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Menos energia para garimpar mais ouro

A mineradora sul-africana AngloGold Ashanti aposta na eficiência energética para ser mais sustentável - e para lucrar mais



A energia elétrica é um fator crítico para mineradoras de ouro, como a sul-africana AngloGold Ashanti. O uso desse insumo é intensivo, e não é difícil entender a razão: é preciso processar muitas toneladas do minério extraído do solo para encontrar apenas alguns gramas de ouro. Na mina Lamego, por exemplo, que a AngloGold explora na cidade de Sabará, em Minas Gerais, retiram-se, em média, 5 gramas de ouro de cada tonelada de rocha. Por isso, a empresa mantém uma comissão de racionalização de energia, formada por representantes de todas as unidades. O papel da comissão é conscientizar os funcionários sobre a importância de economizar energia e identificar formas de diminuir o consumo.

Fora isso, a empresa conta com a geração própria de parte considerável da energia usada em suas operações. A AngloGold detém um sistema com sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) na região de Nova Lima, também em Minas Gerais. A produção própria responde por 25% das necessidades da empresa.

A eficiência energética tem sido uma tônica de ação nos últimos anos. Em Lamego, o uso de energia diminuiu 13% depois que a AngloGold implantou um projeto de ventilação sob demanda. Pelo sistema, softwares foram adotados para adequar a ventilação à atividade desenvolvida e ao número de pessoas presentes em cada ponto da mina. Uma iniciativa semelhante foi colocada em prática na unidade Serra Grande, em Crixás, no estado de Goiás. Lá, temporizadores foram instalados para desligar a ventilação no subsolo automaticamente durante as trocas de turno dos funcionários.

"Já não vivemos uma euforia no setor, como há poucos anos", diz José Margalith, diretor de sustentabilidade da AngloGold. "Por isso, temos investido pesadamente para reduzir nossos custos." As cotações do metal no mercado internacional caíram quase 30% nos últimos três anos. Aos poucos, porém, a sequência de esforços vem dando bons resultados. Neste ano, o consumo de energia nas unidades de Minas Gerais deverá cair em torno de 2% em relação ao ano passado.

Fonte:Exame

Sindicato dos Engenheiros prepara frente pró-carvão mineral gaúcho

Vinicius Galeazzi na abertura do evento / fotos Myrian Pla


O Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge/RS) realizou um debate na quinta-feira, 8, sobre o uso do carvão mineral no desenvolvimento sustentável do Estado. Convidou palestrantes de diversas entidades e empresas para que apresentassem alternativas e identificassem os gargalos que impedem um melhor aproveitamento desse recurso energético. Foi a quinta edição dos Painéis da Engenharia, evento técnico promovido por Conselho Técnico Consultivo do Senge.

Diante de tantos especialistas, o coordenador do Conselho Técnico Consultivo do Senge. Vinícius Galeazzi, propôs que fosse produzido um documento em defesa do carvão, a fim de ser entregue ao governador José Ivo Sartori. “Vamos produzir um documento com todos os temas abordados neste evento para que o carvão se torne prioridade nas políticas públicas e, também, para que a sociedade tome conhecimento sobre as possibilidades do carvão mineral na retomada do crescimento econômico do Estado, sem prejudicar o meio ambiente”, disse o engenheiro.

Representantes de empresas estatais e privadas apresentaram novas tecnologias desenvolvidas para reduzir o impacto ambiental da emissão de gases poluentes. Uma delas é a lavagem de carvão, que mistura o carvão triturado a um líquido, separando as impurezas. Em outras técnicas, o dióxido de enxofre, uma das maiores causas da chuva ácida, é retirado. Especialistas dizem também que já é possível a redução de óxidos de nitrogênio, uma das causas do ozônio no nível do chão. Também foram citados estudos sobre o uso do carvão gaúcho na siderurgia.

O diretor de Inovações e Fontes Alternativas da Secretaria Estadual de Minas e Energia, Carlos Almeira, ressaltou que um tema de extrema importância para o Brasil não pode deixar de ser interpretado como a solução do problema energético do país.

“Por temos 90% das reservas de carvão, temos a segurança da matriz energética. Embora estejamos evoluindo muito nas áreas de energia limpa – eólica, solar e biomassa – são energias alternativas. As eólicas, por exemplo, estão produzindo entre 25% e 30% de suas capacidades, enquanto o carvão produz 24 horas, sete dias por semana, tem uma garantia de 80% de energia. Se olharmos para outros países, o carvão participa com 30% da matriz energética, enquanto no Brasil ele representa entre 3% e 4%”, comparou Almeida.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/RS), Melvis Barrios Junior, lembrou que o RS importa hoje 50% em média da energia consumida, com os braços cruzados de frente para um potencial carbonífero que garante um consumo, segundo alguns estudos, durante 500 anos. “Temos que nos perguntar porque não aproveitamos essas reservas para combater essa situação pré-falimentar pela qual passa o Estado? Só temos uma forma de reverter essa crise: gerando mais impostos e, para isso ocorrer, só atraindo grandes investimentos, que só se instalam se tivermos infra-estrutura adequada, de transportes, energia…” avaliou.

Barrios Junior criticou a atitude passiva dos engenheiros diante de campanhas feitas por pessoas do movimento ecológico que não entendem nada mas falam abertamente na mídia, sem que seja feito um contraponto.

“O que me preocupa é que o Brasil é um dos raros países que tem um movimento ecológico, formado por meia dúzia de pessoas, que monta uma oposição ferrenha contra qualquer investimento estruturante na economia do país. A quem interessa impedir que o Brasil se transforme numa grande potência econômica? Ora, desde sempre o homem se preocupa em armazenar água, mas aqui no país se diz que as grandes hidrelétricas prejudicam o meio ambiente. Então, acho que a engenharia tem que fazer esse enfrentamento , sob o risco de ser uma eterna colônia do terceiro milênio, dominado por poucos países com conhecimento tecnológico”, sugeriu.

Mediador dos painéis, o geólogo José Alcides Pereira, disse que SC está com problemas de abastecimento de carvão para suas usinas, o que vem provocando o fechamento de empresas pelo esgotamento de reservas. “Por outro lado, o RS ainda não teve aproveitamento eficiente de suas reservas. Mas isso é porque nós temos problemas tecnológicos e de gestão também”, destacou.

O superintendente regional da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), atual Serviço Geológico do Brasil, José Andriotti. informou que nos últimos dois anos a CPRM tem se dedicado a preparar áreas que ainda detém os direitos minerais para repassar à iniciativa privada. “Estamos preparando propostas de editais para que o governo coloque essas áreas de mineração em disponibilidade da forma que achar adequada, através de licitação ou leilão”.

Representantes das Universidades e de empresas também falaram sobre seus estudos e projetos. O diretor da Tractebel Energia, Guilherme Ferrari, falou sobre a implantação da Usina Termelétrica Pampa Sul no município de Candiota-RS, que dentro de quatro anos terá capacidade de gerar 340MW, utilizando-se de tecnologia avançada, como a caldeira de leito fluidizado circulante, e a injetado de calcário na câmara de combustão, que reduz a emissão de enxofre contido no carvão em 70% e reduz a emissão de óxido de nitrogênio (Nox).

A secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, que acumula o cargo de presidente da Fepam, falou rapidamente. Apenas elogiou a iniciativa do Senge, e disse que a secretaria tem um histórico de licenciamento de áreas de exploração do carvão , “com épocas melhores, épocas piores, e que a perspectiva é que se torne mais uma fonte de riqueza para o Rio Grande do Sul, contando para isso com a participação da iniciativa privada como motora do desenvolvimento.”

O vilão quer novo papel

Para os defensores do carvão mineral, ele é o pré-sal gaúcho. É a maior reserva de combustíveis fósseis que o Brasil tem, quatro vezes maior que as de petróleo. São 32 bilhões de toneladas, praticamente toda jazida concentrada no Sul do país, quase à flor da terra.

O governo gaúcho, oficialmente, classifica o mineral como estratégico para o crescimento econômico, incluindo-o no seu Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2021). “Nos próximos cinco anos, o Rio Grande do Sul precisará dobrar a sua produção energética e a única forma de tornar o Estado autossustentável na geração de energia é incluir o carvão nos leilões do governo federal”, argumentaram os técnicos da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra) durante a elaboração das metas do PDE 2021.

As manifestações concretas do governo em defesa do carvão, no entanto, são tolhidas pelas implicações ambientais. Os ambientalistas garantem que o combustível fóssil provoca danos ao solo, água, ar e à saúde das pessoas, além de ser o maior vilão do efeito estufa. O mineral, de origem vegetal, possui grandes concentrações de carbono. Diante da pressão internacional para redução das emissões de gases poluentes na atmosfera, no Brasil, a produção de energia a carvão estagnou, mantendo um índice de 1,3% de participação na matriz elétrica nacional. O resultado é que, sem grandes usinas hidrelétricas e parques eólicos ainda insuficientes, o Rio Grande do Sul importa 50% da energia que consome, mesmo dispondo da maior jazida de carvão do país.

