participarem dos interesses comerciais da companhia.

Como a monazita encontrada no minério local em Araxá (MG) apresenta elementos classificados como terras-raras – cério, lantânio, praseodímio e neodímio, em especial – fundamentais na elaboração de lâmpadas fluorescentes compactas e de alto rendimento; em células de combustível para veículos híbridos; em catalisadores de veículos; em disk-drives; como fluidos no craqueamento catalítico; e em telas de mídias de última geração, como celulares, I-Pods, tablets etc. – a empresa iniciou as pesquisas visando à viabilização comercial dessas riquezas minerais.

Segundo Tadeu Carneiro, “jamais havia se conseguido, no mundo, a concentração de sulfato duplo de terras-raras a partir da monazita, que é um estágio bastante avançado no processo de industrialização desses elementos e do qual pode-se obter óxidos separados das terras-raras”. Mas a CBMM conseguiu definir e executar todas as etapas de concentração da monazita em sulfato duplo de terras-raras.

Porém, a empresa quer ir mais longe, e agora está empenhada – e investindo – na fase de transformação dos óxidos que compõem esse sulfato (de cério, de lantânio, de proseodímio e de neodímio) em produtos finais. Com relação ao neodímio, já foi dado um passo a diante, com a assinatura de um convênio entre a CBMM e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) para desenvolvimento da tecnologia de obtenção de neodímio metálico, um dos elementos de terras raras com uma das maiores demandas em todo o mundo, sendo aplicado principalmente na fabricação de ímãs para motores elétricos. O acordo, no valor de R$ 9,5 milhões, foi feito sob o guarda-chuva da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), tem duração de dois anos. A Embrapii entra com um 1/3 do investimento.

De acordo com Tadeu Carneiro, os desafios representados pelo projeto Terras Raras são semelhantes aos que a empresa enfrentou há 60 anos, quando se lançou ao desenvolvimento do mercado de nióbio. A diferença é que no caso do nióbio não havia mercado, que teve de ser desenvolvido. No caso das terras raras, há mercado, mas falta tecnologia.

O importante, porém, é que a etapa da concentração já foi vencida. Hoje a CBMM tem uma planta com capacidade para produzir até 1 mil toneladas anuais de óxidos de terras e que poderá ser expandida para até 3 mil toneladas/ano, o que requer investimentos da ordem de US$ 20 milhões. A empresa também já conta com unidade de separação dos óxidos, via extração por solventes, e um Centro de Pesquisa Hidrometalúrgico, que pode gerar 6 a 8 toneladas por ano de óxidos de Lantânio, Cério, Neodímio e Prazeodímio. O investimento nesta unidade é estimado em US$ 14 milhões.

Um outro aspecto destacado pela CBMM, nesse processo, é que o sulfato duplo de monazita vem sendo obtido isento de residuais radioativos, porque no desenvolvimento da tecnologia para produção de ferronióbio a empresa já tinha conseguido resolver esse problema (eliminação dos resíduos radioativos).

Fonte: Brasil Mineral

CBPM lança o Volume III do Catálogo de Projetos Técnicos

CATÁLOGO DE PROJETOS TÉCNICOS DA CBPM VOL. I - 1973 – 1984 E VOL. II - 1985 - 2005

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) lançou mais um livro da Série Publicações Especiais, o Volume III do Catálogo de Projetos Técnicos (2007-2014), uma continuação das informações contidas nos volumes I e II.

A publicação divulga sumariamente os principais dados de todos os programas/projetos executados pela empresa no período compreendido, além de resgatar alguns projetos de anos anteriores a 2007, não relacionados nos Catálogos de Projetos anteriores. Esta foi a forma encontrada pela atual diretoria de levantar e informar todos os trabalhos técnicos executados nos 42 anos de atuação da CBPM.

O leitor interessado em mineração e geociências vai encontrar no Volume III informações ou referências básicas sobre todas as atividades técnicas desenvolvidas pela CBPM, classificadas como Pesquisa Mineral 2007 e pelos Programas 2008-2014 denominados:
  • Estudos Geológicos – PROGEO;
  • Análise de Dados e Investigação de Ambientes Geológicos – PROADIM;
  • Estratégico de Valorização de Áreas de Pesquisa – PREVAP;
  • Sistemático de Pesquisa Mineral – PROSPEM;
  • Caracterização da Potencialidade Mineral das Regiões Econômicas e dos Municípios da Bahia e Apoio Técnico Operacional e também as atividades de Inclusão Social da Mineração (Prisma).

As atividades técnicas desenvolvidas foram descritas em 161 fichas, que integram esta publicação, disponibilizada especialmente aos pesquisadores de geociências e mineração. Os interessados podem contatar a Gerência de Informação e Divulgação (Gerid) para obter seu exemplar.

Fonte: CBPM

Novo mineral é descoberto no sul de São Paulo



A partir de uma rocha encontrada pelo engenheiro de minas Luiz Alberto Menezes, em Cajati, município no sul do estado de São Paulo, foi descoberto um novo mineral: a melcherita. O processo de análise e descrição foi feito pelo professor Daniel Atencio, do Instituto de Geociências (IGc/USP), juntamente com Marcelo Andrade, pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

A melcherita foi o segundo hexaniobato encontrado no mundo; o primeiro havia sido descoberto em 2014, na Noruega. Os hexaniobatos são compostos que possuem octaedros de nióbio e oxigênio, unidos em grupos de seis, e até então só existiam em substâncias sintetizadas em laboratório. Elas são importantes para setores como a indústria química e a medicina, por exemplo, atuando em drogas inorgânicas que imobilizam vírus, inclusive o da aids.