A demanda hoje do Estado ultrapassa os 16 mil MW, para uma potência de geração elétrica instalada que não chega a 6,5 mil MW. Então, o RS consome mais da metade da energia produzida em outros estados. Isso levando em conta que metade da potência das hidrelétricas de Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó são computadas para Santa Catarina devido à localização das usinas na fronteira.

Para o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan, o governo federal demostra sinais de que os combustíveis fósseis retornarão à pauta de discussões. “Depois do susto hidrológico e a discussão dos preços das tarifas de energia elétrica, ficou muito claro que esse modelo elevou o custo da energia, então o governo percebeu que terá de buscar usinas térmicas que sejam seguras e baratas. E, sem dúvida, a energia mais segura e barata é o carvão mineral, por isso, esperamos que ele seja incluído no próximo leilão de energia, a ser realizado ainda este ano”, afirma Zancan. Ele revela que há cerca de 2.300 megawatts em projetos com licença prévia do órgão ambiental, portanto liberados a participar dos leilões. “Isso representa cerca de sete bilhões de dólares em investimentos para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, completa o presidente da ABCM.

Avançam pesquisas para queima limpa do carvão

Pelo menos quatro pesquisas importantes estão em andamento para adequar as emissões atmosféricas provenientes da combustão de carvão mineral à legislação ambiental vigente. Também há estudos para reduzir as impurezas do mineral durante a mineração e beneficiamento, antes de chegar às usinas.

A Fundação de Ciência e Tecnologia – Cientec, ligada ao governo gaúcho, inaugurou em maio do ano passado uma planta piloto para desenvolver estudos em processos de conversão de carvão tanto para geração térmica quanto geração de gases combustíveis. O equipamento, instalado no campus da instituição em Cachoeirinha, utilizará a tecnologia de fluidização rápida. É uma evolução do processo de Leito Fluidizado utilizado na Cientec principalmente em sistemas que envolvam carvões de alto teor de cinzas e com outras características comuns no mineral encontrado em solo gaúcho.

De acordo com o engenheiro Leandro Dalla Zen, coordenador do Laboratório de Combustão da Cientec, o processo consiste na injeção de sólidos alcalinos, geralmente o calcário, nas caldeiras, juntamente com o combustível, para reduzir a emissão de compostos sulfurosos além de favorecer a transferência de calor entre a chama e as superfícies de aquecimento da caldeira. “O produto resultante que sai com os gases na forma de cinzas caracteriza-se por ser altamente utilizável como matéria prima de materiais de construção civil”, destaca.

Essa pesquisa da Cientec é financiada pelo CNPq e tem como parcerias os laboratórios de Siderurgia (LASID) e Produção Mineral (LAPROM) da UFRGS.

A Fundação tem um laboratório de emissões zero, onde serão estudados processos em que as emissões de compostos sulfurosos, nitrogenosos, particulados e dióxido de carbono respeitem a legislação ambiental. O foco será a redução do dióxido de carbono, o gás causador do efeito estufa. Uma das pesquisas é a combustão de carvão com oxigênio puro, cujo gás gerado nesse processo poderá servir como matéria prima de alguns processos industriais ou ser armazenado geologicamente, evitando sua liberação para a atmosfera.

O engenheiro Leandro Dalla Zen explica que o processo de oxi-combustão que está sendo pesquisado é o único a nível mundial que utiliza gás real ao contrário de outros que utilizam gases obtidos por misturas artificiais. “De qualquer forma, o laboratório estará preparado para efetuar testes com qualquer carvão mineral, indicando quais as tecnologias que seriam adequadas para garantir emissões compatíveis com os requisitos ambientais”, diz o engenheiro, que é PhD em combustão.

A Cientec conta também com uma caldeira a nível industrial, instalada junto a Unidade Termelétrica de São Jerônimo, pertencente à CGTEE, que tem por fim demonstrar a característica multi-combustível do processo de combustão em leito fluidizado. “Esse processo é a principal alternativa para combustão em pequenas centrais térmicas de carvão mineral, lenha, resíduos florestais picados, resíduos de madeireiras e indústria moveleira, casca de arroz, sendo o único processo que garante a geração de cinzas adequadas para utilização direta como insumo de materiais de construção”, ressalta Dalla Zen.

Outro projeto sendo desenvolvido pela Fundação é o processo conhecido como combustão mista (cofiring), que testa a combustão concomitante entre carvão mineral e biomassas (podem ser quaisquer resíduos derivados de biomassas), visando a produção de cinzas basicamente puras e de grande aplicabilidade na produção de tijolos ou blocos de alta resistência (com adição de cal) que podem ser utilizados como tijolos estruturais, eliminando a necessidade de pilares na construção civil.

Já a tecnologia de gaseificação do carvão nacional ainda está sendo analisada em laboratórios norte-americanos a fim de verificar a viabilidade técnica e econômica de geração de gás a partir do mineral gaúcho e catarinense. O processo consiste em uma reação química com a injeção de vapor d?água para transformar o carvão mineral em um gás combustível ou de síntese.

Segundo o coordenador do laboratório de gaseificação da Cientec, Rodnei Pacheco, há inúmeras vantagens nesse processo, principalmente ambientais. “O gás é mais viável de ser transportado, além de permitir uma maior facilidade na remoção de emissões, tais como enxofre e cinzas, de capturar o CO² durante sua queima”, explica. Outra opção é empregar esse gás na indústria carboquímica. É possível produzir diversos compostos químicos, como diesel, metanol, amônia, entre outros. Pacheco informa que essa ação é muito empregada na África do Sul, que chega a fabricar gasolina a partir do carvão mineral.

Outra tecnologia sendo estudada envolve a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). As empresas assinaram um termo de compromisso para montar em Candiota uma planta piloto de beneficiamento a seco do carvão. O superintendente de Engenharia da CRM, engenheiro João Casanova, explica que o processo de gigagem a seco reduz as cinzas e o índice de enxofre do mineral antes da sua queima, diminuindo assim o nível poluente do carvão. “Essa tecnologia é ímpar, não existe no Brasil e poucos no mundo a utilizam em escala industrial”, ressalta. Os equipamentos já estão sendo montados e terão um sistema de filtros fabricados no Brasil, com tecnologia alemã, que retêm a poeira durante o beneficiamento. Outra vantagem desse processo, destaca o engenheiro, é que pode-se utilizar em municípios que não dispõe de muita água, como é o caso de Candiota.

Aumenta consumo do carvão

O carvão é o combustível fóssil mais abundante na natureza e o mais usado no mundo para geração de energia elétrica. As reservas mundiais comprovadas passam de 800 bilhões de toneladas.

Apesar dos acordos entre os países para reduzir a emissão de gases nocivos, o consumo do mineral cresce há pelo menos seis anos consecutivos. Só perde para o avanço do gás natural, outro combustível fóssil. A expansão das usinas termelétricas registra índices superiores a 30%.

Estudos da Agência Internacional de Energia e da União Europeia apontam que, em 2035, com o aumento da demanda mundial de energia em 49%, restariam somente 16% das reservas de petróleo e 36% das de gás. Já as reservas de carvão mineral estão disponíveis em 75 países e, mesmo com o crescimento de cerca de 53% da demanda, somente 25% das reservas seriam utilizadas.

Para a produção de eletricidade, o carvão continuará sendo a fonte de energia mais importante, seguido das renováveis e do gás natural. A participação do mineral na matriz energética mundial deve chegar bem próxima de 28% em 2035. O consumo mundial passaria dos atuais 3,4 trilhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) para 5,1 trilhões de tep em 2035, com uma taxa anual de crescimento de 1,6%.

Em 2010, foram consumidos cerca de 6,5 bilhões de toneladas de carvão, sendo mais da metade para produzir energia elétrica. A China é a maior produtora e consumidora de carvão, respondendo por quase a metade do beneficiamento do mineral. Para sua economia continuar crescendo a dez por cento ao ano, o país asiático precisa de muita energia. Por isso, é o que mais investe também em energia eólica, considerada a mais limpa dentre as fontes renováveis.

O Brasil é o único no mundo com uma matriz elétrica dependente excessivamente (90%) das usinas hidrelétricas. Em tempos de escassez de chuva e maior demanda por energia com a recuperação gradual da economia, cresce a pressão pela inclusão de outras fontes no sistema. Os atuais estudos de expansão do suprimento de energia, do Ministério de Minas e Energia, mostram que a capacidade instalada de geração elétrica a carvão deve passar de 1,7 GW em 2010, para 3,2 GW em 2020.

O governo garante que o país não corre risco de sofrer um novo apagão energético, como em 2001/2002 porque retomou os investimentos em energia térmica e dezenas de usinas foram construídas. Por isso, não houve apagão no verão de 2013, quando os reservatórios caíram abaixo dos níveis de 2001.

Foram construídos também muitos parques eólicos, pequenas centrais hidrelétricas, mas o principal acréscimo de reserva veio das térmicas – à biomassa, à gás, a óleo combustível. A carvão foi apenas a fase C da Usina Presidente Médici, denominada Candiota III, com 350 MW de capacidade instalada, um projeto há 30 anos parado, mas que ganhou prioridade no governo Dilma. Hoje, o complexo pertencente à CGTEE, da Eletrobras, tem uma potência de 1.200 GW.

Há também investidores convencidos de que o carvão tem futuro na matriz energética brasileira. A construção de Candiota III (Fase C), da Usina presidente Médici, recebeu aporte financeiro de bancos chineses.

O país asiático mostrou interesse também em conhecer as especificações do carvão gaúcho. No ano passado, representantes do Banco de Desenvolvimento da China estiverem reunidos com o então vice-governador Beto Grill e com empresários. O diretor Zhu Wang, informou o interesse da instituição em investir nas áreas de carvão mineral e de infraestrutura gaúchas. “”, destacou. O executivo lembrou que a China promove diversas experiências na utilização das cinzas do mineral carvão, e que, por isso, o banco gostaria de contribuir para melhorar as políticas ambientais para o uso do resíduo no Estado.

Produção de energia pode chegar 10% do total no país

No RS estão 89% das reservas nacionais, cerca de 28 bilhões de toneladas do mineral. A principal veia de carvão se estende do Extremo-Sul do Estado até o Litoral Norte, em municípios como Minas do Leão, Arroio dos Ratos e Charqueadas, próximos a Porto Alegre, e Candiota, perto de Bagé e da fronteira com o Uruguai. A região da Grande Candiota tem a maior jazida do país, cerca de 12 bilhões de toneladas.

Atualmente, a produção de carvão no RS é efetuada pela CRM e pela Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais – Copelmi. A Carbonífera Criciúma, que obteve da CRM a concessão de exploração da Mina do Leão II, ainda não começou a mineração.

Santa Catarina tem 10% das reservas, cerca de 3,3 bilhões de toneladas, no extremo-sul do Estado, em municípios como Criciúma, Treviso e Lauro Müller. No Paraná, as jazidas estão no Norte do Estado.

Fonte: JA

MP garante energia mais barata para fabricante do SE e CO

A Câmara dos Deputados aprovou ontem a Medida Provisória (MP) 677/15, que garante energia mais barata as empresas eletrointensivas do Nordeste e às indústrias de ferroliga, silício metálico e magnésio do Sudeste e do Centro-Oeste. O texto vai à análise do Senado Federal antes de seguir para sanção da presidente Dilma Rousseff.

O projeto, inicialmente, atenderia apenas o Nordeste, mas, após o acordo negociado por parlamentares com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), foi decidido criar um fundo específico para empresas de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Com a ampliação a MP atenderá 22 grupos empresariais com altos gastos de energia.

Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Ferroligas e de Silício Metálico (Abrafe), Edivaldo Holman, são empresas que empregam 300 mil pessoas no Sudeste e Centro-Oeste, respondem por 42% a 80% da economia nas cidades onde estão instaladas e enfrentam dificuldades desde o fim dos contratos para compra de energia. "A energia para o setor eletrointensivo representa de 60% a 85% do custo de produção e desde a MP 570, tivemos aumento de 290% com a geração de energia e 301% nas despesas com distribuição", afirmou.

No Sudeste e Centro-Oeste serão atendidas a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Anglo American, Vale, Bozel, Eletroligas, Dow Corning, Ferlig, Granha Ligas, Inonibrás, Ligas de Alumínio S.A. (Liasa), Ligas Gerais Eletrometalurgia, Grupo Maringá, Grupo Rima, Minasligas e Nova Era Silicon. No Nordeste são sete grupos eletrointensivos de vários segmentos: Braskem, Vale, Gerdau, Dow Química, Ferbasa, Mineração Paraíba e Paranapanema.

A MP prorroga contratos das empresas nordestinas para compra de energia mais barata com a Chesf, subsidiária da Eletrobras, mediante a criação de um fundo para projetos de energias renováveis. Para as demais empresas será criado o Fundo de Energia do Sudeste e do Centro-Oeste (Fesc). Os recursos serão de titularidade da concessionária geradora de serviço público, no caso, Furnas, e a diferença entre o custo e o preço cobrado das indústrias é que formará o novo fundo, cujos dinheiro será investido na geração e transmissão de energia elétrica.

Os contratos terão início em 1º de janeiro de 2016 e término em 26 de fevereiro de 2035. Os montantes de energia a serem contratados equivalem às parcelas de energia vinculadas à garantia física da hidrelétrica Itumbiara.

A proposta foi aprovada em votação simbólica e teve apoio de deputados governistas e oposicionistas em favor da redução nos custos das companhias. Apenas o PSOL orientou a bancada a votar contra o texto, argumentando que não há oposição na Câmara quando se trata de grandes corporações e que o dinheiro público tinha que ser aplicado na pequena empresa.

O tucano Domingos Sávio (MG) afirmou que a MP "não tira um centavo do Tesouro e não aumenta a conta de luz de ninguém". "É uma engenharia financeira inteligente". O deputado Rodrigo Castro (PSDB-MG), presidente da Comissão de Minas e Energia, defendeu o benefício diante da dificuldade de caixa das empresas e da necessidade das cidades atingidas.

Fonte: Valor Econômico

Fusões recuam nas áreas de petróleo, energia e mineração




As fusões e aquisições de empresas dos setores de petróleo, energia e mineração diminuíram no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, segundo a KPMG, de consultoria e auditoria.

A queda mais forte (73%) foi observada no segmento de óleo e gás, cujos negócios passaram de 15 nos primeiros seis meses do ano passado para apenas quatro de janeiro a junho de 2015.

Além do cenário econômico, os problemas envolvendo a Petrobras, a baixa no preço do petróleo e a diminuição da demanda pelo insumo na China e na Rússia estão entre as causas da retração, de acordo com a consultoria.

Na área de mineração, as operações recuaram 37,5% no primeiro semestre, impactadas principalmente pela indefinição sobre o novo marco legal do setor.

A falta de clareza dificulta as estimativas para a arrecadação de royalties e o planejamento de gastos, segundo a análise da KPMG.

As transações de empresas de energia caíram quase 30%.

Fonte: Folha de S. Paulo

Crise energética faz empresas emitirem mais carbono no país

Setor privado vai propor na reunião sobre clima, em Paris, fim dos subsídios aos combustíveis fósseis, políticas para estimular energias limpas e mecanismos para tributar a poluição


A transição para a chamada economia de baixo carbono depende de inovação tecnológica e investimentos do setor privado. Aos governos, caberá fomentar políticas públicas que deem escala a essas soluções, além da retirada dos subsídios aos combustíveis fósseis, estimados em mais de US$ 5,3 trilhões em 2015, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Essas foram algumas das sugestões de grandes empresas que participaram do Business & Climate Summit 2015, encontro promovido pela Unesco em maio, em Paris, como uma prévia para a COP-21, a conferência do clima da ONU que ocorre em dezembro e reunirá 196 países.

"As empresas estão cientes de que têm um papel relevante nas negociações internacionais sobre clima. Hoje, a agenda corporativa está focada na precificação do carbono e nas oportunidades de negócio que virão desse movimento", afirma Mariana Nicolletti, coordenadora do programa Empresas pelo Clima do GVCes (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas).

Na prática, isso significa que cedo ou tarde as atividades econômicas que emitem muito carbono ou que são dependentes de combustíveis fósseis como o carvão pagarão mais impostos e serão sobretaxadas. Isso já ocorre em países como Suécia, Japão, México, no Estado americano da Califórnia e em algumas províncias chinesas.

Muitas empresas enxergam riscos palpáveis aos negócios em decorrência das alterações climáticas.

A Beraca, fabricante de insumos para a indústria de cosméticos com base na biodiversidade brasileira, já se prepara para mudanças no fornecimento de matérias-primas. "Neste ano, a safra de vários produtos extrativistas ficou ameaçada porque o período chuvoso foi maior que de costume", diz Thiago Terada, gerente de responsabilidade social da empresa.

No Brasil, um grupo de 128 empresas vem monitorando sua pegada de carbono com a publicação de inventários de emissão de gases de efeito estufa na metodologia GHG Protocol, a mais usada.

Dessas, 36 fazem parte da plataforma Empresas pelo Clima, que tem o objetivo de engajar as empresas em outras ações de fomento à economia de baixo carbono.

Mas o envolvimento das empresas não tem sido suficiente para reduzir as emissões. Uma das razões é que, nos últimos anos, o Brasil tem acionado mais termelétricas a carvão para o suprimento de energia. Isso eleva a emissão de gases de efeito estufa e impacta diretamente a pegada de carbono das companhias, sobretudo no chamado "escopo 2" (emissões provenientes da energia elétrica adquiridas pelas empresas).