Apesar das recentes descobertas, os hexaniobatos devem continuar sendo sintetizados para esses fins, já que aparecem em quantidades muito pequenas na natureza. Ainda não foram feitos estudos comparativos entre o hexaniobato natural e o sintético.

Além de nióbio e oxigênio, a melcherita é composta por bário, cálcio, magnésio e água. Tem coloração bege e foi encontrada numa pedreira de carbonatito em Cajati, 232 quilômetros ao sul da cidade de São Paulo; dessa mesma pedreira vieram todos os cinco minerais descobertos no estado. Já o nome é uma homenagem ao professor Geraldo Conrado Melcher, da Escola Politécnica, um dos primeiros a estudar a rocha onde o mineral foi encontrado.

Descobrir minerais

O processo de comprovação de um novo mineral é trabalhoso. No caso da melcherita, levou cerca de dois anos, entre análises químicas e cristalográficas que permitem detectar sua estrutura, composição e propriedades. Depois de perceber que essas características eram realmente únicas, Atencio encaminhou uma descrição detalhada para a Associação Mineralógica Internacional (IMA) e recebeu a aprovação no final de abril deste ano. O próximo passo é publicar o trabalho numa revista científica.

A melcherita é o número 30 da lista de minerais catalogados por Atencio, um dos poucos que se dedicam a essa atividade no país. “A Itália, que é pequena, tem mais de 200 pessoas fazendo esse trabalho que eu faço”, comparou. No Brasil, foram descobertos 67 novos minerais até hoje. “Isso é pouquíssimo. Por exemplo, em outros países, numa única pedreira descobriram 200 minerais diferentes”, completou o professor.

Fonte: Instituto de Geociências – USP

Mineração e metalurgia aumentam investimentos em reaproveitamento da água

Laboratórios de desenvolvimento de produtos da CBMM: produção absorveu R$ 55 milhões nos últimos seis anos

Intensiva no uso de alguns dos recursos naturais, as indústrias da mineração e metalurgia têm destinado parcela crescente de seus investimentos ao aproveitamento da água e da energia, além de matérias-primas, consumidas no processo de produção. Os índices de recirculação de água nas jazidas minerais exploradas por grandes empresas no Brasil atingiram 80%, na média, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O diretor de Assuntos Ambientais da instituição, Rinaldo Mancin, afirma que os projetos desenvolvidos vão além da reciclagem e do reúso. Há avanços com a instalação de plantas de beneficiamento de minérios em circuitos fechados, onde é minimizada a perda de água e inexiste, na prática, a geração de efluentes.

O setor tem diversificado as fontes de água, incorporando novas tecnologias para captação de chuva, e a disposição de rejeitos na forma de pasta, com a implantação de espessadores. Outro avanço é o beneficiamento a seco de minérios, com aproveitamento da umidade natural do ambiente. Em Araxá, no Alto Paranaíba, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtora mundial de nióbio, está trabalhando para alcançar 97% de recirculação da água usada no processo industrial dentro de dois anos. O presidente da mineradora, Tadeu Carneiro, informa que a estratégia adotada pela empresa permitiu que a planta industrial passasse a reaproveitar 95% do insumo em 2014, um avanço importante perante o índice de 88% observado em 2009.

No ano passado, recircularam no processo de produção da companhia 4,5 milhões de litros de água por hora, fruto de aportes realizados de R$ 55 milhões entre 2009 e 2014. A nova meta torna possível o reaproveitamento de toda a água usada na produção de uma extensa linha de produtos, que inclui ferronióbio, óxidos, ligas de grau vácuo e nióbio metálico. “Estamos caminhado para isso (reciclar 97% de água)”, diz Tadeu Carneiro.

A CBMM mantém, ainda, controle permanente sobre a qualidade da água, segundo o executivo, por meio da coleta de mais de 4 mil amostras por ano em pontos considerados estratégicos na fábrica de Araxá. O material é submetido a 27 mil análises. Com o trabalho, a companhia se antecipa à vigilância à qual é submetida, uma vez que o nióbio contém pequenas quantidades de minérios radioativos, o tório e o urânio, cuja produção é monopólio do estado. Isso faz com que a companhia seja alvo constante de fiscalização pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM). O monitoramento da água é incluído nas auditagens feitas pelo órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia.

Na mesma linha de política visando à sustentabilidade, a mineradora recicla, reaproveita, reprocessa ou autoriza empresas terceirizadas a reprocessar mais de 30 tipos de resíduos. Essas substâncias totalizaram 50 mil toneladas no ano passado. Um pátio de triagem de 6 mil metros quadrados mantido na planta industrial de Araxá organiza os resíduos por categoria e a empresa detém células de disposição de resíduos de classes 1 e 2 de última geração para manejar o material.

A emissão de particulados é controlada com o uso de equipamentos modernos, a exemplo dos chamados filtros de manga, que capturam partículas de emissões de fontes fixas no complexo industrial, impedindo a dispersão delas na atmosfera. Eles permitem a recuperação e eventual reaproveitamento do material coletado no processo de produção, reduzindo os impactos ambientais do processo industrial. Outro mecanismo é uma correia transportadora de minério de 3,2 quilômetros, ligando a mina à unidade de concentração da matéria-prima. O processo elimina o trânsito de caminhões, proporcionando ganhos relativos ao fim de emissões e consumo de combustível e à diminuição dos níveis de ruído.

Fonte: EM
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Varlei DisiutaVarlei Disiuta é graduado em Administração de Empresas, com Especialização em Marketing (pós-graduação). Atua na região Sul do Brasil e representa diferentes empresas mundiais, principalmente nos segmentos metalomecânico e plástico.

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