Entre as 128 corporações que monitoram suas emissões, houve aumento de 81% nas emissões de escopo 2 entre 2012 e 2013.

Fonte: Folha de S. Paulo

Brasil tem a energia mais cara do mundo para a indústria

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Custo médio do insumo para o setor produtivo nacional sobe 48% desde o início deste ano

“O custo (no Brasil) é muito mais alto do que o dos nossos principais concorrentes. Isso se traduz, na prática, em produtos mais caros, empregos que deixam de ser gerados, investimentos que deixam de ser feitos, porque esse insumo está em toda a indústria”, disse o gerente de Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan, Cristiano Prado.

Para ele, o produto nacional, com o preço no atual nível, perde competitividade para concorrer tanto no mercado interno quanto no externo. No entanto, o custo internacional de energia para a indústria caiu 6% em comparação ao do ano passado. Entre os Estados brasileiros, o Rio de Janeiro ocupa o primeiro lugar, com custo médio de R$ 664,05 por MWh, seguido de Mato Grosso (R$ 640,87 por MWh).

O custo médio do gás natural para a indústria brasileira também subiu: 21% nos últimos quatro anos. As empresas pagam R$ 1,29 por metro cúbico do produto. Com isso, o Brasil ocupa a oitava classificação no ranking dos 16 países de gás mais caro para a indústria. Prado ressaltou que o custo médio do gás natural no Brasil é o dobro do registrado no México e mais de três vezes, ou 261% acima do custo dos Estados Unidos. “Isso faz com que as empresas que dependem de gás, como a petroquímica, que está na base de praticamente tudo que a gente consome, estejam seriamente afetadas”, disse.

O resultado é que os investimentos são feitos em outros países, quando poderiam estar sendo feitos no Brasil, concluiu Prado. Segundo ele, essa situação tem de ser enfrentada sem demora. No caso da energia elétrica, a Firjan aponta, entre as possíveis soluções, a retomada da discussão sobre hidrelétricas com grandes reservatório e a ampliação da utilização da eficiência energética por parte da indústria.

Na questão do gás, Prado salientou a necessidade de maior participação do setor privado em todas as etapas do segmento, que envolvem exploração, geração, distribuição e transporte. Isso baratearia o insumo.

Fonte: O Tempo

Pesquisadores defendem linhas de financiamento para energia solar


Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que existem hoje no Brasil 317
empreendimentos em operação gerando energia solar. (Foto: reprodução)

Pesquisadores brasileiros em energia solar defendem a criação, pelo governo, de linhas de crédito especial para a aquisição de equipamentos e a instalação de energia solar fotovoltaica (que transforma energia solar em energia elétrica) em residências. O tema foi discutido durante a 1ª Escola Internacional de Energia Solar, que ocorreu na última semana na Universidade de Brasília (UnB).

Para o professor da UnB Rafael Shayani, um dos organizadores do evento, esse modelo de microgeração distribuída, com a instalação de painéis nas casas, é bem promissor, pois não ocupa grandes áreas como as usinas solares, e o excedente de energia é enviado à rede pública, em um sistema de compensação. “Poucas pessoas sabem disso, é como se o relógio rodasse para trás. Com essa expectativa de que a energia elétrica vai subir 40%, a solar não vai ficar mais tão cara, se houver subsídio do governo”, disse.

Shayani explica que isso não vai ocorrer da mesma forma em todo o país. Segundo ele, em Minas Gerais, por exemplo, há mais procura porque é um estado com incidência solar favorável e onde o preço da concessionária de energia é mais alto, então o retorno do investimento será mais rápido.

Segundo o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Ricardo Rüther, investir em geração de energia não é papel do consumidor final, mas é ele quem acaba pagando a conta, então precisa de condições de financiamento. “É um assunto que não está bem equacionado no Brasil. O financiamento é o gargalo. Comparando com a indústria automobilística, se o consumidor é bom pagador, hoje ele sai da concessionária com carro financiado até com juro zero. Como consumidor de energia elétrica, todo mundo é bom pagador, então por que não posso entrar em uma loja e sair com um contrato, para inclusive gerar recursos para pagar um telhado solar?”

Rüther explica que o investimento em um sistema de energia solar fotovoltaica é maior que no de aquecimento solar, usado geralmente em chuveiros, e pode variar de R$ 12 mil a R$ 15 mil, de acordo com a média de consumo das famílias. O retorno financeiro desse sistema vai variar de cinco a dez anos, com o uso de um equipamento que vai durar 25 anos em média.

De acordo com o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Fernando Martins, o Brasil já tem regulamentação para o uso dessa energia, então as pessoas só dependem de mais incentivo e informação. “O benefício é a longo prazo, com o tempo as famílias vão economizar e ajudar o país a enfrentar uma crise hídrica, consumindo a energia da própria residência, enquanto os reservatórios possam ser enchidos”, disse.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que existem hoje no Brasil 317 empreendimentos em operação gerando energia solar fotovoltaica, com potência de 15,1 mil kilowatts (kW), 0,01% da energia utilizada no país. As usinas hidrelétricas produzem 62,55% da energia consumida.

Essa foi a primeira de três escolas internacionais, um projeto que envolve várias instituições para a disseminação do conhecimento das tecnologias de energias renováveis. “Tivemos um público de 300 pessoas, a maioria estudantes. A ideia da escola é fomentar a capacitação de recursos humanos. A escola está desmistificando o uso da energia solar. O Brasil tem uma visão conservadora, talvez pouco inovadora, que ninguém vai saber usar, mas existem dezenas de países que já a utilizam há 25 anos”, disse Rafael Shayani.

Para Rüther, apesar dos incentivos do governo e dos projetos estratégicos da Aneel, essa é uma área muito carente de mão de obra. “Precisamos dessa massa crítica. Essas novas gerações incluem os tomadores de decisões do futuro, que vão, então, fazer isso de forma mais acertada.”

Fernando Martins explica que os impactos ambientais da geração fotovoltaica são bem menores do que de qualquer fonte de energia, e a integração urbana em telhados é uma ótima saída e não necessita de infraestrutura de transmissão. “Mesmo uma grande usina fotovoltaica não traz mais danos que uma hidrelétrica, conseguimos a mesma energia com área muito menor e podemos também usá-la para outros fins, por exemplo, se a área tiver também um potencial eólico. Uma forma não prejudica a outra, existem tecnologias de aproveitamento.”

“O importante é deixar claro que o Brasil tem recursos renováveis suficientes para atender à demanda de energia elétrica do país. Precisamos criar alternativas e informar às pessoas o potencial que temos”, argumentou Martins.

Fonte: Agência Brasil

Itaipu celebra parceria com a FGV para a promoção de pesquisas

A Itaipu Binacional firmou uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para contribuir na promoção de pesquisas para desenvolvimento do setor energético, que poderão servir à própria binacional e a outras empresas do setor.

O instrumento com a FGV Energia – Centro de Estudos de Energia foi assinado nessa quinta-feira (26), pelos diretores-gerais de Itaipu, Jorge Samek (Brasil) e James Spalding (Paraguai), e pelos representantes da FGV, Sérgio Quintella (vice-presidente), Carlos Otavio Quintella, diretor-executivo da FGV Energia, e Luiz Roberto Bezerra, coordenador de relação institucional da FGV Energia. Nesta sexta-feira (27), o grupo da FGV fará uma visita técnica à usina.


O encontro ocorreu no intervalo da reunião da Diretoria de Itaipu, no Edifício da Produção da usina. A assinatura foi acompanhada por todos diretores brasileiros e paraguaios da binacional.

Pelo acordo, Itaipu passa a integrar a lista de mantenedores fundadores da FGV Energia, ao lado de Furnas. A vigência mínima do instrumento é de cinco anos.

“Sinto-me gratificado quando vejo a cooperação de Itaipu pela importância desta empresa para o cenário brasileiro”, disse Sérgio Quintella, que nos anos de 1970 presidiu a companhia responsável pelo projeto da usina de Itaipu, a International Engineering Company Inc. (Ieco).

Segundo o vice-presidente da FGV, os estudos que serão feitos a partir de agora, com esta parceria com a Itaipu, poderão contribuir ainda mais para o país encontrar uma nova matriz energética, segura e viável. “Itaipu tem uma história de engenharia bem-sucedida e terá participação importante nesse processo."

Na assinatura, Jorge Samek disse que a parceria poderá ser útil à integração energética, com a produção de conhecimento sobre o tema. “A FGV tem, agora, este departamento específico para o setor energético. Para nós é bastante importante contribuir para o desenvolvimento científico”, afirmou o DGB.

Via de mão dupla
O acordo celebrado nesta quinta estabelece uma via de mão dupla: o mantenedor contribui para o desenvolvimento da pesquisa e, em contrapartida, tem de volta o resultado destes estudos para subsidiá-lo, por exemplo, em seus processos decisórios.

O instrumento firmado garante à Itaipu acesso aos estudos, publicações, previsões e análises do mercado de energia e seus indicativos produzidos pela instituição, com sede no Rio de Janeiro.

A binacional terá direito a uma vaga no Conselho de Mantenedores da FGV Energia, para o qual poderá recomendar temas para estudos e pesquisas. A participação de Itaipu em eventos como palestras e congressos promovidos pela instituição estará assegurada, assim como a vinculação da marca aos materiais produzidos pela FGV Energia.

O centro
Criada em 2013, a FGV Energia – Centro de Estudos de Energia tem como propósito ampliar o conhecimento sobre questões energéticas de forma interdisciplinar nos campos da administração pública e empresarial, economia, matemática aplicada, direito e ciências sociais.

Os estudos são desenvolvidos por equipes altamente aplicadas, compostas por doutores, mestres e especialistas.

Os trabalhos abordam, além do setor elétrico (do qual Itaipu faz parte), as áreas de petróleo, gás natural, sustentabilidade, biocombustível e fontes alternativas.

O centro está capacitado para desenvolver ferramentas de apoio à decisão para investimentos no mercado de energia, manter base de dados e produzir material científico sobre o setor, entre outras funções.

Em maio de 2014, foi lançado o primeiro Caderno FGV Energia, com análises e estudos dedicado aos leilões de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. A publicação, permanente, já abordou temas como “energia e sustentabilidade” no qual aborda os desafios para a expansão da oferta, o uso múltiplo das águas, entre outros.

Fonte: itaipu.gov.br

Economia de energia em um click


Minas Gerais - Você já pensou em comparar seu consumo de energia elétrica com o de seus amigos das redes sociais? Ou saber como a substituição de certo aparelho poderia influenciar na sua conta de luz? Ou ainda qual seria o consumo diário de energia dos eletrodomésticos da sua casa? Em tempos onde economizar virou a palavra de ordem, uma empresa do Sul de Minas criou o Oráculuz, um aplicativo gratuito que detalha o perfil do gasto de energia elétrica do consumidor residencial e estimula a troca de experiências entre usuários para um consumo mais consciente.

Aplicativos web para simulação de consumo de energia elétrica podem ser facilmente encontrados nos sites das distribuidoras de energia elétrica. A diferença do Oráculuz, desenvolvido pela empresa TR Soluções, de Itajubá, é a possibilidade que dá ao usuário de interagir com seus amigos e ao mesmo tempo estimar despesas futuras e ter conhecimento sobre a previsão das tarifas reais de energia, além de saber da economia gerada na substituição de equipamentos.

“As pessoas compram novos eletrodomésticos, mas não sabem identificar como esses aparelhos influenciam sua conta mensal de luz. Atualmente, não existe no Brasil uma ferramenta que o consumidor possa avaliar o impacto financeiro que a substituição de um eletrodoméstico pode ocasionar no seu bolso, nem tampouco comparar a sua eficiência relativa quanto ao seu consumo de energia em relação aos seus amigos”, explica Joana Marins, sócia e diretora da empresa.

Para ter acesso ao programa basta entrar no site www.oraculuz.com.br ou acessar a páginahttps://www.facebook.com/oraculuz?ref=ts&fref=ts. A partir daí, o usuário responde questões sobre seu perfil de consumo, os eletrodomésticos que possui na residência, qual região do país onde o imóvel está localizado. Assim, o sistema aponta qual a parcela de consumo de cada aparelho, compara o consumo com o de outras pessoas e até dá dicas para economizar energia com o uso correto dos aparelhos domésticos.

Além disso, o Oráculuz calcula o custo-benefício de se investir na implantação de um sistema de placas fotovoltaicas, na implantação de aquecimento solar para água, mede as emissões de carbono de acordo com o consumo de energia elétrica do usuário e estima a quantidade de árvores que ele poderá plantar para neutralizar essas emissões, e ainda dá informações sobre a Tarifa Branca, que entrará em vigor a partir de 2017, e irá estabelecer novas tarifas de acordo com o horário de consumo.

Hoje, o aplicativo já possui mais de mil usuários no Facebook. Neste ano, a empresa anunciou que já está em desenvolvimento a criação de uma versão do aplicativo para smartphones e uma nova funcionalidade para leitura de equipamentos de monitoramento de energia em tempo real.

Smart Grid
A empresa TR Soluções, criadora do Oráculuz, integra o projeto do Sebrae Minas, em Itajubá, “Smart Grid: Desenvolvimento de novas tecnologias para o setor de energia em Itajubá e Região”. O objetivo do projeto é apoiar o desenvolvimento e a competitividade dos pequenos negócios que produzem soluções o setor de energia, utilizando redes e dispositivos inteligentes, conhecidos como Smart Grid.

Além de participar de capacitações gerenciais e mercadológicas Rodadas de Negócios e missões técnicas, a TR Soluções foi atendida pelo Sebraetec, programa do Sebrae criado para incentivar as micro e pequenas empresas a investirem em inovação e tornarem-se mais competitivas. “Apoiamos empresas que estimulam novos negócios com o desenvolvimento de soluções inteligentes para o setor energético do país”, diz a analista do Sebrae Minas, Elaine Rezende.

Fonte: Imprensa Sebrae - MG

Bicicleta geradora de energia

Sistema simples, barato e fácil de fazer transforma energia mecânica em elétrica e muda a vida em propriedade rural de Minas Gerais


Há dois anos, quando José Lourenço Ribeiro comprou a Fazenda Antinha, em Capitólio, sul de Minas Gerais, a energia elétrica era uma realidade apenas na zona urbana. O tempo passou, os pés de eucalipto, as frutas e as hortaliças que começou a cultivar cresceram e nenhum sinal da eletricidade chegar à propriedade.

Ao fazer o cadastramento do sítio no programa do governo federal Luz para Todos, a técnica da Emater Patrícia Regina Domingos encontrou um objeto estranho na propriedade: uma antena. Como o produtor conseguia assistir à televisão sem ter energia elétrica? A resposta estava literalmente estacionada na varanda.

Dividido entre a produção e o trabalho de atendente em uma loja de materiais de construção no centro da cidade, e sem muita paciência para esperar o governo, Ribeiro inventou um meio barato e muito simples de prover energia elétrica à propriedade.

Ele observou que, se uma bateria consegue acender os faróis e as lanternas de um carro, por que não utilizá-la para fornecer energia a lâmpadas e até a um equipamento eletrônico? Com uma bicicleta, uma correia, um alternador de carro e uma bateria comum de 45 amperes e 12 volts, Ribeiro pedala trinta minutos para acender as luzes de casa e até para assistir aos telejornais e às novelas em uma pequena televisão. Até cerca elétrica o produtor instalou na propriedade.

A ideia lhe rendeu mais que energia elétrica. Impressionada com a invenção, Patrícia estimulou o produtor a participar do Prêmio Criatividade Rural, da Emater. Concorrendo com 116 projetos de todo o estado, a bicicleta chegou em quarto lugar com o nome "Pedalando e Iluminando".

Mais que fama, Ribeiro ganhou mesmo foi em economia. O projeto lhe custou 170 reais com a compra do alternador usado e da bateria, mas não há a conta de luz no final do mês. Basta pedalar para transformar esforço físico em energia. E isso não é problema, já que a atividade está lhe garantindo também um bom condicionamento físico.

MATERIAL
  • 1 bicicleta 
  • 1 alternador de automóvel 
  • 1 bateria de 12 volts e 45 amperes (quanto maior a amperagem, maior o armazenamento de energia) 
  • 1 pedaço de correia 
  • 1 pedaço de madeira de 40 centímetros de comprimento por 25 centímetros de largura 
  • 1 pedaço de madeira de 50 centímetros de comprimento por 10 centímetros de largura 
  • Fio elétrico flexível (a quantidade depende da distância entre o local onde será instalada a bicicleta e a caixa de força da propriedade) 
  • Porcas e parafusos
PASSO A PASSO



Fonte: Globo Rural
Mais informações: Emater de Capitólio - Rua dos Franciscos, 114, Centro, Capitólio, MG. Tel. (37) 3373-1383, e-mail: capitolio@emater.mg.gov.br



Você sabe o que é smart grid?

Smart grid – a rede elétrica inteligente do futuro


No futuro, o fornecimento de energia confiável será importante para o desenvolvimento sustentável das megacidades. As tecnologias de smart grid serão uma parte importante desse desenvolvimento.


MOTIVADORES
No mercado de energia, fatores de longo prazo são a causa da atual otimização sistemática do sistema. A demanda de energia está crescendo em todo o planeta – um fato inquestionável. Foi previsto um crescimento anual de 2,2% – passando dos 20.300 terawatts-hora de hoje para 33.000 terawatts-hora em 2030. O segundo fator mais influente é a necessidade de substituir a infraestrutura de energia antiga e inflexível. Em terceiro lugar, há o grande desafio de colocar o sistema de energia global em uma base sustentável. Para lidar com todos esses fatores, é preciso estar focando em um vasto campo de modo a administrar a revolução no mercado de energia: a otimização sistemática do sistema de energia. Por trás dessa frase, há uma infraestrutura de rede inteligente – a Rede Inteligente (Smart Grid).

DESAFIOS
Para suprir a crescente demanda de energia, precisamos de uma infraestrutura de rede inteligente e flexível, geração inteligente e edifícios inteligentes. Nas redes tradicionais, a geração de energia segue a demanda. No futuro, porém, o consumo de energia virá depois da geração – e não o contrário. Os principais exemplos disso são os carros elétricos, que podem ser carregados à noite em função do uso de energia mais barata. Isso significa que estamos indo em direção a uma mudança de paradigma. Os fluxos de energia e comunicação unidirecionais serão substituídos por fluxos de energia bidirecionais.

VANTAGENS
Ao contrário da medição manual de energia, o novo sistema evita erros de medição e permite detectar mais rapidamente eventuais pontos de interrupção no fornecimento de energia. Com o monitoramento em tempo real, as operadoras de energia podem responder mais rápido a um problema na transmissão de energia, por exemplo. Outra vantagem do sistema é o controle de fraudes e redução no custo de manutenção da rede.

BENEFÍCIOS
Além das tão faladas vantagens ambientais, a tecnologia de Rede Inteligente gera benefícios evidentes para todos os envolvidos na cadeia de conversão de energia:
  • redução das emissões de dióxido de carbono relacionadas à geração de energia, devido à diminuição das perdas na transmissão e ao acesso de grandes usinas eólicas, hidrelétricas e solares à rede;
  • energia de maior qualidade nos vários níveis de tensão, aumentando a estabilidade do sistema;
  • menor consumo de energia e maior eficiência operacional das concessionárias de energia, por meio da participação ativa dos consumidores (edifícios comerciais, plantas industriais, residências, etc.) nas Redes Inteligentes;
  • integração da geração descentralizada à rede por meio de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) inteligentes;
  • possibilidade de fluxo de energia bidirecional;
  • maior segurança do sistema;
  • melhor acompanhamento e monitoramento;
  • grau mais alto de segurança operacional;
  • redução dos custos de ciclo de vida dos ativos.



O que fazer para melhorar o sistema elétrico inteiro?

O ano de 2001 ficou marcado na memória do Brasil: em consequência de uma seca prolongada, as usinas hidrelétricas estavam produzindo muito menos que o suficiente de energia derivada das suas fontes renováveis de energia. Em todo o país o consumo de energia elétrica teve de ser reduzido em 20% dentro de um período muito curto. As soluções de smart grid são necessárias para evitar situações como essas no futuro. As smart grids são redes inteligentes de transmissão e distribuição de energia com base na comunicação interativa entre todas as partes da cadeia de conversão de energia. As smart grids conectam unidades descentralizadas de geração grandes e pequenas com os consumidores para formar uma estrutura ampla. Elas controlam a geração de energia e evitam sobrecarga da rede, já que durante todo o tempo apenas é gerada tanta energia quanto o necessário.


A smart grid: Comunicação inteligente entre todos os usuários da cadeia de conversão de energia
Um dos principais componentes das smart grids é o medidor inteligente. A medição inteligente ajuda a coordenar a geração de energia e o consumo de energia de modo mais eficiente, especialmente se a proporção de fontes de energia renovável continuar a crescer no futuro.

Várias empresas estão trabalhando, em centros de pesquisas de energia elétrica para desenvolver soluções de smart grid que ajudarão o país a atender às suas necessidades crescentes de energia de modo eficiente e confiável ao longo dos próximos anos. O Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS está utilizando a especialização tecnológica para implementar projetos.

Detecção precoce de flutuações perigosas na rede elétrica
Junto com a smart grid, a gestão eficiente da rede elétrica é um passo importante para que o fornecimento de energia seja confiável. É de suma importância a adoção de novos sistemas de gestão de energia pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. Essa atualização facilitará a monitoração em uma plataforma de controle padronizada em quatro locais diferentes. Com essa solução, será possível fornecer monitoramento flexível e em tempo real, além de controlar a rede nacional brasileira de transmissão de eletricidade. Os sistemas serão instalados no Centro Nacional de Operação do Sistema (CNOS) em Brasília e em três centros operacionais regionais em Florianópolis, Recife e no Rio de Janeiro.

operador brasileiro de redes elétricas ONS / Monitoramento Smart Grid

Estabilização de redes elétricas
Os capacitores mecanicamente comutados (MSCs) são outro modo eficiente em termos de tempo e custos para estabilizar redes elétricas. Quando o MSC é ligado ou desligado, ele pode absorver ou liberar energia em um piscar de olhos. Os capacitores mecanicamente comutados podem, portanto, equilibrar rapidamente as flutuações antes que essas possam comprometer a estabilidade da rede de fornecimento de energia elétrica. Já temos MSCs em operação perto de Curitiba desde 2011.

Os MSCs também são um exemplo dos produtos chamados de SMART (de "simple", "maintenance-friendly", "affordable", "reliable", e "timely to market"), incluindo os capacitores de custo muito baixo produzidos localmente que estão sendo testados no Brasil. Esses capacitores são perfeitamente adequados às necessidades dos segmentos do mercado em um nível básico. Os MCSs são uma inovação brasileira que está entrando com sucesso no mercado global.

Projeto pioneiro de transporte de energia
Subestações transformadoras, que transformam a alta voltagem das redes de transporte na baixa voltagem da rede de distribuição, são componentes cruciais da rota que vai das usinas de geração de energia até os consumidores em áreas urbanas densamente povoadas e megacidades. A subestação transformadora Anhanguera é um projeto pioneiro de transporte de energia para todo o país e um componente importante do fornecimento de eletricidade para a megacidade de São Paulo – e a Siemens já vem fornecendo suas soluções inovadoras desde o princípio. A subestação não é apenas uma fonte confiável de energia para São Paulo, mas também fornece energia para cidades vizinhas e fornece eletricidade à rede nacional.

Fonte: Siemens

Os 5 centros de operação do ONS funcionam 24 horas por dia, 365 dias por ano

A missão do ONS é manter o Brasil "vivo"

Mapa do Sistema Elétrico Brasileiro (Regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste)
http://www.ons.org.b...SSE.01_r125.pdf

Mapa do Sistema Elétrico Brasileiro (Regiões Norte/Nordeste)
http://www.ons.org.b...NNE.01_r115.pdf


O ONS é o "maestro" que controla e coordena a geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), que corresponde a 96,6% da energia elétrica produzida no Brasil

Os 5 centros de operação do ONS funcionam 24 horas por dia, 365 dias por ano

O Operador Nacional do Sistema Elétrico é uma entidade privada criada em 26 de agosto de 1998, responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica nos sistemas interligados brasileiros. O ONS é uma associação civil, cujos integrantes são as empresas de geração, transmissão, distribuição, importadores e exportadores de energia elétrica e consumidores livres, tendo o Ministério de Minas e Energia como membro participante com poder de veto em questões que conflitem com as diretrizes e políticas governamentais para o setor. Também tomam parte nessa associação os Conselhos de Consumidores.

Criado em 1998 por meio da lei 9.648, a entidade, sem fins lucrativos, atua sob a fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para coordenar e controlar as instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).

O sistema interligado, com predominância de usinas hidrelétricas, é formado por empresas de diversas regiões do país.

O SIN responde por quase toda a capacidade de produção de eletricidade do Brasil – apenas 3,4% dos sistemas existentes estão fora dele, principalmente na região amazônica.

A extensão da infraestrutura do setor elétrico brasileiro, afirma o ONS, atende a 98% da população brasileira.

“As atividades desempenhadas produzem benefícios para todos os agentes setoriais. Também têm efeitos sobre os consumidores e, de forma mais geral, sobre a sociedade como um todo”, diz o ONS, em seu site.

Para os consumidores e sociedade, alguns dos benefícios citados são “redução dos riscos de falta de energia elétrica, aumento da eficiência do serviço de eletricidade e garantia de padrões adequados de qualidade e continuidade do suprimento”.

Estrutura
O operador tem escritórios espalhados pelo Brasil. O escritório central fica no Rio de Janeiro e também há representantes do ONS em Recife, Brasília e Florianópolis.

Os membros do órgão podem ser associados ou participantes. O primeiro grupo é integrado por agentes de geração (usinas), agentes de transmissão e agentes de distribuição de energia elétrica integrantes do SIN, entre outros. O segundo, pelo Ministério da Minas e Energia e pelos conselhos de consumidores e pequenos distribuidores (abaixo de 500 GWh/ano).

A diretoria do ONS é composta por cinco integrantes que ocupam os cargos durante quatro anos com direito a apenas um segundo mandato de mais quatro anos. Três dos diretores, entre eles o diretor geral, são indicados pelo Ministério da Minas e Energia, enquanto os outros dois são indicados pelas empresas associadas.

Entenda o que faz o ONS, operador do sistema de energia elétrica no país


Sala de Controle do CNOS (Brasília)




Centro Regional de Operação Sudeste (Rio de Janeiro)




Centro Regional de Operação Sul (Florianópolis)




Centro Regional de Operação Norte-Nordeste (Recife)

Cisco vai fornecer tecnologia de smart grid para AES Eletropaulo

Projeto de R$ 75 milhões beneficiará 250 mil pessoas com medidores inteligentes na cidade de Barueri, na Grande São Paulo.



A Cisco vai assumir parte do projeto de smart grid que a AES Eletropaulo está operacionalizando em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Orçado em R$ 75 milhões, o projeto de Pesquisa e Desenvolvimento da concessionária recebe financiamento da FINEP e prevê a instalação de 62 mil medidores inteligentes, dos quais 2 mil em comunidades de baixa renda, impactando diretamente 250 mil pessoas.

A tecnologia Smart Grid permitirá uma nova forma de gestão da rede elétrica com a automatização das operações, e planejamento de capacidade das redes de energia da AESEletropaulo, a partir de seu Centro de Operações da Distribuição. Com isso, falhas ou interrupções na distribuição de energia podem ser identificadas e corrigidas com mais agilidade. “Antes que o cliente ligue para a central de atendimento, a distribuidora já terá identificado o problema e enviado um SMS informando a previsão de restabelecimento do fornecimento de energia”, explica Maria Tereza Vellano, Diretora da AES Eletropaulo.

O cliente, por sua vez, poderá acompanhar o seu consumo diariamente, por meio da página da concessionária na internet, e com isso administrar melhor seus gastos. Numa segunda fase, o Smart Grid permitirá o pré-pagamento da fatura elétrica (como acontece com os celulares), microgeração em larga escala de energia renovável e a aplicação de tarifa diferenciada de acordo com o horário de consumo.

O módulo de comunicação co-desenvolvido pela Cisco é um componente essencial desses medidores inteligentes. A solução integra as tecnologias de radiofrequência – que transmite as informações por meio de rede sem fio (RF MESH 6LowPAN) – e PLC (Power Line Communication) – protocolo que utiliza o próprio cabo elétrico para transmissão de dados.

Ao usar essas duas tecnologias simultaneamente, a arquitetura Cisco tem como objetivo proporcionar a medição do consumo em tempo real e a constante atualização dos dados no sistema central. Além disso, este é o primeiro projeto com padrão aberto de comunicação desenvolvido por uma empresa de energia e que já contempla interoperabilidade com múltiplos fabricantes de medidores.

Para Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco do Brasil, esse projeto marca a maturidade da Cisco no setor de energia elétrica. “O desenvolvimento desta tecnologia inovadora em conjunto com a AES Eletropaulo e players da indústria local atesta nossa expertise em Smart Grid. Além disso, o projeto reforça nosso compromisso com a inovação no País e com o desenvolvimento de soluções com padrões abertos para atender as necessidades de nossos clientes”, afirma.

Smart Grid é uma das tecnologias-chave que estão sendo desenvolvidas no Centro de Inovação da Cisco, que foi inaugurado no Rio de Janeiro em agosto de 2013.

Barueri foi escolhida como cidade piloto, pois possui todas as características que refletem os grandes centros urbanos. Isso permitirá que no futuro o modelo de distribuição de energia utilizando o Smart Grid seja replicado em outras cidades.


Fonte: ipnews

Eletrobras assina contrato para implantar smart grid em distribuidoras

O consórcio, composto pela Siemens, Itron Soluções para Energia e Água e Telemont Engenharia de Telecomunicações, venceu licitação realizada no âmbito do Projeto Energia +, no valor de R$ 226 milhões.


As empresas de distribuição da Eletrobras assinaram contratos com o consórcio Energia Mais Smart com o objetivo de fornecer e implantar a tecnologia AMI (Infraestrutura de Medição Avançada) para leitura e monitoramento do consumo em unidades consumidoras de média e baixa tensão nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima.

O consórcio, composto pela Siemens, Itron Soluções para Energia e Água e Telemont Engenharia de Telecomunicações, venceu licitação realizada no âmbito do Projeto Energia +, no valor de R$ 226 milhões. O investimento foi lastreado por um empréstimo obtido pela Eletrobras junto ao Banco Mundial.

“A implantação da nova tecnologia tornará possível reduzir as perdas não-técnicas”, afirmou o diretor de Distribuição da Eletrobras, Marcos Aurelio Madureira da Silva. Segundo ele, as ações de monitoramento à distância serão realizadas por um Centro de Inteligência da Medição, instalado em Brasília, que ficará permanentemente interligado com seis centros de supervisão nos estados. Esses centros atuarão localmente para detectar irregularidades.

A M2M, fornecedora do consórcio, informa que irá integrar 130 mil pontos 2G e 3G, além de placas inteligentes, aos medidores de consumo de energia Siemens.

Com informações da Eletrobras

Veja a lista completa de distribuidoras

smart grid

Brasil importa gás da África para reativar termelétrica no RS

O Brasil está importando gás natural da África para garantir o funcionamento de uma usina térmica no Rio Grande do Sul tida como decisiva no reforço ao sistema elétrico nacional.

A termelétrica de Uruguaiana, na fronteira da Argentina, começou a operar na semana passada por um período emergencial de 60 dias e, segundo dados do Operador Nacional do Sistema, tem o terceiro custo mais elevado entre as abastecidas com gás natural no país.

Nos primeiros dias de operação, de acordo com dados do ONS, o custo do megawatt-hora em Uruguaiana foi de R$ 471,30. Em média, as térmicas a gás custaram R$ 241,17.

As 12 térmicas a carvão custaram em média R$ 170,96 no mesmo período.

O acionamento emergencial da unidade foi citado no início do mês como uma "manobra" pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para fortalecer o sistema nacional. Com o baixo nível dos reservatórios e a alta demanda de consumo do verão, o risco de desabastecimento preocupa o governo.

AVAL DA ARGENTINA
Afastada de grandes centros e sem ligação com o gasoduto Brasil-Bolívia, a unidade no Rio Grande do Sul depende do aval do governo argentino para ser ligada.

Para convencer o país vizinho a liberar gás natural à termelétrica, o Brasil teve que importar o insumo da Nigéria por meio de uma subsidiária da Petrobras, transportá-lo de navio até a Argentina e injetar o carregamento na rede de gasodutos argentinos.

A Sulgás, uma estatal do Rio Grande do Sul, faz a intermediação entre uma companhia argentina e a AES, empresa que opera a térmica de Uruguaiana.

A usina funcionava com gás natural encaminhado diretamente pela Argentina até 2009, quando o governo do país vizinho passou a limitar o envio do produto para o exterior por causa do desabastecimento do mercado interno. Desde então, foi ligada apenas por períodos de 60 dias em 2013 e em 2014.

Nas duas oportunidades, o Brasil fez operação parecida de transporte, mas com gás importado de Trinidad e Tobago, na América Central.

Se for ligada na capacidade total, a térmica consumirá 2,4 milhões de metros cúbicos de gás por dia, quantidade superior a tudo que o Rio Grande do Sul consome diariamente por meio do gasoduto Brasil-Bolívia.

CONSUMIDOR
As partes envolvidas não revelam os valores do processo. Os custos desse tipo de operação costumam ser repassados aos consumidores.

A AES Uruguaiana, por meio de sua assessoria, informou apenas que, por causa da queda no preço internacional dos combustíveis, a despesa com a geração na unidade neste ano será 40% inferior à do ano passado.

O Ministério de Minas e Energia disse que o custo da usina é "extremamente competitivo em comparação com as térmicas que estão sendo despachadas atualmente". Também afirmou que a operação "fortalece" a segurança energética do país.

Procurada, a Petrobras não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Fonte: Folhapress

Brasil liga nova linha de transmissão para trocar energia com o Uruguai

Usina Termelétrica Presidente Médici, Candiota / RS

Em meio à crise do setor elétrico e à necessidade de o País importar energia de países vizinhos para abastecer o consumo nacional, o Brasil acaba de abrir mais uma rota para comprar geração de países vizinhos. O Ibama liberou a operação de uma nova rede, que interliga Brasil e Uruguai. A malha parta de uma subestação no município de Candiota (RS) e segue até a divisa com o Uruguai.

Em janeiro, o Brasil utilizou linhas que chegam à Argentina para importar energia e garantir o abastecimento do País, que tem registrado recordes históricos de consumo neste ano. O Brasil já conta com interligações com o Paraguai, Argentina e com o próprio Uruguai. A nova rede de transmissão amplia a capacidade de intercâmbio entre os dois países.

Fonte: Yahoo! economia

MME negocia importação de energia do Uruguai


UTE Uruguaiana

Montante negociado pode ficar entre 250 MW e 500 MW, segundo presidente da Eletrobras

O governo negocia com o Uruguai um acordo que vai permitir a compra de energia do país vizinho para reforçar o atendimento do Sistema Interligado Nacional. A importação ainda é uma possibilidade, de acordo com o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, mas pode abrir a oportunidade para a injeção no sistema de 250 MW a 500 MW de todas as fontes disponíveis.

Carvalho Neto informou que uma parte dessa energia pode entrar imediatamente, mas isso ainda depende da conclusão da interligação entre os dois países. Um antigo acordo de intercâmbio com a Argentina permitiu ao Brasil importar recentemente energia daquele país, para enfrentar o crescimento do consumo resultante do aumento recorde das temperaturas no Sudeste no início do ano. E desde o último dia 12, o sistema foi reforçado pela produção de energia da UTE Uruguaiana, na fronteira do Rio Grande do Sul, que tem como combustivel gás natural.


Fonte: CanalEnergia

Uruguai está emergindo como o líder mundial em energia eólica 2015



Parque eólico en Sierra de los Caracoles
De acordo com um relatório da ONG internacional Global Por Natureza (WWF), Costa Rica, Uruguai, Brasil, Chile e México, são líderes regionais em esforços para mudar o paradigma e optar por energia renovável no lugar de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão.

Neste contexto, Uruguai terá na base de seu fornecimento, energia eólica em torno de 30%, percentual de aproveitamento superior ao que conseguem obter a Dinamarca (28%), Espanha (21%) ou Alemanha (12%). Existem 20 usinas eólicas, que operam atualmente no Uruguai e cerca de 12 em construção.

Essa expansão do setor, que começou em 2008, forneceu aproximadamente US$ 1 bilhão para a economia nacional.

As turbinas de vento custam cerca de US$ 3 milhões cada e são responsáveis por 75% do investimento de cada parque, do Uruguai, que geralmente têm 25 aerogeradores e uma capacidade instalada de 50 MW.

"Para este país agropecuário, essa energia é compatível com o desenvolvimento agrícola e praticamente não gera impacto ambiental", disse o engenheiro mecânico José Cataldo, diretor do Instituto de mecânica dos fluidos e engenharia ambiental da faculdade de engenharia da Universidade da República.

Fonte: i-ambiente
Tradução: Emerson F. Tormann

Usina nuclear Angra 1 é desligada após falha em sistema de resfriamento


Segundo a Eletronuclear, a falha não apresentou nenhum risco aos trabalhadores e à população

Uma falha no resfriamento da Usina Nuclear Angra 1 provocou seu desligamento na madrugada desta quarta-feira (19), de acordo com a Eletronuclear, que administra a usina do sul fluminense.

Por meio de nota, a administração da empresa informou que, à 0h22 de hoje, ocorreu um problema em um dos condensadores que resfriam o vapor utilizado para mover o gerador elétrico da usina.

Conforme a Eletronuclear, o desligamento foi realizado para preservar a integridade de outros equipamentos da usina. As equipes de manutenção e engenharia estão no local para tentar resolver o problema.

Ainda não há previsão para o religamento da usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo a Eletronuclear, como o condensador não está localizado na área nuclear, a falha não apresentou nenhum risco aos trabalhadores e à população.

A Usina Angra 1 é uma das duas que compõem o Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, único complexo nuclear do país. Uma terceira usina, chamada de Angra 3, está sendo construída no local.

Desligamento de Angra 1 não compromete abastecimento de energia, diz ministro

Abastecimento não será comprometido
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que o desligamento da usina Angra 1 não vai afetar o abastecimento de energia no país. Segundo ele, a energia que está deixando de ser gerada pela usina está sendo suprida pela Termelétrica de Uruguaiana, que entrou em operação na semana passada.

Segundo Braga, ainda não há previsão de quando Angra 1 entrará em operação novamente. "Não há nenhum comprometimento de segurança, mas ela teve que ser desligada, e estamos no aguardo. Esperamos até amanhã (20) receber o prazo que ela levará para poder entrar novamente em carga", disse.

Fonte: Agência Brasil

Microgeração de eletricidade ainda é restrita no país


De acordo com a ANEEL, passados mais de dois anos da regulamentação da microgeração de energia, menos de 300 casas em todo o país ligaram seus painéis solares à rede elétrica. Na microgeração eólica, o número de residências não chega a 20. O resultado insatisfatório é causado pelo preço caro dos projetos de microgeração, mas também pela burocracia das distribuidoras de energia, que ainda lutam para melhorar os processos.

Fabricantes de equipamentos reclamam da falta de informação aos consumidores e da ausência de um financiamento específico

BRASÍLIA - Em tempos de crise no setor elétrico e ameaças de falta de abastecimento, a microgeração de energia poderia ser um alento para milhares de consumidores do País. A possibilidade de abastecer o consumo doméstico com o uso de painéis solares ou microtorres eólicas e, além disso, repassar sobras dessa energia para a linha da distribuidora, teve suas regras definidas em abril de 2012. Até hoje porém, essa alternativa ainda é tratada como tema para excêntricos.

Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que, passados mais de dois anos da regulamentação da microgeração, apenas 290 casas em todo o País tiveram seus painéis solares oficialmente plugados na rede de energia. Quanto à microgeração eólica, o número de residências registrado na agência não chega a 20.

O resultado pífio está ligado, basicamente, a dois problemas: preço caro e burocracia. Os fabricantes de equipamentos de microgeração reclamam ainda da falta de informação dos consumidores sobre os benefícios da tecnologia e da ausência de financiamento específico para estimular o interesse nos projetos.

Hoje a instalação de um projeto solar desenhado para atender a uma família de cinco pessoas, por exemplo, não sai por menos de R$ 15 mil. Se a opção for pela geração eólica, a conta sobe em pelo menos 40%. A instalação desses projetos, que poderia ser feita em poucos dias, tem levado em média seis meses, por causa de desentendimentos com as distribuidoras de energia.

"Quem instala um projeto de microgeração fica feliz com o resultado. É algo que gera satisfação pessoal, além da economia na conta de luz. Mas realmente ainda enfrentamos algumas dificuldades", diz Hans Rauschmayer, diretor da Solarize, empresa especializada em consultoria para projetos de microgeração.

Com sede no Rio de Janeiro, Rauschmayer experimentou a tecnologia na própria veia. Em um ano conectado à rede da Light, conseguiu reduzir sua conta de luz em mais da metade do valor, com economia de R$ 1.266. "Em dez anos, o projeto paga o investimento", diz o especialista. Os ganhos ecológicos também são representativos: mais de 1,5 tonelada de gás carbônico deixou de ser lançada na atmosfera.

Chegar a esse resultado, no entanto, às vezes não é tão simples. Quatro meses atrás, o administrador aposentado Aresio Teixeira Peixoto conclui a instalação de um projeto solar para sua casa, em Brasília. Gastou R$ 25 mil. Com uma conta de luz mensal de cerca de R$ 350, Peixoto espera que seu custo caia para R$ 60 por mês.

O problema é que seu sistema de geração ainda não foi reconhecido pela CEB, distribuidora de energia de Brasília. "Hoje já consigo gerar a maior parte da energia consumida pela casa, mas a CEB não reconhece isso e continua a fazer a cobrança integral da conta. Já reclamei várias vezes. Na última vez ouvi que o setor tributário da distribuidora não consegue reconhecer a minha geração", diz Peixoto.

Erro. Procurada pela reportagem, a CEB informou que "reconhece que houve erro de procedimento na leitura da unidade consumidora" e que "as faturas de setembro, outubro e novembro serão revistas e as diferenças compensadas nas faturas posteriores".

Não se trata de uma queixa isolada. Uma das principais reclamações de usuários do sistema e até mesmo dos fabricantes e instaladores de equipamentos é a indiferença com que as concessionárias têm tratado o assunto. "Algumas distribuidoras demonstram uma atitude mais aberta e amigável à geração distribuída, enquanto outras ainda enfrentam dificuldades para adaptar seus procedimentos e o atendimento ao cliente, seja antes ou após a instalação", conclui um estudo feito pelo Instituto Ideal, especializado em energias alternativas.

Pelas regras da Aneel, as distribuidoras tinham até dezembro de 2012 para adaptarem seus sistemas e a rede elétrica à microgeração. "Esse prazo foi claramente desrespeitado. Projetos que poderiam ser concluídos em dois meses levam, em média, seis meses", diz Hans Rauschmayer, da Solarize.

Com forte incidência de sol e vento, o Brasil é um dos países mais privilegiados para expansão da microgeração. Estudos feitos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que poderiam ser gerados 287 terawatts-hora por ano no País, somente no ambiente residencial. Isso significa 2,3 vezes o consumo residencial de energia verificado hoje.

fonte: Jornal GGN

Leia mais: Energia solar tem levado vantagem em relação à eólica
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Varlei DisiutaVarlei Disiuta é graduado em Administração de Empresas, com Especialização em Marketing (pós-graduação). Atua na região Sul do Brasil e representa diferentes empresas mundiais, principalmente nos segmentos metalomecânico e plástico.

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